A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, nesta quinta-feira (26.3), mandados judiciais no âmbito da investigação que apura o feminicídio de uma adolescente praticado pelo próprio irmão, na última semana, em Cuiabá. O autor do crime está preso.
O trabalho operacional da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá resultou na prisão da companheira do autor do crime, que teve a prisão temporária decretada pela Justiça e foi cumprida pela equipe nesta mesma data.
Investigação
Em continuidade às investigações para esclarecer o feminicídio, foram obtidas informações indicando a participação da investigada, de 36 anos, com fortes indícios de que ela concorreu para a morte da cunhada.
Diante das evidências, a DHPP de Cuiabá representou pela prisão temporária da companheira do autor do feminicídio, já preso em flagrante, a qual foi expedida pela 14ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá.
Em desfavor da suspeita, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar em dois endereços da envolvida, para a coleta de vestígios necessários à investigação.
Conforme o delegado titular da DHPP, Caio Albuquerque, a investigada, a princípio, negou os fatos. “Por outro lado, há indícios de que ela concorreu para a morte da cunhada”, disse o delegado.
Após o cumprimento das ordens judiciais, a mulher foi conduzida até a DHPP e, em seguida, apresentada para audiência de custódia, ficando à disposição da Justiça.
O crime
A vítima, Estefane Pereira Soares, de 17 anos, foi encontrada sem vida na noite de 11 de março, no bairro Morada da Serra, em Cuiabá. O corpo da adolescente foi localizado submerso em um córrego.
Na ocasião, o irmão da vítima foi preso em flagrante delito por feminicídio, além de suspeita da prática do crime de estupro.
As investigações seguem sob a presidência da delegada da DHPP, Jéssica Martins, para a finalização do inquérito policial instaurado e o indiciamento dos envolvidos.
A Polícia Civil deflagrou, nessa sexta-feira (29.5), a Operação Imperium Remotum, com o objetivo de cumprir ordens judiciais relacionadas à investigação de um homicídio ocorrido em Americana do Norte, distrito de Tabaporã.
A ação resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão domiciliar, além da prisão em flagrante de três pessoas pelos crimes de tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.
A operação decorreu de investigação conduzida pela Delegacia de Tabaporã para apurar o homicídio de um homem, de, 19 anos, ocorrido no dia 10 de maio de 2026, no distrito de Americana do Norte. Durante a ação criminosa, a vítima morreu e outras quatro pessoas ficaram sob restrição de liberdade dentro da residência.
As investigações apontaram que o crime apresentou características dos chamados “tribunais do crime”, prática utilizada por facções criminosas para impor punições ilegais. Segundo a apuração, a execução, por meio de facadas e de um tiro, ocorreu por determinação de integrantes de uma facção criminosa.
Durante a operação, os policiais civis cumpriram um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 21 anos, investigado por participação nos crimes de homicídio qualificado, cárcere privado e favorecimento ao domínio social estruturado.
No distrito de Nova Fronteira, durante o cumprimento da prisão preventiva, os policiais localizaram drogas prontas para comercialização, dinheiro, anotações relacionadas ao tráfico e aparelhos celulares. Diante do material apreendido, uma mulher, de 30 anos, foi autuada em flagrante pelo crime de tráfico ilícito de drogas.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão em uma residência em Tabaporã, os policiais apreenderam porções de pasta base de cocaína, cocaína, maconha, balanças de precisão e aparelhos celulares. No local, uma mulher, de 24 anos, e um homem, de 21 anos, receberam voz de prisão em flagrante pelos crimes de tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.
Na mesma residência, os policiais conduziram quatro adolescentes, de 15, 17, 16 e 15 anos para a delegacia. Eles responderão por atos infracionais análogos aos crimes de tráfico ilícito de drogas e associação para o tráfico.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Tabaporã após representação da Polícia Civil e manifestação favorável do Ministério Público.
O nome da operação, Imperium Remotum, faz referência ao exercício de poder à distância, em alusão à dinâmica investigada, na qual integrantes da organização criminosa coordenavam decisões e determinações por meio de chamadas de vídeo e aplicativos de comunicação.
As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e concluir a apuração dos fatos.
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