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Governo de MT leva potencial turístico do Estado a duas das maiores feiras internacionais da Europa

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O Governo de Mato Grosso participa, a partir desta quarta-feira (25.2), de duas das principais feiras internacionais do setor turístico na Europa: a Better Tourism Lisbon Travel Market (BTL), em Portugal, e a ITB Berlin, na Alemanha. A presença do Estado, por meio da Secretaria Adjunta de Turismo, reforça a estratégia de posicionamento de Mato Grosso como destino internacional de turismo de natureza, biodiversidade e aventura.

A BTL será realizada entre os dias 25 de fevereiro e 1º de março, em Lisboa, e reúne mais de 1.500 expositores, que representam a diversidade de destinos, culturas e serviços do turismo global. Ao longo de cinco dias, o evento contará com mais de 600 atividades, entre conferências, workshops, apresentações culturais e experiências interativas. A expectativa é receber cerca de 82 mil visitantes.

Com foco no segmento multiprodutos, a feira tem como público-alvo tanto profissionais do trade turístico quanto o público final. Mato Grosso participará como coexpositor no estande da Embratur, após seleção realizada pelo órgão federal responsável pela promoção internacional do turismo brasileiro.

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Entre as ativações previstas no espaço brasileiro está a experiência com óculos de realidade virtual, que apresenta aos visitantes vivências como o safári e a cavalgada pantaneira em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Na sequência, o Estado participa da ITB Berlin, que neste ano completa 60 anos de realização. O evento ocorre de 3 a 5 de março, em Berlim, e é voltado ao público profissional do setor turístico. A feira reúne representantes de 170 países, cerca de 5.800 expositores e um público estimado em 100 mil visitantes.

Assim como na BTL, a ITB Berlin é uma feira de segmento multiprodutos e reúne destinos, empresas e organizações de diferentes áreas do turismo. A participação de Mato Grosso tem como objetivo ampliar a visibilidade do Estado no cenário internacional e fortalecer a promoção de seus principais biomas – Cerrado, Pantanal e Amazônia – como atrativos turísticos.

A secretária adjunta de Turismo, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Maria Leticia Arruda, destaca que a participação nas feiras é estratégica para ampliar a inserção de Mato Grosso no mercado internacional.

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“Estar presente em eventos como esses é fundamental para posicionar Mato Grosso de forma competitiva no cenário global. São espaços que reúnem operadores, agentes de viagens, companhias aéreas e investidores do mundo inteiro. É nesse ambiente que conseguimos apresentar, de maneira estruturada, o potencial turístico do nosso Estado e estabelecer conexões estratégicas”, afirma.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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