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Fofo: Esmagis-MT reúne magistrados e servidores em capacitação para novos formadores

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A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) iniciou na segunda-feira (23 de março) o Módulo 1 do curso Formação de Formadores – FOFO Nível 1, reunindo magistrados, servidores e profissionais que atuam em interface com o sistema de Justiça para uma imersão em metodologias de ensino e desenvolvimento de competências.

O curso, credenciado pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira – Enfam, marca uma mudança na forma como a formação judicial vem sendo conduzida no país. Para o juiz federal Vladimir Santos Vitovsky, um dos formadores da Enfam, a proposta representa uma mudança de paradigma na formação de magistrados(as). Ele explica que o modelo tradicional, centrado apenas na transmissão de conteúdo, está sendo superado por uma abordagem mais ampla.

Segundo o formador, “agora a gente desenvolve competência, não só o saber no sentido de conhecimento, mas também o saber fazer, o saber ser e o saber conviver”, aspectos que considera essenciais para uma prestação jurisdicional mais completa. Vitovsky também destacou o caráter inédito dessa turma, que reúne profissionais de diferentes áreas. “Temos magistrados, servidores e, de forma pioneira, médicos peritos e legistas, que atuam com o sistema de Justiça. Isso torna o quadro ainda mais diversificado e competente”, afirmou.

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O pedagogo e formador da Enfam Fernando de Assis Alves reforçou a importância da capacitação para o aprimoramento institucional. Para ele, esse é o momento de oportunizar o desenvolvimento de competências de baixa, média e alta complexidade, e romper com o modelo tradicional de ensino, que no contexto geral só trabalha com as competências de baixa complexidade, que é saber o conhecimento.

“O conhecimento é de extrema relevância, mas é preciso que nós possamos também desenvolver as competências do fazer e do ser, porque são competências imprescindíveis para o exercício judicante, gestão de pessoas, gestão de processos. Ainda que eles estejam sendo formados para a formação entre os seus pares, inevitavelmente as competências desenvolvidas no âmbito do Fofo também contribuem nas unidades judiciais e administrativas, no exercício do trabalho profissional”, completou Alves.

Entre os participantes, a receptividade ao novo modelo tem sido positiva. A juíza Olinda de Quadros Altomare, titular da 11ª Vara Cível de Cuiabá, avalia que a formação amplia a percepção sobre o próprio trabalho. “É como se abrisse a cabeça para novos horizontes e novas formas de avaliar uma situação”, afirmou. Para ela, o aprendizado contribui diretamente para a atuação cotidiana. “Ajuda muito na nossa vivência como magistrado para conduzir uma audiência de conciliação e muitas outras circunstâncias”.

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O juiz federal Frank Eugênio Zakalhuk, da Segunda Vara Federal de Ji-Paraná, destacou o valor da troca entre profissionais de diferentes regiões e áreas. “Tem sido muito empolgante conhecer pessoas novas. Essa troca de experiências é muito importante e enriquecedora”, disse. Ele também ressaltou o impacto das metodologias voltadas ao ensino de adultos. “O maior ponto de destaque foram as ferramentas andragógicas, ou seja, ferramentas que são formatadas e disponibilizadas ao professor para que possa ensinar adultos, que é muito diferente de ensinar jovens, crianças e adolescentes.”

Confira abaixo as datas dos próximos módulos:

Módulo 2
Período: 09 a 26/04/2026
Horário: livre
Modalidade: EAD – Plataforma Moodle
Carga horária total: 40 horas/aula
Tutor: Jeverson Luiz Quintieri

Módulo 3
Período: 11 e 12/05/2026
Horário: 9h às 12h e das 13h30 às 18h30
Local: Esmagis-MT
Carga horária total: 16 horas/aula
Formadores externos: Fernando de Assis Alves e Vladimir Santos Vitovsky

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Lucas Figueiredo

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Justiça e Exército se unem em Rondonópolis para defender cultura da paz e acesso aos direitos

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Entre fardas, livros e reflexões sobre cidadania, o auditório do 18º Grupo de Artilharia de Campanha, em Rondonópolis, se transformou nesta segunda-feira (18) em um espaço de diálogo sobre pacificação social, direitos fundamentais e Justiça. A convite do comandante da unidade, tenente-coronel Joel Reis Alves Neto, o coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), juiz Wanderlei José dos Reis, ministrou palestra aos militares sobre acesso à Justiça, autocomposição e Justiça Restaurativa.

Logo no início da fala, o magistrado destacou sua ligação com o Exército Brasileiro e a importância da parceria institucional entre as duas instituições. “O militar não é melhor nem pior que ninguém, ele é diferente. O militar tem senso de responsabilidade, disciplina e proatividade. É uma honra estar aqui falando em nome do Poder Judiciário de Mato Grosso e trazendo uma mensagem institucional de pacificação social”, afirmou o juiz.

O comandante do 18º GAC, tenente-coronel Joel, ressaltou que o encontro fortalece o intercâmbio de conhecimentos entre as instituições e contribui para a formação humana dos militares. “A presença do Poder Judiciário dentro do quartel amplia horizontes e reforça valores importantes para a sociedade e para o próprio Exército, como diálogo, equilíbrio e responsabilidade social”, destacou.

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Direitos fundamentais e cidadania

Durante a primeira parte da palestra, o juiz Wanderlei abordou temas ligados ao projeto “Diálogos com as Juventudes”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), explicando conceitos relacionados à Constituição Federal, direitos humanos e acesso à Justiça.

O magistrado explicou aos militares que o acesso à Justiça é um direito fundamental garantido pela Constituição e destacou a importância do conhecimento como instrumento de transformação social. “O acesso à Justiça começa pelo conhecimento. Conhecer a Constituição, conhecer as leis e compreender os próprios direitos é fundamental para o exercício da cidadania”, disse.

Ao falar sobre direitos fundamentais, o juiz Wanderlei também fez um paralelo histórico sobre a evolução do Estado Democrático de Direito e ressaltou o papel do Judiciário como garantidor da paz social e da proteção dos direitos individuais.

Exército e Judiciário pela pacificação social

O magistrado também relacionou a atuação do Judiciário à missão histórica de figuras importantes do Exército Brasileiro, como Duque de Caxias e Marechal Rondon. “Nós estamos aqui trazendo uma mensagem institucional de pacificação. Duque de Caxias foi conhecido como o pacificador e Marechal Rondon carregava um lema profundamente humano: ‘Morrer, se necessário for; matar, nunca’. Isso dialoga diretamente com aquilo que o Judiciário busca hoje”, afirmou.

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Ao encerrar a primeira palestra, o juiz reforçou que educação, leitura e conhecimento são ferramentas essenciais para transformação pessoal e social. “O conhecimento transforma. O homem é a medida do seu conhecimento. Quanto mais conhecimento, maior a capacidade de compreender seus direitos e contribuir para uma sociedade mais justa”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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