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Decisão no Cejusc da Saúde Pública assegura medicamento a paciente

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O fornecimento do medicamento Imunoglobulina Humana, com custo trimestral de R$ 101.525,70, foi determinado em decisão proferida no Centro Judiciário de Solução de Conflitos da Saúde Pública em Mato Grosso (Cejusc da Saúde Pública). A medida garante a continuidade do tratamento de um paciente que ingressou com ação para obter o remédio pelo sistema público de saúde.

Durante a análise do processo foram apresentados dois orçamentos para a compra do medicamento. Um deles apontou o valor trimestral de R$ 101.525,70, enquanto outro indicou custo de R$ 116.790,00. Diante da diferença de preços, foi autorizada a aquisição pelo fornecedor que apresentou o menor valor.

Ao decidir o caso, o magistrado considerou entendimento do Supremo Tribunal Federal no Tema 1234 da repercussão geral, que orienta que o fornecimento de medicamentos por determinação judicial observe o menor valor disponível, respeitando o preço máximo de venda ao governo definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos.

Conforme a decisão, o medicamento deverá ser entregue no prazo de até 15 dias úteis à Superintendência de Assistência Farmacêutica da Secretaria de Estado de Saúde, responsável por disponibilizar o produto ao paciente.

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Também foi determinado que, ao final de cada trimestre, seja apresentada nova avaliação médica com exames e relatório clínico atualizados para acompanhamento da necessidade de continuidade do tratamento. O medicamento deverá ser utilizado exclusivamente pelo paciente beneficiado pela decisão, que ficará responsável por sua guarda e uso conforme prescrição médica.

Como funciona o Cejusc da Saúde Pública

O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania da Saúde Pública é uma unidade do Poder Judiciário de Mato Grosso criada para tratar exclusivamente de demandas relacionadas ao direito à saúde. O espaço atua tanto em reclamações pré-processuais quanto em processos judiciais, buscando soluções mais rápidas por meio da conciliação entre as partes envolvidas.

Entre os principais objetivos da unidade estão reduzir o tempo de resposta em casos que envolvem procedimentos médicos, exames e medicamentos, especialmente em situações urgentes. A atuação do centro também permite a análise de orçamentos, pareceres técnicos e a realização de negociações entre os órgãos públicos e fornecedores, o que contribui para agilizar o cumprimento das decisões e ampliar o acesso da população aos tratamentos necessários.

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Processo nº 1022288-23.2025.8.11.0015

Autor: Flávia Borges

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Corregedoria desenvolve automação para tornar decisões judiciais mais uniformes

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Captura de tela do sistema PJe (Processo Judicial Eletrônico). À esquerda, lista com vários processos; à direita, painel de A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), por meio do Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI), está desenvolvendo uma série de automações voltadas à modernização das rotinas judiciais da Primeira Instância.

A primeira delas é uma ferramenta que utiliza inteligência artificial para identificar automaticamente processos que podem estar relacionados a precedentes qualificados, entendimentos já consolidados pelos tribunais sobre processos semelhantes. A inciativa contribui para a uniformização da jurisprudência e para maior eficiência na gestão processual.

Chamada de LegalFlow, a solução faz a leitura da petição inicial logo após a distribuição no Processo Judicial Eletrônico (PJe) e compara seu conteúdo com uma base de dados de precedentes qualificados. Quando a ferramenta identifica possível correspondência, o sistema cria no PJe uma tarefa denominada “Analisar Precedentes”, permitindo que o usuário avalie a sugestão apresentada pela inteligência artificial.

Na tela, o magistrado ou assessor visualiza um resumo da petição inicial, o precedente identificado e informações sobre o grau de similaridade entre os temas. Caso concorde com a indicação, pode vincular uma etiqueta ao processo para facilitar sua identificação e tratamento. Se entender que não há relação entre o caso concreto e o precedente apontado, basta encerrar a tarefa e o processo segue sua tramitação normal.

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Segundo o diretor do DAPI, Guilherme Schultz, a iniciativa busca enfrentar um desafio recorrente da atividade jurisdicional, a identificação de demandas submetidas a precedentes qualificados.

“Atualmente essa análise exige consultas em diferentes bases de dados e fontes de informação, o que impacta tanto no tempo necessário para pesquisa como na qualidade das respostas. Com a automação, conseguimos agilizar esse trabalho, favorecer a uniformização da jurisprudência e contribuir para uma gestão mais eficiente dos processos”, explica.

Nesta primeira etapa, a ferramenta está voltada à identificação de processos relacionados aos Incidentes de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDRs), mecanismo utilizado pelos tribunais para uniformizar o entendimento sobre questões jurídicas que se repetem em diversas ações.

A gestora administrativa do DAPI, Milena Valle Rodrigues, explica que a ferramenta vem sendo utilizada em processos que tramitam nas Varas com competência em Fazenda Pública em todo o Estado. A expectativa, segundo ela, é que a solução seja disponibilizada para todas as unidades judiciais a partir de agosto.

“Também estamos trabalhando na expansão da base de consulta. Até o fim do mês, a ideia é incluir precedentes qualificados do Supremo Tribunal Federal, o STF, e do Superior Tribunal de Justiça, o STJ. Ampliando o alcance da automação e o suporte oferecido às unidades judiciais”, detalha.

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Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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