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ALMT recebe demandas durante 1º Seminário Estadual sobre Acessibilidade e Inclusão

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Na tarde desta sexta-feira (12), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou em parceria com a Câmara Municipal de Várzea Grande, a Comarca de Várzea Grande do Poder Judiciário estadual e a Associação dos Surdos do município o 1º Seminário Estadual – Marco de Luta por Direitos, Trajetórias e Atuais Desafios de Acessibilidade e Inclusão da Pessoa com Deficiência. O evento organizado pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD) reuniu representantes do poder público, autoridades e sociedade civil no Fórum de Várzea Grande.

O presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Várzea Grande, Diney Ribeiro Campos, reforçou a importância de capacitação e de intérpretes de Libras em órgãos públicos e estabelecimentos privados. “Não temos intérprete em todos os lugares. Se você chegar em uma UPA [Unidade de Pronto Atendimento] hoje e pedir um intérprete de Libras, não existe, apesar de isso já ser previsto em lei. Como um surdo entra em uma loja sem intérprete? Temos que forçar empresas e o poder público a garantir essa inclusão”, afirmou. Ele destacou que o conselho articula parcerias com instituições como CDL e sindicatos para oferecer cursos. “Precisamos qualificar pessoas para atender cada tipo de deficiência. É uma luta lenta, mas necessária”, disse.

Entre o público participante, a cadeirante Michele Barbosa da Silva falou sobre dificuldades no transporte público e criticou a precariedade das rampas, paradas de ônibus e calçadas. “As rampas nunca prestam, as ruas não têm acessibilidade. A gente corre risco para se locomover”, afirmou. Ela também denunciou situações de desrespeito dentro dos ônibus. “Eu passo muita humilhação. Já precisei ir à delegacia para registrar denúncia porque motorista disse que não ia levar cadeirante. A gente depende do transporte, então tem que aguentar cada situação”, relatou.

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Foto: Ronaldo Mazza

Teresinha Cerqueira, que enfrenta limitações de locomoção devido a problemas graves de coluna, reclamou da demora para conseguir atendimento especializado, necessidade de muitas pessoas com deficiência “Estou na fila desde março para um ortopedista e um bloqueio de coluna. Já estamos em dezembro e nada. Ela contou para conseguir fazer uma ressonância, precisou insistir pessoalmente na Secretaria de Saúde. Hoje utiliza andador e teme regredir ainda mais. “Daqui a pouco vou estar na cadeira de rodas. Eu trabalhava como cuidadora. Hoje preciso que cuidem de mim porque não consigo tratamento no tempo certo”, lamentou.

Muitas vezes, as pessoas buscam resolução dessas dificuldades na justiça, conforme ressaltou a defensora pública Cleide Nascimento. “A partir do momento que as pessoas têm conhecimento dos seus direitos, elas buscam efetivar esses direitos através de pedidos judiciais, especialmente na Defensoria, porque são pessoas vulneráveis”, explicou.

Cleide Nascimento pontuou que a maior parte das demandas envolve educação, principalmente a oferta de auxiliares e professores de apoio pedagógico. “É necessário tanto um auxiliar que ajude na rotina do dia a dia, como um professor de apoio pedagógico. Esse é o fundamental para o desenvolvimento e aprendizagem da pessoa com deficiência”, afirmou. Ela avaliou também que ainda há muitas dificuldades no acesso à saúde de maneira especializada dentro do estado.

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O deputado Wilson Santos garantiu que vai trabalhar para conseguir avanços na garantia dos direitos das pessoas com deficiência. “Esse seminário foi importante para a gente receber essas reclamações, esses gritos de socorro e construir políticas públicas que possam mitigar, diminuir o sofrimento dessas pessoas que têm algum tipo de deficiência seja de locomoção ou transtorno de neurodesenvolvimento. Então, nós estamos lá na Assembleia de portas abertas para receber as entidades representativas e as pessoas que se sentem prejudicadas. E sem dúvidas, desse seminário vai ser feito um relatório a ser encaminhar aos órgãos competentes para buscarmos soluções”, afirmou.

