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CNJ e TJMT alinham ações sobre judicialização da saúde na abertura do Fonajus Itinerante

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O alinhamento institucional e a troca de experiências sobre a judicialização da saúde marcaram a abertura da programação do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde Itinerante (Fonajus Itinerante) no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), nesta quinta-feira (19). A primeira atividade da agenda foi uma reunião institucional entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a direção do TJMT.

Conduzido pelo presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, o encontro foi descrito como um momento de articulação entre instituições e de compartilhamento de experiências da magistratura mato-grossense diante dos desafios impostos pelo aumento das demandas na área da saúde.

Representando o CNJ, a conselheira Daiane Nogueira de Lira, supervisora do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde (Fonajus), destacou a importância das visitas presenciais para compreender as especificidades de cada estado e elogiou as boas práticas do TJMT.

“É muito importante que o CNJ esteja nos estados para conhecer a realidade da judicialização da saúde a partir das particularidades locais. Os dados são analisados previamente, mas a realidade concreta se revela no diálogo com os atores que atuam diretamente nas demandas judiciais. Em Mato Grosso, verificamos que o Tribunal adota as políticas judiciárias definidas pelo CNJ com organização, contando com unidades especializadas e com o apoio técnico do NatJus”, afirmou.

A conselheira do CNJ também ressaltou a importância da conciliação em saúde, tanto na fase pré-processual quanto durante a tramitação das ações, como instrumento para ampliar a celeridade e a efetividade no atendimento das demandas.

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Durante a reunião, foram apresentados dados, práticas institucionais e estratégias adotadas pelo Judiciário mato-grossense para lidar com demandas relacionadas à saúde pública e suplementar. Entre os pontos discutidos, estiveram a atuação do Núcleo de Apoio Técnico do Judiciário (NatJus), a especialização de unidades judiciais e a busca por maior uniformidade nas decisões.

Organização e integração

O coordenador do Comitê Estadual de Saúde do Poder Judiciário, juiz Agamenon Alcântara Moreno Junior, reforçou que a atuação do Tribunal na área da saúde tem sido construída a partir de organização institucional e integração com outros órgãos.

“O Tribunal de Justiça de Mato Grosso tem uma atuação estruturada na área da saúde, com iniciativas que envolvem gestão, organização e diálogo com instituições como o Ministério Público e secretarias estaduais e municipais. O objetivo é garantir decisões céleres e com efetividade, sempre voltadas ao atendimento do cidadão”, pontuou.

O diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), uma das instituições parceiras do Fonajus Itinerante, desembargador Márcio Vidal, destacou que o cenário atual exige atualização constante por parte da magistratura.

“O Judiciário é constantemente provocado a responder a demandas cada vez mais complexas, muitas delas com impacto coletivo. Isso reforça a necessidade de capacitação permanente e de construção contínua de conhecimento”, afirmou.

A reunião institucional contou ainda com a presença do corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote; da juíza auxiliar da Presidência do CNJ, Luciana da Veiga Oliveira; da presidente da Associação Mato-Grossense de Magistrados (AMAM), juíza Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli; do juiz de direito Agamenon Alcântara Moreno Junior, secretário-geral do TJMT; do juiz auxiliar da Vice-Presidência Gerardo Humberto Alves da Silva Junior, coordenador do Núcleo de Apoio Técnico do Judiciário (NatJus); e do juiz auxiliar da Presidência Tulio Duailibi Alves Souza.

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Sobre o Fonajus Itinerante

A programação do FONAJUS Itinerante segue até sexta-feira (20 de março), com a realização do seminário “Os desafios e perspectivas da judicialização em saúde”, painéis temáticos, oficina de capacitação e visitas técnicas.

Promovido pelo CNJ, o evento percorre tribunais brasileiros com o objetivo de fortalecer o diálogo institucional e qualificar a atuação do Judiciário nas demandas relacionadas à saúde, reunindo magistrados, gestores públicos e profissionais das áreas do Direito e da Saúde.

Em Mato Grosso, a realização do FONAJUS Itinerante conta com apoio da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), da Justiça Federal em Mato Grosso e da Associação Mato-Grossense de Magistrados (AMAM), instituições que contribuem para a execução da programação e para o fortalecimento do diálogo institucional proposto pelo evento.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo: Lucas Figueiredo

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

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Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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