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Cofi: Magistrados participam de semana formativa com foco em direitos humanos e seguridade social

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Os magistrados e magistradas em formação do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi 2026) iniciaram a semana (30 de março a 1º de abril) com atividades voltadas ao fortalecimento da atuação jurisdicional alinhada ao Sistema Internacional de Direitos Humanos e à vivência prática da rotina forense.

A programação teve início na segunda-feira (30 de março) com a aula “Sistema Internacional de Direitos Humanos”, conduzida pela juíza Hanae Yamamura de Oliveira, diretora do Foro da Comarca de Cuiabá. A formadora apresentou a estrutura do sistema internacional e interamericano de proteção, destacando a relação entre o direito internacional e o direito interno, além da importância do controle de convencionalidade nas decisões judiciais.

Segundo a magistrada, o tema é indispensável para quem ingressa na carreira. “O Sistema Interamericano já é muito presente na nossa sistemática jurídica. É obrigatório que os magistrados façam a interpretação e a aplicação dos tratados internacionais em suas decisões, conforme o Estatuto da Magistratura Interamericana aprovado pelo CNJ.”

A aula utilizou metodologia ativa, com análise de caso prático, permitindo que os novos juízes exercitassem a aplicação de tratados e convenções internacionais em situações reais. “Eles já têm excelente formação teórica. Agora precisam vivenciar como aplicar essa teoria no dia a dia”, completou a formadora.

Os alunos destacaram a relevância do conteúdo para a atuação contemporânea da magistratura. O juiz substituto Tiago Gonçalves dos Santos ressaltou que direitos humanos ainda são tema recente nos concursos e que a aula ampliou a compreensão sobre a identificação de violações e a responsabilidade do Estado brasileiro. “A reflexão de hoje nos mostrou a importância de observar os direitos humanos não só da população vulnerável, mas de todos os atores sociais envolvidos no processo.”

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Já a juíza substituta Nathália de Assis Camargo Franco enfatizou a discussão sobre vitimologia e a necessidade de trazer a vítima para o centro do processo judicial. “Trazer a vítima para o conflito auxilia tanto na questão da resolução, da discussão, com a vítima trazendo detalhes do que aconteceu durante o processo ou durante aquele evento que está sendo investigado, bem como que não se busque somente resolver aquele processo, mas sim a resolução do conflito e que a vítima consiga compreender e se sentir atendida por esse processo judicial e por essa decisão ou pela sentença.”

Dando continuidade à formação prática, na terça-feira (31 de março) os magistrados(as) retornaram ao Fórum de Cuiabá para uma nova visita guiada pelas dependências do prédio. A atividade permitiu que os participantes conhecessem melhor a estrutura administrativa e operacional da unidade, reforçando a integração entre teoria e prática no início da carreira.

Nesta quarta-feira (1º de abril), os magistrados(as) participaram da aula “Direitos Fundamentais e Seguridade Social”, ministrada pelo professor Bruno Sá Freire Martins. Durante a aula, o formador, que é servidor efetivo do MTPrev, advogado e especialista em Direito Previdenciário, destacou a relevância prática do tema para a atuação inicial dos novos magistrados. Ele lembrou que, embora a matéria seja pouco explorada nas faculdades e até mesmo em alguns concursos, costuma ser uma das primeiras a chegar para sentença.

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Martins explicou que os juízes atuarão tanto na competência delegada, envolvendo o Regime Geral de Previdência Social (INSS), quanto na competência privativa da Justiça Estadual, no julgamento de benefícios acidentários. Ressaltou ainda que os magistrados terão contato direto com o Regime Próprio de Previdência Social, não apenas como julgadores, mas também como segurados, além da previdência complementar.

Os encontros reforçaram a importância de uma visão sistêmica sobre os direitos fundamentais e sobre o papel do magistrado na garantia da seguridade social, especialmente em temas sensíveis como previdência, assistência e saúde.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Justiça e Exército se unem em Rondonópolis para defender cultura da paz e acesso aos direitos

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Entre fardas, livros e reflexões sobre cidadania, o auditório do 18º Grupo de Artilharia de Campanha, em Rondonópolis, se transformou nesta segunda-feira (18) em um espaço de diálogo sobre pacificação social, direitos fundamentais e Justiça. A convite do comandante da unidade, tenente-coronel Joel Reis Alves Neto, o coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), juiz Wanderlei José dos Reis, ministrou palestra aos militares sobre acesso à Justiça, autocomposição e Justiça Restaurativa.

Logo no início da fala, o magistrado destacou sua ligação com o Exército Brasileiro e a importância da parceria institucional entre as duas instituições. “O militar não é melhor nem pior que ninguém, ele é diferente. O militar tem senso de responsabilidade, disciplina e proatividade. É uma honra estar aqui falando em nome do Poder Judiciário de Mato Grosso e trazendo uma mensagem institucional de pacificação social”, afirmou o juiz.

O comandante do 18º GAC, tenente-coronel Joel, ressaltou que o encontro fortalece o intercâmbio de conhecimentos entre as instituições e contribui para a formação humana dos militares. “A presença do Poder Judiciário dentro do quartel amplia horizontes e reforça valores importantes para a sociedade e para o próprio Exército, como diálogo, equilíbrio e responsabilidade social”, destacou.

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Direitos fundamentais e cidadania

Durante a primeira parte da palestra, o juiz Wanderlei abordou temas ligados ao projeto “Diálogos com as Juventudes”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), explicando conceitos relacionados à Constituição Federal, direitos humanos e acesso à Justiça.

O magistrado explicou aos militares que o acesso à Justiça é um direito fundamental garantido pela Constituição e destacou a importância do conhecimento como instrumento de transformação social. “O acesso à Justiça começa pelo conhecimento. Conhecer a Constituição, conhecer as leis e compreender os próprios direitos é fundamental para o exercício da cidadania”, disse.

Ao falar sobre direitos fundamentais, o juiz Wanderlei também fez um paralelo histórico sobre a evolução do Estado Democrático de Direito e ressaltou o papel do Judiciário como garantidor da paz social e da proteção dos direitos individuais.

Exército e Judiciário pela pacificação social

O magistrado também relacionou a atuação do Judiciário à missão histórica de figuras importantes do Exército Brasileiro, como Duque de Caxias e Marechal Rondon. “Nós estamos aqui trazendo uma mensagem institucional de pacificação. Duque de Caxias foi conhecido como o pacificador e Marechal Rondon carregava um lema profundamente humano: ‘Morrer, se necessário for; matar, nunca’. Isso dialoga diretamente com aquilo que o Judiciário busca hoje”, afirmou.

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Ao encerrar a primeira palestra, o juiz reforçou que educação, leitura e conhecimento são ferramentas essenciais para transformação pessoal e social. “O conhecimento transforma. O homem é a medida do seu conhecimento. Quanto mais conhecimento, maior a capacidade de compreender seus direitos e contribuir para uma sociedade mais justa”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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