AGRONEGÓCIO

Pragas agrícolas viram ameaça às exportações e governo cria rede de vigilância no País

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O Ministério da Agricultura e Pecuária abriu um canal nacional para recebimento de notificações de suspeitas de pragas agrícolas ainda não registradas no País ou consideradas emergentes. A ferramenta, operada pela Secretaria de Defesa Agropecuária, permite que produtores, técnicos e empresas comuniquem diretamente ocorrências suspeitas, com envio de localização, descrição e imagens. A medida busca acelerar a detecção precoce e reduzir o tempo de resposta sanitária — fator decisivo para evitar prejuízos econômicos e restrições comerciais ao agronegócio brasileiro.

A iniciativa ocorre em um momento de aumento da pressão fitossanitária sobre as lavouras. Nos últimos anos, a agricultura brasileira conviveu com a disseminação de problemas como a ferrugem asiática da soja, a cigarrinha do milho associada ao complexo de enfezamentos, a lagarta Helicoverpa armigera, por exemplo, que chegou a provocar perdas bilionárias em diversas culturas —, além do avanço de nematoides e ácaros em áreas de produção intensiva. Em regiões do Norte, a mosca-da-carambola permanece sob vigilância permanente por risco direto às exportações de frutas.

O sistema funciona como uma rede de vigilância colaborativa. Ao receber a notificação, equipes técnicas podem deslocar fiscais para inspeção em campo, coleta de material e diagnóstico laboratorial. A lógica é simples: quanto mais cedo a praga é identificada, menor a área contaminada e menor o custo de erradicação ou controle.

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O Brasil ocupa posição sensível nesse tipo de monitoramento por reunir dois fatores simultâneos: grande extensão territorial e clima favorável à reprodução de insetos e patógenos ao longo de praticamente todo o ano. Em sistemas tropicais, o intervalo entre a entrada de uma praga e sua multiplicação pode ser curto o suficiente para comprometer uma safra inteira antes mesmo da confirmação oficial.

Além das perdas produtivas, o risco principal é comercial. A presença de pragas quarentenárias — aquelas ausentes ou sob controle oficial no país importador — pode levar ao fechamento imediato de mercados. Barreiras sanitárias são hoje uma das formas mais comuns de restrição ao comércio agrícola internacional, e a comprovação de controle fitossanitário tornou-se requisito para manutenção de embarques de grãos, fibras, frutas e madeira.

Por isso, a estratégia adotada passa a ampliar a rede de observação para além do poder público. Na prática, produtores e agrônomos tornam-se agentes iniciais de defesa agropecuária. O modelo segue padrão já utilizado em países exportadores, onde a notificação voluntária permite antecipar medidas antes que a ocorrência se transforme em foco disseminado.

A orientação técnica é que qualquer alteração incomum na lavoura — manchas desconhecidas, insetos fora do padrão regional, queda súbita de produtividade ou deformações em plantas — seja registrada e encaminhada com fotos e coordenadas da propriedade. A análise passa por triagem especializada e, caso necessário, pode resultar em quarentena local, delimitação de área ou recomendações emergenciais de manejo.

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O reforço na vigilância sanitária ocorre em paralelo à expansão da área cultivada e à intensificação produtiva. Com sucessão de safras, cultivos contínuos e maior trânsito de máquinas, sementes e insumos entre regiões, aumentou também a velocidade potencial de dispersão de organismos nocivos. O impacto econômico dessas ocorrências não se limita ao produtor afetado: pode atingir cadeias inteiras, alterar custos de produção e até comprometer contratos de exportação.

Ao institucionalizar um canal direto de comunicação, o governo tenta reduzir o tempo entre a suspeita em campo e a ação oficial. Em defesa agropecuária, dias fazem diferença. Uma praga detectada cedo costuma ser controlável; quando descoberta tarde, torna-se permanente — e passa a fazer parte do custo estrutural da agricultura.

Para ter acesso ao canal do Mapa e informar sobre pragas, clique aqui

Fonte: Pensar Agro

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Expoflora tem previsão de movimentar R$ 200 milhões até domingo

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A 43ª Expoflora entra nesta sexta-feira (25.09) em seu último fim de semana com expectativa de movimentar aproximadamente R$ 200 milhões na economia de Holambra (cerca de 130 km da capital, São Paulo). A maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina termina no domingo (27), depois de 16 dias de programação distribuídos desde 28 de agosto.

