A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta terça-feira (17.3), quatro ordens judiciais em desfavor de duas mulheres, de 51 e 53 anos, investigadas pela prática de agiotagem, em Cuiabá, sendo dois mandados de busca e apreensão e duas medidas cautelares semelhantes às previstas na Lei Maria da Penha, proibindo as investigadas de se aproximarem da vítima ou de manterem contato com ela, por qualquer meio, direto ou indireto.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 – Juiz das Garantias Polo Cuiabá, após apresentação do delegado Rogério Ferreira, titular da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), e manifestação favorável do Ministério Público. O descumprimento das determinações poderá ensejar a decretação de prisão.
As investigações tiveram início após a vítima procurar a delegacia relatando estar sendo ameaçada, intimidada e coagida. As apurações apontaram que as suspeitas realizavam empréstimos com cobrança de juros mensais de aproximadamente 10%, valor considerado excessivo e caracterizador da prática ilegal.
Também foi identificado que eram celebrados múltiplos contratos com a mesma vítima, inclusive com a finalidade exclusiva de pagamento de juros, conforme demonstrado em conversas obtidas por meio de aplicativo de mensagens.
Quando a vítima começou a ter dificuldades financeiras para honrar os compromissos, passaram a ocorrer ameaças e práticas de constrangimento. Entre os atos identificados, houve envio de mensagens com conteúdo intimidatório, inclusive com menção à aquisição de arma de fogo, bem como o ajuizamento de ação judicial em outra comarca.
As investigadas ainda enviaram três homens até a residência da vítima com o objetivo de intimidá-la e reforçar as cobranças. Além disso, como forma de constrangimento público, teriam estacionado um veículo em frente à casa da vítima contendo um banner com uma seta apontando para a residência da ofendida dizendo que ela devia dinheiro para as investigadas, com o intuito de expô-la ao ridículo perante vizinhos e terceiros.
Diante do apurado, o delegado Rogério Ferreira representou pelas medidas cautelares, que foram integralmente acolhidas pelo Poder Judiciário, visando interromper o ciclo de ameaças e garantir a integridade da vítima.
O delegado titular da Decon destacou que a unidade policial recebe diversas denúncias relacionadas à prática de agiotagem. Contudo, segundo ele, grande parte dessas comunicações é feita de forma anônima e sem informações suficientes para subsidiar investigações.
“Trata-se de crime habitual, que depende diretamente da existência de vítimas para sua comprovação. Denúncias anônimas, sem elementos mínimos, acabam não contribuindo para a investigação e responsabilização dos envolvidos”, ressaltou.
Rogério orienta que pessoas que estejam sendo vítimas de agiotas, especialmente quando submetidas a ameaças ou exposição vexatória, procurem uma unidade policial para registro formal da ocorrência.
“Somente com a formalização da denúncia é possível à Polícia Civil adotar medidas investigativas eficazes, inclusive representar por mandados judiciais e requerer medidas cautelares para proteção das vítimas semelhantes à medidas protetivas da Lei Maria da Penha”, concluiu.
Policiais militares do 5º Comando Regional prenderam em flagrante, na noite deste sábado (16.5), um homem, de 33 anos, suspeito por tentativa de feminicídio, em Barra do Garças (520 km de Cuiabá). A vítima, da mesma idade, apresentava diversas lesões pelo corpo. O filho do casal, de 5 anos, também foi agredido pelo denunciado.
Os policiais militares do Núcleo de Pontal do Araguaia, encontraram a vítima despida da cintura para cima, em estado de choque emocional. Ela apresentava cortes profundos nos seios, lesões na cabeça e um ferimento próximo ao pulso do braço direito. O filho da vítima também estava ferido em um dos pés.
A vítima informou que havia sido atingida com uma garrafa na cabeça, mas não soube explicar como sofreu os cortes no tórax e no braço devido ao estado emocional e à gravidade dos ferimentos.
Diante da gravidade da situação, a equipe policial as vítimas para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Uma testemunha relatou aos policiais que ouviu os gritos da vítima pedindo socorro e, em seguida, o desespero da criança durante as agressões. Após as agressões, o suspeito fugiu do local.
As equipes intensificaram as ações de patrulhamento tático no município, identificaram o localizaram o suspeito. O homem estava visivelmente embriagado, agressivo e resistiu à prisão, sendo detido em seguida.
Os militares encontraram uma faca com manchas aparentando sangue na pia da cozinha, além de diversos cacos de garrafa espalhados pelo imóvel. O suspeito foi encaminhado à delegacia para registro da ocorrência e demais providências cabíveis.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
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