MATO GROSSO

“Esporte em MT ficou mais forte com os investimentos do governo”, afirma medalhista olímpico

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O velejador Lars Grael, com duas medalhas olímpicas e dois campeonatos mundiais, afirmou que o Governo do Estado fortaleceu o esporte mato-grossense com os investimentos realizados nos últimos anos.

“A reciprocidade que tivemos em Mato Grosso foi muito grande desde o início. É um Estado que eu tive o prazer de viajar e conhecer. Fico feliz que o esporte começou a ter uma força maior no Estado”, destacou.

Lars Grael foi um dos palestrantes da 26ª edição do Fórum Estadual de Formação Esportiva, que contou com apoio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Secel), em parceria com o Comitê Brasileiro de Clubes (CBC). O evento foi realizado nesta quinta-feira (26.2), no auditório do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, da Assembleia Legislativa.

Com uma plateia superior a 800 pessoas, entre integrantes de federações, clubes, técnicos e entidades sociais de todas as regiões do Estado, Lars Grael, Magic Paula (basquete) e André Heller (vôlei), ídolos do esporte brasileiro e medalhistas olímpicos e mundiais, lideraram a troca de conhecimento e informações para o fortalecimento da gestão e do gerenciamento das entidades esportivas, destacando os benefícios da filiação ao CBC.

Em Mato Grosso, 59 clubes fazem parte dessa rede e recebem incentivos, como suporte em treinamento, viabilização de logística, passagens aéreas, compra de materiais e equipamentos esportivos, entre outros benefícios.

“É um trabalho muito importante porque eu sempre fui do segmento de clubes. Temos 2.010 clubes associados e precisamos alcançar todas as regiões do país”, destacou o presidente do CBC, Paulo Maciel.

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Foto: Lennon Magno/Secel-MT

Paula lembrou que, há 25 anos, quando parou de jogar no auge da carreira, não havia uma rede de incentivo como a do CBC para ajudar a melhorar a estrutura dos clubes. “Estou fora das quadras há 25 anos. Na minha época, não tinha a possibilidade de meu clube ter uma estrutura melhor, coisa que o CBC vem dando a mais de 2 mil clubes até o momento”, destacou.

Na avaliação do secretário de Estado de Esporte, Cultura e Lazer, David Moura, atualmente, o Estado de Mato Grosso está em um excelente momento na área esportiva. “Mato Grosso vive um momento diferente no esporte. Hoje, cobrimos todos os níveis de esporte oferecidos. O esporte em Mato Grosso realmente está em outro patamar”, destacou.

Secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, David Moura. Foto: Lennon Magno​​​​​

Palestras

Na palestra, Lars Grael falou sobre sua história de vida como exemplo de persistência, superação e dedicação, qualidades que o levaram ao topo do esporte e, depois da tragédia pessoal, a retornar às competições, com o incentivo do irmão, Torben Grael. No auge da carreira, Lars foi atropelado por uma lancha, que o deixou sem uma das pernas, em setembro de 1998. Mesmo assim, por meio do Projeto Grael, voltado à inclusão social de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade, ele voltou a competir e acumular medalhas.

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Foto: Lennon Magno/Secel-MT

Magic Paula ressaltou que os atletas devem evitar se acomodar, já que isso é prejudicial às conquistas. Ela citou como exemplo os Jogos Olímpicos de Atlanta, nos Estados Unidos. Após a vitória na semifinal por mais de 20 pontos de diferença contra a Ucrânia, a equipe passou a comemorar a medalha de prata e desperdiçou a oportunidade de lutar pelo ouro contra as donas da casa, na final.

“Essa palavra, acomodação, não pode estar no nosso dicionário, no dos campeões. Talvez faltou a gente parar e pensar no dia seguinte que a gente não tinha nada. A gente só tinha certeza da prata e perde então a oportunidade de ser ouro porque, nesse momento, talvez tenha entrado no modo acomodação. Faltou uma preparação para o cérebro pensar: estou aqui, eu quero o ouro. Então, descarte o piloto automático da sua vida, do seu trabalho, porque há momentos em que a gente perde oportunidades pela acomodação e eu não voltei mais para buscar outra medalha”, concluiu.

Dispositivo

Também participaram do evento o deputado estadual Beto Dois a Um, o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, e o presidente da Confederação Brasileira de Wrestling, Flavio Cabral Neves.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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