Tribunal de Justiça de MT

Justiça garante ampliação de atendimento em saúde mental e reforma de escolas em Rondonópolis

Publicado em

A Vara Especializada da Infância e Juventude da Comarca de Rondonópolis proferiu decisões na área da saúde mental e da educação no município, com medidas que visam ampliar o atendimento no Centro de Atenção Psicossocial e assegurar melhorias estruturais em três unidades escolares.

As deliberações foram conduzidas pelos juízes substitutos Gabriella Andressa Moreira Dias de Oliveira e Antônio Bertalia Neto, que foram designados pelo Núcleo de Atuação Estratégica (NAE) para atuarem como juízes cooperadores da Vara Especializada da Infância e Juventude de Rondonópolis.

Na área da saúde, uma Ação Civil Pública resultou na homologação parcial de acordo entre o município e os órgãos do sistema de Justiça, prevendo a ampliação das equipes do Centro de Atenção Psicossocial. O termo foi firmado em audiência de conciliação realizada em fevereiro de 2026 conduzida pela magistrada Gabriella Dias.

Atualmente, o Centro de Atenção Psicossocial conta com uma equipe e meia de atendimento, mas o compromisso firmado estabelece a expansão para três equipes completas.

Leia Também:  Atribuições dos quatro juízes auxiliares da Corregedoria-Geral da Justiça são redistribuídas

Conforme o acordo, o município deverá habilitar a segunda equipe no prazo de 30 dias úteis, com a devida comprovação orçamentária e planejamento. Já, em até 60 dias úteis, deverá ser realizada a mudança para um novo prédio, com estrutura adequada para comportar o aumento da capacidade de atendimento.

Na área da educação, as decisões judiciais foram conduzidas pelo juiz Antonio Bertalia Neto, e adotam metodologia de solução de demandas estruturais, voltada à resolução progressiva e planejada das deficiências identificadas nas unidades educacionais.

As medidas alcançam o Centro Municipal de Educação Infantil Iracy Pereira da Conceição Araújo, o Centro Municipal de Educação Infantil Widisney Aparecido Pereira Rodrigues e a Escola Municipal de Educação Básica Bernardo Venâncio de Carvalho.

No Centro Municipal de Educação Infantil Iracy Pereira da Conceição Araújo, que atende 245 crianças de 0 a 5 anos, foram identificados riscos à segurança, à saúde e ao desenvolvimento dos alunos, relacionados a problemas estruturais, acessibilidade e segurança.

Diante disso, foi concedida tutela de urgência para que o município adote medidas imediatas, incluindo vistorias, instalação de equipamentos mínimos de segurança e regularização de estruturas com risco, além da apresentação de projeto completo de reforma.

Leia Também:  Justiça mantém decisão favorável a consumidor em caso de exclusão indevida em cobertura de seguro

Situação semelhante foi verificada no Centro Municipal de Educação Infantil Widisney Aparecido Pereira Rodrigues, onde laudos técnicos apontaram infiltrações, falhas estruturais, inadequações de acessibilidade e ausência de equipamentos de segurança.

Já na Escola Municipal de Educação Básica Bernardo Venâncio de Carvalho, foram constatados problemas como infiltrações, instalações elétricas inadequadas, ausência de acessibilidade, infestação de pombos e precariedade em espaços como cozinha, quadra e banheiros.

Nos três casos, as decisões determinam a adoção de medidas emergenciais, apresentação de projetos técnicos e cronogramas de reforma, com posterior início das obras, a fim de assegurar condições adequadas de funcionamento das unidades escolares.

Autor: Assessoria de Comunicação

Fotografo:

Departamento: CGJ-MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Aprimoramento das audiências de custódia pauta terceiro módulo do curso Pena Justa

Published

on

No terceiro módulo do curso ‘Pena Justa no Ciclo Penal’, ministrado nessa segunda-feira (19 de maio), na Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), o tema principal da capacitação foram as audiências de custódia. Atuaram como formadores o juiz Marcos Faleiros da Silva, titular da Quarta Vara Criminal de Cuiabá, o assessor Marcos Eduardo Moreira Siqueri, e a socióloga Jamile Carvalho, assistente Técnica Nacional do Programa Fazendo Justiça, do Conselho Nacional de Justiça, e referência técnica para o tema da proteção social nas audiências de custódia.