A organização espera receber cerca de 280 mil visitantes nesta edição. O público equivale a mais de 18 vezes a população de Holambra, que tinha 15.094 habitantes no Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estimativa econômica considera gastos dentro e fora do parque, incluindo ingressos, flores, alimentação, hospedagem, transporte, comércio e serviços. Portanto, os R$ 200 milhões não correspondem apenas às vendas realizadas pelos produtores no Shopping das Flores.

Em 2025, a expectativa anunciada antes e durante a Expoflora era movimentar até R$ 220 milhões e receber aproximadamente 300 mil pessoas. Os organizadores, porém, não divulgaram posteriormente um balanço consolidado que confirmasse o público efetivo e o valor realmente movimentado.

Por isso, não é possível afirmar que a edição passada tenha comercializado R$ 220 milhões. O número representava uma projeção de impacto sobre a economia regional, e não o faturamento contabilizado pelo evento ou a receita obtida exclusivamente com a venda de flores.

A previsão de 2026 é 9,1% inferior à anunciada no ano passado, enquanto o público esperado diminuiu 6,7%. Mesmo assim, a Expoflora continua entre os eventos de maior impacto econômico e turístico do interior paulista.

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A movimentação alcança hotéis de Campinas e do Circuito das Águas Paulista. A procura gerada pelo evento deve acrescentar cerca de R$ 6,2 milhões ao fluxo financeiro dos estabelecimentos associados ao Campinas e Região Convention & Visitors Bureau, que reúnem aproximadamente 13,5 mil leitos.

Em Serra Negra, a ocupação hoteleira durante a Expoflora aumenta cerca de 15% em relação à média anual. Excursões costumam combinar a visita a Holambra com passagens por Águas de Lindóia, Monte Sião e Pedreira, distribuindo os gastos dos turistas entre diferentes municípios.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes da Região Metropolitana de Campinas estima um consumo médio de R$ 150 por visitante a cada dia em refeições e bebidas. Nos períodos de maior movimento, o parque chega a receber aproximadamente 20 mil pessoas.

Dentro da Expoflora, as operações mobilizam cerca de sete mil postos de trabalho diretos e indiretos. As vagas estão distribuídas entre a organização, os expositores, os restaurantes, os comerciantes, os prestadores de serviços e os fornecedores envolvidos na montagem e no funcionamento da festa.

Para os produtores, a exposição funciona como uma vitrine para lançamentos, tendências de consumo, jardinagem e paisagismo. A edição apresenta flores e plantas cultivadas por mais de 450 produtores e reúne mais de quatro mil variedades e cerca de 300 linhagens.

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O Shopping das Flores ocupa 3,3 mil metros quadrados e oferece mais de 400 produtos. Além das vendas realizadas durante o evento, a exposição permite que novas variedades sejam apresentadas diretamente ao consumidor, com potencial para estimular encomendas posteriores em floriculturas, supermercados e centros de jardinagem.

A Exposição de Arranjos Florais utiliza mais de 200 mil hastes de flores de corte e plantas, além de aproximadamente 75 mil vasos. Entre os destaques deste ano estão banksias, minirrosas de jardim, girassóis dobrados, cravos spray e novas variedades de statice.

A edição de 2026 também recebeu um novo roseiral com cerca de 950 plantas, entre rosas spray e variedades perfumadas. O campo de girassóis foi ampliado com o plantio de 45 mil sementes, quantidade 50% superior à da temporada passada.

A programação do último fim de semana inclui a exposição de arranjos, a mostra de paisagismo, a Parada das Flores, a tradicional Chuva de Pétalas, apresentações de danças holandesas, shows, museu, fazendinha e gastronomia típica. Algumas atrações, como o passeio ao campo de girassóis e o parque de diversões, são cobradas separadamente.

A Expoflora funciona nesta sexta-feira, sábado e domingo, das 9h às 19h, no Parque da Expoflora, em Holambra.

Fonte: Pensar Agro

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