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Saiba o que o Governo de MT está fazendo para combater a violência contra mulheres no Estado

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O Governo de Mato Grosso ampliou e estruturou, nos últimos sete anos, uma série de ações para fortalecer o enfrentamento à violência contra as mulheres no Estado, envolvendo iniciativas que não estão apenas na repressão aos crimes, mas também na prevenção e repressão a esses casos.

Apenas em 2025, o Estado investiu R$ 95 milhões em ações de prevenção e repressão à violência. Confira abaixo alguma das ações adotadas pelo Estado para romper ciclos de violência em Mato Grosso:

– Criação do Gabinete de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres

Ligado ao gabinete do governador Mauro Mendes, o Gabinete foi criado no final de novembro de 2025. O objetivo é integrar ações entre as diferentes secretarias e órgãos do governo, como Segurança Pública (Sesp) e Assistência Social e Cidadania (Setasc), para reforçar o combate à violência contra a mulher e fortalecer a rede de proteção às vítimas no Estado.

A chefe do gabinete é a delegada da Polícia Civil de Mato Grosso, Mariell Antonini, que possui 10 anos de experiência no enfrentamento da violência doméstica e atualmente lidera a Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher da Polícia Civil.

– Criação da Coordenadoria de Políticas de Enfrentamento à Violência de Gênero

Vinculada à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), a Coordenadoria foi criada em janeiro de 2024, com a função de desenvolver ações preventivas junto às delegacias do Estado, além de articular políticas de prevenção, proteção e atendimento às vítimas em todo o Estado.

– Criação da Secretaria Adjunta de Políticas Públicas para as Mulheres

Está ligada à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) para coordenar políticas públicas voltadas às mulheres e às ações de enfrentamento à violência, como ações de assistência social às mulheres vítimas de violência, que envolvem auxílios de renda às mulheres.

– Criação da Sala Lilás

A Sala Lilás é um local exclusivo para atendimento de mulheres e menores de idade por casos de violência doméstica em suas mais diversas formas (física, sexual, verbal etc.). O espaço oferece atendimento humanizado com profissionais capacitados.
Alguns dos espaços que contam a Sala Lilás no Estado são o Plantão Metropolitano e a Gerência Regional da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) em Cuiabá e Pontes e Lacerda, respectivamente, além do Hospital Regional de Sinop. A previsão é que, em 2026, o serviço seja ampliado para Alta Floresta, Guarantã do Norte, Primavera do Leste, Confresa, Água Boa e Sinop.

– Criação da Casa de Eurídice

O projeto foi lançado como estratégia ampliada de resposta aos casos de violência doméstica, com atendimento virtual multidisciplinar em diversas áreas, como orientação jurídica com advogados credenciados, apoio psicológico por meio de plantão social via WhatsApp, assistência social e inserção produtiva por meio dos cursos de qualificação, a exemplo do programa SER Família Capacita.

O nome do projeto é uma homenagem a Eurídice Gomes da Silva, mãe da primeira-dama Virginia Mendes. A iniciativa foi lançada pela Polícia Civil por meio da Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Doméstica e Vulneráveis.

– 100% de resolução dos feminicídios

Todos os casos de feminicídios no Estado foram esclarecidos, com autores presos e entregues à Justiça. Segundo o relatório divulgado pela Polícia Civil nesta segunda-feira (2.3), de um total de 53 feminicídios registrados no ano passado, a Polícia Civil investigou 56 autores, ou seja, em alguns casos as investigações apontaram que o crime foi cometido por mais de uma pessoa.

Dos 56 investigados, 47 estão presos, o que representa 84% de prisões; sete morreram, sendo cinco por suicídio; um está foragido, com mandado de prisão expedido; e um ainda está sob investigação pela morte de uma mulher trans em Nova Mutum.

Conforme o relatório, os números reforçam a resposta do Estado à tipificação dos crimes e rigor na apuração dos casos.

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– Implantação do Plantão 24 Horas de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica e Sexual

Com o objetivo de garantir assistência contínua às vítimas de violência, o Plantão 24 Horas recebe casos em flagrante envolvendo mulheres vítimas de violência, contando com delegados, escrivães, investigadores, assistentes sociais e psicólogos para receber as vítimas. Também conta com brinquedoteca para as crianças, que são arrastadas para esse mundo de violência. Em Cuiabá, o serviço funciona no bairro Planalto; e em Rondonópolis, na sede da 1ª Delegacia, que fica no centro da cidade.

– Implantação do Botão do Pânico e do aplicativo SOS Mulher

Um dos mecanismos de proteção das mulheres é o dispositivo SOS Mulher, que fornece um botão do pânico virtual paras as mulheres. Ele pode ser acionado quando o agressor se aproxima da vítima e descumpre a medida protetiva.

O objetivo do serviço é oferecer uma ferramenta mais ágil de proteção às mulheres, já que o botão pode ser solicitado de casa, por um computador ou celular, independentemente da natureza penal da violência, de uma ação judicial, da existência de uma investigação ou até de um registro de boletim de ocorrência.

Para isso, a vítima precisa apenas solicitar uma medida protetiva pela plataforma do serviço SOS Mulher (clique aqui para acessar). O pedido será analisado por um delegado e, em seguida, encaminhado a um juiz para análise, que responde, em poucas horas, à solicitação. O código gerado pela Justiça deve ser inserido no aplicativo.

Quando o botão é acionado, o pedido de socorro chega ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), da Sesp, em até 30 segundos, que enviará a viatura mais próxima para atender à vítima.

Atualmente, o botão está disponível para mulheres que residem nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis, onde existem unidades do Ciosp.

Em 2025, foram solicitadas 5.569 medidas protetivas com o uso do botão SOS, segundo dados da Polícia Civil.