O juiz Marcos Faleiros da Silva explicou que o módulo teve como foco o aprimoramento das práticas já consolidadas nas audiências de custódia, com espaço para troca de experiências entre os participantes. Segundo ele, a proposta foi discutir a forma como o instituto vem sendo aplicado, bem como temas relacionados ao juiz de garantias, com o objetivo de melhorar a prestação jurisdicional.

O magistrado ressaltou ainda que, por se tratar de um tema já incorporado ao ordenamento jurídico, as discussões atuais se concentram em aspectos complementares e nas inovações recentes, especialmente a partir do programa Pena Justa. Ao abordar o programa, enfatizou a importância do fortalecimento do controle na porta de entrada do sistema prisional. “Nós traremos as atuais modificações e ideias com relação à custódia, sobretudo com a implantação do Pena Justa, com a perspectiva de ter um controle maior da porta de entrada da cadeia, dentro das funções de garantias do Poder Judiciário, e a aplicação da melhor forma dos tratados internacionais no direito interno.”

Já o formador Marcos Eduardo Moreira Siqueri destacou que, embora o público participante já seja formado por magistrados e servidores com amplo conhecimento jurídico, a capacitação teve como foco reforçar os eixos do programa Pena Justa. A iniciativa, destaca Siqueri, busca qualificar ainda mais a atuação desses profissionais para promover melhorias no sistema prisional e aprimorar a qualidade dos dados produzidos. “Essas informações são fundamentais para a formulação de políticas criminais mais eficazes, voltadas ao atendimento dos direitos e garantias fundamentais das pessoas encaminhadas ao sistema prisional e a programas de assistência social.”

Leia Também:  Justiça mantém decisão favorável a consumidor em caso de exclusão indevida em cobertura de seguro

Siqueri assinalou que a capacitação representa um avanço importante na humanização das audiências de custódia e na efetivação das políticas públicas previstas pelo programa Pena Justa. Conforme explicou, a iniciativa alia as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ao enfrentamento do estado de coisas inconstitucional no sistema prisional. Ele destacou ainda que o curso prepara magistrados, servidores, equipes psicossociais e instituições parceiras para atuarem de forma integrada no atendimento à pessoa custodiada, garantindo acolhimento e encaminhamentos adequados já no primeiro contato com o Judiciário. Siqueri também enfatizou o fortalecimento da atuação interinstitucional entre Tribunal de Justiça, Poder Executivo, Ministério Público e Defensoria Pública, permitindo uma resposta mais eficiente e humanizada.

No período vespertino, a socióloga Jamile Carvalho, doutoranda em Ciências Sociais, apresentou o Serviço de Atendimento à Pessoa Custodiada (Apec), idealizado pelo CNJ e acompanhado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais. Segundo explicou, trata-se de um serviço penal que deve estar integrado à gestão de Políticas de Alternativas Penais, voltado à promoção da proteção social e para o fortalecimento das audiências de custódia.

Além de atender o próprio custodiado, é um serviço que também se presta ao acolhimento de suas famílias, prestando informações a essas pessoas. O modelo ainda funciona como suporte técnico à magistratura, contribuindo para subsidiar decisões no momento das audiências.

Leia Também:  Verde Novo abre primeira ação do ano na Corrida de Reis 2024 com distribuição de mil mudas

De acordo com a formadora, o serviço é executado por equipe multidisciplinar e prevê atendimento social no contexto das audiências de custódia. Entre os objetivos estão a garantia de proteção integral, a prestação de cuidados emergenciais, a apresentação de informações sobre o contexto de vida e saúde da pessoa custodiada e a ampliação do acesso à informação por parte de seus familiares.

Assista aqui à formação completa, com mais detalhes sobre o serviço Apec. https://www.youtube.com/live/kzSBEzk2gbE

Cronograma

O primeiro módulo foi ofertado nos dias 29 e 30 de abril, das 9h às 12h e das 13h30 às 18h30, e teve como formadora a juíza Laryssa Angélica Copack Muniz, do Tribunal de Justiça do Paraná.

Na ocasião, ela explicou que o programa Pena Justa é uma resposta estratégica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) à decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o estado das prisões brasileiras. Segundo a magistrada, o curso visa qualificar a atuação de magistrados e magistradas para reverter esse estado identificado pelo STF no sistema carcerário brasileiro.

Clique neste link para ler matéria completa sobre a primeira aula.

Já o segundo módulo foi ofertado no período de 11 a 15 de maio, na modalidade EAD, por meio da plataforma Moodle (4 horas-aula de carga horária), com foco na prevenção à tortura e saúde mental, também sob a responsabilidade da magistrada Laryssa Muniz.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA