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Colheita entra na fase final, mas clima irregular impõe ritmo desigual no campo

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A colheita da safra 2025/26 de soja no Brasil atingiu 75% da área cultivada até o fim de março, avanço relevante sobre os 68% da semana anterior, mas ainda abaixo dos 82% registrados no mesmo período do ano passado. O andamento dos trabalhos segue condicionado pelo clima, que alterna chuvas intensas em parte do país e calor persistente em outras regiões, cenário que mantém a atenção do produtor sobre o ritmo das operações no campo.

Os maiores entraves estão concentrados no Rio Grande do Sul e na região do Matopiba, onde as precipitações recentes dificultam a entrada de máquinas nas lavouras. No caso gaúcho, embora atrasem a colheita, as chuvas ainda beneficiam áreas em fase final de enchimento de grãos, sustentando parte do potencial produtivo.

Além do avanço da colheita, a estimativa de produção brasileira de soja em 2025/26 foi ligeiramente ajustada para cima: passou de 178 milhões para 178,4 milhões de toneladas. O ajuste reflete melhora de produtividade em estados importantes, especialmente em Mato Grosso, que compensou parte das perdas registradas na Região Sul.

Mesmo assim, a produção continua afetada pelo clima mais severo no Rio Grande do Sul. A estiagem no estado levou a novos cortes na produtividade local, limitando um avanço maior da projeção nacional.

Em fevereiro, a estimativa para a safra brasileira já havia sido reduzida de 181 milhões para 178 milhões de toneladas, justamente por causa das quebras nas lavouras gaúchas. O resultado final da safra ainda depende do comportamento do clima nas regiões onde a colheita segue em andamento ou onde as lavouras ainda estão em fase de enchimento de grãos.

Especialistas avaliam que o equilíbrio entre períodos de chuva e janelas de tempo firme será decisivo para consolidar os números da produção. Chuvas em excesso podem continuar prejudicando o avanço das colheitadeiras e o transporte da safra, enquanto o tempo muito seco em sequência, em áreas onde as plantas ainda completam o ciclo, pode reduzir o peso de grãos.

Começando abril, veja a seguir o que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê:

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NORTE – Na Região Norte, a previsão indica acumulados elevados principalmente no Amazonas, oeste de Roraima, noroeste e centro-leste do Pará e norte do Tocantins. Em boa parte dessas áreas, os volumes devem superar 80 mm na semana, podendo ultrapassar 150 mm em pontos isolados.

A tendência é de chuva mais persistente em Roraima e no oeste do Amazonas, o que pode dificultar a circulação de máquinas, atrasar a colheita em áreas de grãos e prejudicar estradas e estradas vicinais usadas no escoamento da produção. Nas demais áreas da região, as precipitações tendem a ser fracas e isoladas.

Especialistas lembram que, em solos mais argilosos, esse excesso de água aumenta o risco de compactação se o produtor insistir em colher ou trafegar com máquinas pesadas em condições encharcadas. A recomendação é avaliar a umidade do solo antes de entrar com maquinário, para evitar danos que podem afetar o próximo plantio.

NORDESTE – No Nordeste, os maiores acumulados são esperados no centro-norte do Maranhão, no centro-norte do Piauí e no sul do Ceará, com volumes próximos de 80 mm e possibilidade de picos de até 150 mm em áreas isoladas. No sul da Bahia e em partes do Maranhão, a previsão é de 50 mm a 80 mm.

No restante do litoral nordestino, no noroeste da Bahia, leste do Ceará e oeste de Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, os acumulados devem ficar entre 20 mm e 50 mm. Nas demais áreas, a tendência é de chuvas fracas.

Essa combinação de chuva forte em áreas do Matopiba com tempo mais seco em outras partes segue influenciando a colheita da soja e o plantio e desenvolvimento do milho segunda safra. Em regiões onde a precipitação vem acima da média, o excesso de umidade continua atrasando a entrada de colheitadeiras e aumentando os custos logísticos, segundo especialistas.

CENTRO-OESTE: A previsão indica que as chuvas devem se concentrar no norte de Mato Grosso, com acumulados que podem chegar a 70 mm e, pontualmente, ultrapassar 80 mm. No centro-sul do estado, no noroeste de Goiás e no Distrito Federal, os volumes previstos variam entre 20 mm e 40 mm.

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Nas demais áreas da região, a tendência é de chuva mal distribuída, com acumulados inferiores a 10 mm. Esse padrão, em geral, favorece a fase final da colheita da soja e o manejo das lavouras de milho e algodão, mas aumenta a preocupação com a reposição de umidade do solo em áreas onde o regime de chuvas já começa a entrar em declínio.

SUDESTE – Na Região Sudeste, o Inmet prevê chuvas persistentes no litoral de São Paulo, no Vale do Paraíba e no litoral sul do Rio de Janeiro, com acumulados semanais acima de 50 mm e picos de até 80 mm.

No Espírito Santo, Triângulo Mineiro, Zona da Mata, leste de Minas Gerais e centro de São Paulo, os volumes ficam entre 20 mm e 50 mm. Nas demais áreas, a previsão é de chuvas fracas, com acumulados inferiores a 10 mm.

Para as lavouras de café, cana-de-açúcar e milho segunda safra, esse padrão de chuva mais concentrada no leste e volumes menores no interior tende a favorecer o manejo e operações de campo, mas exige atenção com a umidade do solo em áreas que já vêm de semanas mais secas.

SUL – No Sul, a faixa litorânea do Paraná e pontos do litoral de Santa Catarina devem registrar acumulados acima de 50 mm, podendo chegar a cerca de 80 mm ao longo da semana. No centro-sul do Paraná e no norte de Santa Catarina, os volumes variam entre 20 mm e 50 mm. No restante da região, não devem passar de 10 mm.

Segundo especialistas, a chuva prevista ajuda a manter a umidade do solo em níveis adequados, mas ainda pode provocar interrupções pontuais na colheita da soja e na colheita do milho em áreas específicas.

Fonte: Pensar Agro

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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