Programação – O evento contou com palestras sobre temas como autonomia e independência para pessoas com deficiência visual, a importância do trabalho articulado entre escola, família e rede intersetorial na inclusão de pessoas com deficiência visual, a inclusão efetiva de autistas com maiores demandas sensoriais e comunicacionais, a realidade e perspectivas da pessoa com deficiência no Século XXI.

Também houve entrega de moções de aplausos concedidas pela Câmara de Várzea Grande e pela Assembleia Legislativa. Ainda foi feita uma homenagem especial com a entrega de uma placa para Luiz Dinarte Faria, ex-presidente da Associação dos Surdos de Várzea Grande, reconhecendo sua trajetória e contribuições para a comunidade.

Fonte: ALMT – MT

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Realidades do interior podem inspirar reportagens para o Troféu Parlamento

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As diferentes realidades dos municípios de Mato Grosso podem render boas pautas para a segunda edição do Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento. A proximidade com as comunidades, o conhecimento das particularidades locais e o acesso a personagens e histórias do cotidiano são características que podem contribuir para reportagens relevantes e de interesse estadual.

Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), Itamar Perenha, a participação de profissionais do interior amplia a diversidade de trabalhos apresentados na premiação. Segundo ele, apesar da concentração da mídia corporativa na capital, os jornalistas que atuam nos municípios estão diariamente diante de situações que podem resultar em reportagens de qualidade. “O Troféu Parlamento, ao incluir esses trabalhos, amplia o reconhecimento e incentiva a prática de um jornalismo cada vez mais qualificado”, afirma.

A coordenadora do curso de Jornalismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Rosceli Kochhann, destaca que a diversidade regional é uma oportunidade para estudantes e profissionais desenvolverem um olhar mais atento para as demandas da população. “Boas pautas nascem da pluralidade de experiências e da amplitude das percepções de mundo. O Mato Grosso é um estado diverso, onde cada região tem suas particularidades”, frisa.

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Segundo Rosceli, uma pauta que surge em um município nem sempre está restrita àquela localidade. “Uma ação desenvolvida em uma comunidade específica pode, por vezes, inspirar ações que resolvam problemas encontrados em outros espaços e realidades”, afirma.

Essa perspectiva dialoga diretamente com o tema desta edição, “Onde a lei nasce, a cidadania cresce”. Para a professora, o jornalismo tem papel importante ao tornar acessíveis informações sobre leis, projetos e debates do Legislativo e mostrar como eles repercutem na vida da população.

Inscrições – O Prêmio ALMT de Jornalismo recebe, até 9 de novembro, trabalhos em cinco categorias: reportagem em texto, fotojornalismo, telejornalismo, radiojornalismo e universitário. Podem participar trabalhos publicados em veículos de imprensa ou produzidos em instituições de ensino superior sediadas em Mato Grosso.

Para Itamar, os profissionais do interior devem aproveitar a oportunidade para apresentar suas melhores produções. “Para participar do Troféu Parlamento, tanto na edição presente quanto nas edições futuras basta disposição, boa vontade e aplicação”, afirma.

Na categoria universitária, o prêmio também estimula estudantes a conhecerem o trabalho do Legislativo e seus impactos na sociedade, contribuindo para o amadurecimento das pautas. “Eles se sentem motivados a buscar informação sobre projetos que estão sendo propostos, promovem debates buscando compreender a aplicabilidade prática desses projetos para, assim, amadurecerem suas pautas”, afirma Rosceli.

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Segundo ela, a premiação também reconhece produções que muitas vezes não encontram espaço para publicação. “Circular as suas produções em espaços como os prêmios torna-se uma forma de reconhecer o trabalho por eles desenvolvido e estimular a produção de novas boas pautas”, diz.

As inscrições devem ser feitas pelo site www.trofeuparlamento.com.br, onde também está disponível o regulamento.

Serão premiados os três melhores trabalhos de cada categoria. O primeiro lugar receberá R$ 30 mil e o Troféu Parlamento; o segundo, R$ 20 mil e placa de homenagem; e o terceiro, R$ 10 mil e placa de homenagem.

Na primeira edição, foram inscritos 293 trabalhos de 19 municípios mato-grossenses, reforçando a diversidade da produção jornalística no estado.

Fonte: ALMT – MT

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