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Inclusão no trabalho, na família e na educação: caminhos para autonomia e pertencimento

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A inclusão é um processo contínuo que acompanha a pessoa ao longo de toda vida. Ela começa na infância, se fortalece na educação, se consolida no trabalho e encontra na família um espaço fundamental de apoio, informação e acolhimento. Quando esses ambientes são inclusivos, criam-se trajetórias mais justas, oportunidades reais e maior autonomia para pessoas com deficiência.

No serviço público, especialmente no Judiciário, promover inclusão nesses diferentes contextos é uma estratégia essencial para garantir direitos, fortalecer a cidadania e construir uma sociedade mais democrática.

Inclusão na educação: base para o desenvolvimento e a autonomia

A educação inclusiva permite que pessoas com deficiência desenvolvam habilidades, construam autonomia e participem plenamente da vida social. Para isso, é fundamental que escolas e instituições educacionais adotem práticas como:Ilustração apresenta pessoa em cadeira de rodas no centro, cercada por ícones de acessibilidade: Libras, audição, mobilidade e inclusão no trabalho, simbolizando direitos e participação social.

Adaptações pedagógicas, respeitando diferentes ritmos de aprendizagem;

Uso de linguagem simples e recursos visuais, especialmente para pessoas com deficiência intelectual;

Tecnologias assistivas, como leitores de tela, softwares de apoio à escrita, audiolivros e materiais em braile;

Intérpretes de Libras, legendas e materiais acessíveis para estudantes com deficiência auditiva;

Ambientes acolhedores, que evitem estigmatização e promovam convivência respeitosa.

Uma educação inclusiva não beneficia apenas estudantes com deficiência, mas amplia a empatia, a cooperação e o respeito à diversidade entre todos.

Inclusão no trabalho: diversidade que fortalece instituições

A foto mostra mãos lendo um livro em braile. O dedo percorre os pontos em relevo na página branca, evidenciando leitura tátil e acessibilidade para pessoas com deficiência visual.No ambiente de trabalho, a inclusão promove diversidade, inovação e senso de pertencimento. Pessoas com deficiência contribuem com diferentes perspectivas, experiências e habilidades, desde que tenham condições adequadas para exercer suas funções.

Entre as ações que podem ser implementadas no trabalho estão:

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Acessibilidade física, como rampas, elevadores, banheiros adaptados e mobiliário adequado;

Acessibilidade comunicacional, com documentos acessíveis, linguagem clara, Libras, legendas e recursos digitais compatíveis com leitores de tela;

Adaptações razoáveis, como flexibilização de horários, adequação de tarefas ou uso de tecnologias assistivas;

Capacitação de equipes e gestores, para reduzir preconceitos e promover uma cultura organizacional inclusiva;

Avaliação baseada em competências, evitando pré-julgamentos sobre capacidade;

Ambientes de trabalho inclusivos não favorecem apenas pessoas com deficiência: eles se tornam mais humanos, colaborativos e eficientes.

Inclusão na família: informação, apoio e respeito à autonomia

A foto mostra crianças em círculo vistas de baixo, segurando peças de quebra-cabeça coloridas que formam um anel no ar. Todas sorriem, simbolizando cooperação, inclusão e trabalho em equipe em ambiente alegre.A família exerce papel central na inclusão, especialmente nas fases iniciais da vida. O acesso à informação e o apoio adequado ajudam a reduzir inseguranças e a fortalecer a autonomia da pessoa com deficiência.

Práticas importantes no contexto familiar incluem:

 Estimular a independência, respeitando limites e potencialidades;

 Evitar a superproteção, que pode limitar o desenvolvimento e a autoestima;

 Buscar informação qualificada, combatendo mitos e preconceitos;

 Respeitar escolhas, inclusive relacionadas à educação, trabalho, afetividade e vida social;

 Quando a família atua como aliada da inclusão, contribui para que a pessoa com deficiência construa sua identidade, autonomia e participação social.

O papel estratégico do serviço público

O serviço público tem papel estratégico na articulação entre educação, trabalho e família. Ao promover políticas inclusivas, garantir acessibilidade e investir em formação, as instituições públicas ajudam a romper barreiras históricas e a criar oportunidades reais para todos.

A inclusão, nesse contexto, não é um favor ou concessão, mas um direito fundamental e um compromisso com a dignidade humana.

🟦 Compromisso com a Inclusão

 Apoie ambientes de trabalho acessíveis, flexíveis e baseados na equidade;

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 Evite paternalismo, superproteção ou decisões tomadas sem ouvir a pessoa;

 Valorize a autonomia, a participação ativa e o protagonismo das pessoas com deficiência;

Lembre-se: inclusão beneficia toda sociedade, não apenas um grupo específico.

