O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) e com apoio técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), vem fortalecendo a cadeia produtiva da apicultura em diferentes regiões do estado. O programa de fomento já entregou 6 mil caixas de abelha e mil kits completos de apicultor, 100com traje completo, luvas, botas, formão e fumegador, beneficiando produtores que estão encontrando no mel uma alternativa sustentável de renda, conservação ambiental e diversificação produtiva.
Entre os municípios atendidos está Carlinda, no Vale do Teles Pires, região Norte, onde 83% da população rural vive da agricultura familiar. A cidade recebeu R$ 3,8 milhões em investimentos do Governo do Estado entre 2019 e 2025, apenas via Agricultura Familiar, com entregas de máquinas, caminhões isotérmicos, 600 toneladas de calcário, perfuradores de solo e insumos que vêm impulsionando pequenos produtores e abrindo novos mercados.
Em Carlinda, a apicultura se tornou uma nova frente econômica em um município já reconhecido pela pecuária leiteira e fruticultura, com destaque para maracujá, melancia, abacaxi, citros e banana nanica. Segundo o extensionista rural da Empaer, Antônio Carlos Carneiro, que atua há 11 anos no município e atende, em média, 150 agricultores por ano, a chegada das caixas e dos kits de apicultor movimentou profundamente a comunidade.
“A apicultura está ganhando força na região. Até então, nós não sabíamos quantos apicultores havia no município. Com as entregas, conseguimos organizar esse público, unir essas famílias e criar um grupo para dialogar, trocar informações e fortalecer a produção. Hoje, são 35 apicultores. Foram 60 caixas na primeira entrega e depois mais 120, totalizando 180. Com o aumento da produção, cresce também a necessidade de mais caixas e kits de segurança”, explicou o extensionista.
A extensionista Viviane Saches Passos, que há 11 anos trabalha com ações sociais, previdenciárias e produtivas na agricultura familiar pela Empaer, destaca que a integração entre Seaf e Empaer tem proporcionado avanços sólidos.
“As políticas públicas da Seaf, somadas à assistência técnica da Empaer, estão se desenvolvendo muito bem na agricultura de pequena escala. Acompanhamos famílias, associações e cooperativas e vemos resultados concretos. Um exemplo é o seu Valdete, que foi beneficiado com caixas e kits e hoje está sendo orientado para fazer o cadastro no SIAPP. Ele já trabalhava com mel e agora consegue comercializar melhor sua produção, além de continuar comprando novas caixas por conta própria”, afirma.
Conheça a história do casal de produtores de mel em Carlinda
No Sítio Salmos 24, em Carlinda, onde vivem há 15 anos após deixarem a rotina da capital, o produtor Valdete Pimenta Lopes e sua esposa, Ângela Maria Rodrigues da Silva, encontraram na apicultura não só uma fonte de renda, mas um novo estilo de vida. O casal mantém dois apiários, com 60 colmeias distribuídas em 45 hectares de mata nativa e frutíferas cultivadas na propriedade, com produção crescente e acompanhamento contínuo da Empaer.
“Trabalhamos com apicultura e meliponicultura e, com a pecuária, desenvolvemos um trabalho com as abelhas. Com o apoio da Seaf e da Empaer, estamos produzindo mel de qualidade muito boa aqui no Nortão, e cada vez aperfeiçoamos mais esse trabalho. Com o apoio que o Governo tem dado, estamos satisfeitos. Outros produtores também estão empenhados, e o mel está trazendo renda para nós”, contou o seu Valdete.
A expansão da apicultura reforça um modelo produtivo de baixo impacto ambiental, contribuindo para a polinização, para a melhoria da biodiversidade e para o desenvolvimento econômico das famílias rurais. Com milhares de caixas distribuídas em Mato Grosso e a organização de grupos produtivos nos municípios, a Seaf e a Empaer seguem consolidando um novo capítulo para a agricultura familiar, onde o mel, literalmente, adoça o futuro de muitas famílias.
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) esclarece que o incidente cibernético em sua infraestrutura tecnológica não comprometeu a base de dados da instituição e não causou prejuízos à continuidade dos serviços prestados à população.
Os dados impactados representam menos de 1 terabyte (TB) do volume total de informações armazenadas pela Secretaria.
O conteúdo afetado foi recuperado por meio dos mecanismos de contingência, redundância e recuperação existentes na infraestrutura tecnológica, permitindo o restabelecimento das informações necessárias para o funcionamento das atividades institucionais.
Assim que o incidente foi identificado, em março de 2026, a SES-MT registrou Boletim de Ocorrência junto à Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos, com o objetivo de subsidiar as investigações e garantir a adoção das medidas legais cabíveis.
A Secretaria também realizou a comunicação à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), conforme previsto na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em razão da possibilidade de envolvimento de dados pessoais. O procedimento seguiu rigorosamente as exigências legais aplicáveis a esse tipo de ocorrência.
Desde a identificação do ataque, a SES-MT e a Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) atuaram de forma integrada na contenção do incidente, na análise dos ambientes afetados, na recuperação dos sistemas e no reforço dos mecanismos de segurança da informação, minimizando os impactos operacionais.
A Secretaria reforça ainda que não houve qualquer pagamento relacionado à suposta exigência financeira atribuída aos responsáveis pelo ataque cibernético. A informação sobre eventual pagamento de resgate não procede.
Durante o processo de resposta ao incidente, equipes técnicas especializadas realizaram análises para identificar vulnerabilidades, vetores de ataque e possíveis fragilidades exploradas. As investigações e apurações técnicas seguem em andamento pelos órgãos competentes.
A SES-MT permanece colaborando integralmente com as autoridades competentes e adotando medidas contínuas para fortalecer a proteção de seus ambientes digitais e garantir a segurança das informações institucionais.
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