A Polícia Civil de Mato Grosso, em ação conjunta com a Polícia Civil de Goiás, prendeu, nessa quinta-feira (26.3), um homem, de 34 anos, condenado pelo homicídio da ex-companheira, Jullis Rodrigues de Souza, 19 anos, ocorrido em 2012.
Ele foi localizado em Rio Verde, Goiás, após troca de informações entre as Polícias Civis dos dois estados.
O crime ocorreu no dia 08 de outubro de 2012, no bairro Novo Horizonte, em Primavera do Leste. O casal havia convivido por três anos, mas o relacionamento tinha acabado há três meses. No dia do crime, o homem foi à casa da vítima, que estava sozinha, e, motivado por não aceitar o fim do relacionamento, a matou com um corte na garganta.
O caso foi investigado pela Polícia Civil e ele foi denunciado por homicídio doloso, por motivo torpe, já que matou a ex-companheira por não aceitar a separação e querer reatar o relacionamento, e com o agravante de meio cruel, visto que o crime foi executado de forma que aumentou o sofrimento da vítima e brutal.
O Ministério Público Estadual recebeu o indiciamento e denunciou o então investigado, que foi condenado no dia 06 de junho de 2018 a 16 anos de prisão em regime fechado.
O condenado, no entanto, estava foragido. De posse do mandado de prisão, a Delegacia de Primavera do Leste realizava diligências em busca de localizar o foragido.
Após levantamentos, foi constatado que ele estava trabalhando em uma empresa de entrega de sorvetes e que, nessa quinta-feira (26.03), estava em Rio Verde (GO).
Diante disso, a equipe do setor de Capturas da Delegacia Regional de Rio Verde foi acionada e, em ação conjunta, realizou o cumprimento do mandado de prisão do condenado. Agora, ele está à disposição da Justiça.
A Polícia Civil deflagrou, nessa sexta-feira (29.5), a Operação Imperium Remotum, com o objetivo de cumprir ordens judiciais relacionadas à investigação de um homicídio ocorrido em Americana do Norte, distrito de Tabaporã.
A ação resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão domiciliar, além da prisão em flagrante de três pessoas pelos crimes de tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.
A operação decorreu de investigação conduzida pela Delegacia de Tabaporã para apurar o homicídio de um homem, de, 19 anos, ocorrido no dia 10 de maio de 2026, no distrito de Americana do Norte. Durante a ação criminosa, a vítima morreu e outras quatro pessoas ficaram sob restrição de liberdade dentro da residência.
As investigações apontaram que o crime apresentou características dos chamados “tribunais do crime”, prática utilizada por facções criminosas para impor punições ilegais. Segundo a apuração, a execução, por meio de facadas e de um tiro, ocorreu por determinação de integrantes de uma facção criminosa.
Durante a operação, os policiais civis cumpriram um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 21 anos, investigado por participação nos crimes de homicídio qualificado, cárcere privado e favorecimento ao domínio social estruturado.
No distrito de Nova Fronteira, durante o cumprimento da prisão preventiva, os policiais localizaram drogas prontas para comercialização, dinheiro, anotações relacionadas ao tráfico e aparelhos celulares. Diante do material apreendido, uma mulher, de 30 anos, foi autuada em flagrante pelo crime de tráfico ilícito de drogas.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão em uma residência em Tabaporã, os policiais apreenderam porções de pasta base de cocaína, cocaína, maconha, balanças de precisão e aparelhos celulares. No local, uma mulher, de 24 anos, e um homem, de 21 anos, receberam voz de prisão em flagrante pelos crimes de tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.
Na mesma residência, os policiais conduziram quatro adolescentes, de 15, 17, 16 e 15 anos para a delegacia. Eles responderão por atos infracionais análogos aos crimes de tráfico ilícito de drogas e associação para o tráfico.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Tabaporã após representação da Polícia Civil e manifestação favorável do Ministério Público.
O nome da operação, Imperium Remotum, faz referência ao exercício de poder à distância, em alusão à dinâmica investigada, na qual integrantes da organização criminosa coordenavam decisões e determinações por meio de chamadas de vídeo e aplicativos de comunicação.
As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e concluir a apuração dos fatos.
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