🟦 Comissão de Acessibilidade e Inclusão

A Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário de Mato Grosso atua de forma permanente para eliminar barreiras e assegurar o acesso pleno aos serviços judiciais por todas pessoas. A foto mostra auditório lotado durante o TJMT Inclusivo. No palco, a desembargadora Nilzafala ao púlpito, ao lado das bandeiras. Atrás dela, autoridades e convidados estão sentados diante do painel verde com arte sobre autismo e flores coloridas na frente.

Presidida pela vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, o trabalho da Comissão reforça a prioridade institucional dada ao tema e o compromisso da alta administração com a promoção da inclusão no Judiciário mato-grossense.

Em 2025, o trabalho da Comissão foi intensificado tanto na sensibilização quanto na implementação de melhorias estruturais. Ao longo do ano, foram realizados eventos sobre inclusão de pessoas autistas em Cuiabá, Rondonópolis, Cáceres, Sinop e Sorriso, ampliando o diálogo, a conscientização e a formação sobre inclusão no âmbito do Judiciário.

Além das ações educativas, a Comissão promoveu ainda vistorias técnicas e a implantação de melhorias para garantir acesso viável aos jurisdicionados em Fóruns e Cartórios Extrajudiciais das comarcas de Cuiabá, Jaciara, Rondonópolis, Tangará da Serra, Sinop e Sorriso.

Entre as adequações realizadas, destacam-se a implantação e melhoria de rampas de acesso, a adequação de banheiros, o acesso às varas judiciais e aos tribunais do júri, reforçando o compromisso institucional com a autonomia, a dignidade e o direito de acesso à Justiça.

Autor: Ana Assumpção

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Justiça e Exército se unem em Rondonópolis para defender cultura da paz e acesso aos direitos

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Entre fardas, livros e reflexões sobre cidadania, o auditório do 18º Grupo de Artilharia de Campanha, em Rondonópolis, se transformou nesta segunda-feira (18) em um espaço de diálogo sobre pacificação social, direitos fundamentais e Justiça. A convite do comandante da unidade, tenente-coronel Joel Reis Alves Neto, o coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), juiz Wanderlei José dos Reis, ministrou palestra aos militares sobre acesso à Justiça, autocomposição e Justiça Restaurativa.

Logo no início da fala, o magistrado destacou sua ligação com o Exército Brasileiro e a importância da parceria institucional entre as duas instituições. “O militar não é melhor nem pior que ninguém, ele é diferente. O militar tem senso de responsabilidade, disciplina e proatividade. É uma honra estar aqui falando em nome do Poder Judiciário de Mato Grosso e trazendo uma mensagem institucional de pacificação social”, afirmou o juiz.

O comandante do 18º GAC, tenente-coronel Joel, ressaltou que o encontro fortalece o intercâmbio de conhecimentos entre as instituições e contribui para a formação humana dos militares. “A presença do Poder Judiciário dentro do quartel amplia horizontes e reforça valores importantes para a sociedade e para o próprio Exército, como diálogo, equilíbrio e responsabilidade social”, destacou.

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Direitos fundamentais e cidadania

Durante a primeira parte da palestra, o juiz Wanderlei abordou temas ligados ao projeto “Diálogos com as Juventudes”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), explicando conceitos relacionados à Constituição Federal, direitos humanos e acesso à Justiça.

O magistrado explicou aos militares que o acesso à Justiça é um direito fundamental garantido pela Constituição e destacou a importância do conhecimento como instrumento de transformação social. “O acesso à Justiça começa pelo conhecimento. Conhecer a Constituição, conhecer as leis e compreender os próprios direitos é fundamental para o exercício da cidadania”, disse.

Ao falar sobre direitos fundamentais, o juiz Wanderlei também fez um paralelo histórico sobre a evolução do Estado Democrático de Direito e ressaltou o papel do Judiciário como garantidor da paz social e da proteção dos direitos individuais.

Exército e Judiciário pela pacificação social

O magistrado também relacionou a atuação do Judiciário à missão histórica de figuras importantes do Exército Brasileiro, como Duque de Caxias e Marechal Rondon. “Nós estamos aqui trazendo uma mensagem institucional de pacificação. Duque de Caxias foi conhecido como o pacificador e Marechal Rondon carregava um lema profundamente humano: ‘Morrer, se necessário for; matar, nunca’. Isso dialoga diretamente com aquilo que o Judiciário busca hoje”, afirmou.

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Ao encerrar a primeira palestra, o juiz reforçou que educação, leitura e conhecimento são ferramentas essenciais para transformação pessoal e social. “O conhecimento transforma. O homem é a medida do seu conhecimento. Quanto mais conhecimento, maior a capacidade de compreender seus direitos e contribuir para uma sociedade mais justa”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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