É importante destacar que 87% das 53 vítimas de feminicídio não tinham medidas protetivas, ou seja, não eram amparadas pelo Estado. Em números absolutos, foram 46 mulheres mortas que não tinham medidas protetivas, enquanto 7 tinham.

– Ampliação da Patrulha Maria da Penha

O programa, que é executado pela Polícia Militar de Mato Grosso, teve início em 2019, com apenas duas unidades. O objetivo é encerrar ciclos de violência e resgatar a sensação de segurança e dignidade das vítimas, que são visitadas periodicamente pelos militares. O programa está ativo atualmente em 98 cidades, por meio de 41 núcleos, dos 15 Comandos Regionais.

Segundo números da Polícia Militar, mais de 7,1 mil mulheres de todo o Estado foram atendidas pelo programa em 2025, com mais de 12,5 mil visitas realizadas para acompanhá-las. Pelo programa, apenas uma mulher assistida foi vítima de feminicídio.

– Ampliação do número de delegacias e núcleos especializados

Desde 2019, o Estado ampliou o número de Delegacias da Mulher e Núcleos Especializados dedicados ao atendimento de casos de violência doméstica e familiar. Eles também oferecem acolhimento humanizado em um espaço físico diferenciado e com atendimento multiprofissional, além de brinquedotecas para crianças que acompanham suas mães.

Em 2019, eram 7 delegacias da mulher e nenhum núcleo especializado. Já em 2025, o número aumentou para 9 delegacias e 28 núcleos especializados, que estão instalados em delegacias municipais.

A Polícia Civil planeja a expansão de mais 18 núcleos especializados de atendimento à mulher e vulneráveis, o que totalizará 46 unidades em todo o Estado, reforçando o compromisso com a interiorização e a efetivação de uma política pública de proteção e enfrentamento à violência contra a mulher em todo o território estadual.

– Implantação do programa SER Família Mulher

Idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, o programa SER Família Mulher concede um auxílio-moradia de R$ 800 mensais às mulheres vítimas de violência doméstica que possuem medida protetiva, com o objetivo de afastá-las do convívio com o agressor. O programa é gerido pela Setasc.

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Segundo os números da Secretaria de Assistência Social, até o início de janeiro, 804 mulheres, de 54 municípios mato-grossenses, estavam inscritas no programa SER Família Mulher e recebiam auxílio do Governo do Estado.

– Implantação do programa SER Família Mulher na Comunidade

Lançado em novembro do ano passado, o SER Família Mulher na Comunidade, outra vertente do programa idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, busca formar e capacitar lideranças comunitárias em todo o território mato-grossense, tornando-as agentes multiplicadores no enfrentamento à violência doméstica e familiar nos bairros.

– Ampliação da rede de proteção e monitoramento eletrônico dos agressores

Foram firmadas parcerias para fortalecer a rede de proteção de mulheres no Estado. Em novembro de 2025, o Governo de Mato Grosso formalizou um protocolo com o Tribunal de Justiça e o Ministério Público para fortalecer as ações de prevenção e combate à violência doméstica e familiar contra a mulher no Estado, como o aprimoramento do fluxo de informações entre os órgãos de Justiça e de Segurança e a expansão do uso de tecnologias para monitoramento eletrônico de agressores em casos em que a vítima possui medida protetiva judicial.

– Ampliação das ações de comunicação para prevenção à violência doméstica

Com investimento de R$ 20,6 milhões entre 2020 e 2025, o Governo de Mato Grosso também ampliou campanhas e ações de comunicação voltadas à prevenção à violência doméstica e à conscientização da população na televisão, rádio e redes sociais.

– Oferta de atendimento psicológico

Em parceria com a senadora Margareth Buzetti, o Estado oferece atendimento psicológico, tanto de forma presencial quanto virtual, para mulheres vítimas de violência e também para os agressores.

– Deflagração da Operação Shamar

As atividades da Operação Shamar integraram uma mobilização nacional promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em alusão à campanha “Agosto Lilás”, mês de reflexão e enfrentamento à violência contra a mulher. Elas envolvem um fortalecimento nas ações de investigação e cumprimento de mandados judiciais contra homens investigados por violência.

Segundo números da Polícia Civil, na última edição da operação Shamar, realizada entre 1º de agosto e 4 de setembro de 2025, foram 484 homens presos, sendo 366 em flagrante, 90 de forma preventiva, 23 por falta de pagamento de pensão alimentícia e 5 temporárias. Nesse período, foram atendidas 2 mil vítimas, checadas mais de 250 denúncias, instaurados mais de 1400 inquéritos e concluídos 831 investigações.

O nome da Operação Shamar é referente à palavra hebraica que significa cuidar, guardar, proteger, vigiar e zelar.

– Capacitação das forças de segurança

Todas as forças de segurança estaduais estão sendo capacitados, de forma frequente, para atender com maior qualificação casos de violência doméstica e familiar, incluindo seminários e treinamentos especializados.

– Implantação na grade curricular do “combate à violência doméstica” de forma interdisciplinar no ensino médio das escolas estaduais

Para endurecer ainda mais o enfrentamento aos crimes contra as mulheres, o Governo de Mato Grosso também implantou nas 628 escolas da Rede Estadual um espaço voltado para discussão de combate à violência doméstica junto aos estudantes do ensino médio, envolvendo várias disciplinas escolares, cada uma trazendo sua contribuição ao tema.

– Publicação do Plano Estadual de Metas para Enfrentamento da violência doméstica e familiar

Publicado por meio do decreto nº 1.708/2025, o Plano Estadual de Metas para o Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (2025-2035) tem como foco a redução de índices de violência contra a mulher, mudar culturas e garantir proteção. A iniciativa integra redes de atendimento e cumpre a legislação federal com eixos em educação, segurança e justiça.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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