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Poder Judiciário alinha implantação do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias em Mato Grosso

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A Presidência e a Corregedoria-Geral do Poder Judiciário de Mato Grosso realizaram reunião com juízes Diretores de Foro e gestores-gerais dos fóruns das comarcas para alinhar a estrutura necessária à implantação do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias no Estado. A implementação atende determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabeleceu diretrizes nacionais para organizar essa nova etapa da Justiça Criminal.

O Juiz de Garantias é o magistrado responsável pela fase pré-processual. Ele analisa medidas urgentes como prisões em flagrante, audiências de custódia, pedidos de busca e apreensão e demais atos iniciais da investigação. A partir do oferecimento da denúncia, o processo passa para outro juiz, que atuará de forma independente na fase de instrução e julgamento.

O encontro virtual foi conduzido pelo juiz auxiliar da Presidência do TJMT, Túlio Duailibi Alves de Souza, e pelo juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça, João Filho de Almeida Portela. Ambos apresentaram aos magistrados a estrutura do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias, regulamentado pela Portaria Conjunta TJMT/PRES/CGJ nº 11, de 17 de outubro de 2025.

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O modelo adotado pelo Poder Judiciário prevê sete regionais, com sedes em Cuiabá, Sinop, Rondonópolis, Barra do Garças, Cáceres, Juína e Tangará da Serra. Cada regional contará com um ou mais gabinetes do Juiz de Garantias, com atuação conforme a demanda das comarcas atendidas.

“Contamos com a colaboração de todos para iniciar as atividades a partir de dezembro”, pediu o juiz auxiliar da Presidência, Túlio Duailibi.

“Toda pessoa presa em flagrante será encaminhada à unidade judicial da comarca onde ocorreu a prisão e submetida à audiência de custódia realizada de forma virtual por magistrados das regionais. Após a decisão, serão coletados os dados biométricos e realizados os encaminhamentos cabíveis”, explicou o juiz auxiliar da CGJ, João Portela.

Os magistrados destacaram a necessidade de cada fórum organizar uma sala passiva adequada para as audiências de custódia e designar servidor para o plantão responsável pela coleta biométrica. A preparação dos espaços é considerada etapa essencial para garantir o cumprimento das determinações legais e assegurar os direitos das pessoas custodiadas.

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João Portela analisou que a atuação dos Juízes de Garantias tende a redistribuir o fluxo de trabalho nas unidades criminais, permitindo que os Diretores de Foro concentrem esforços em outras frentes da atividade jurisdicional.

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Autor: Larissa Klein

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Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Comarca de Feliz Natal compartilha conhecimento sobre o “Entrega Legal”

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Foto horizontal colorida em plano aberto que mostra 18 pessoas posando para a foto, sorrindo. Todos usam camiseta da campanha Adotar é Legal. A adoção de crianças e adolescentes é tema recorrente neste mês nas comarcas de todo o país. Maio, considerado o “Mês da Adoção”, mobiliza o Judiciário brasileiro em torno da conscientização sobre o direito de crianças e adolescentes à convivência familiar. Na Comarca de Feliz Natal, o Dia Nacional da Adoção, celebrado em 25 de maio, foi marcado pelo compartilhamento de conhecimento para fortalecer a rede de proteção.

O titular da Vara da Comarca, juiz Fernando Akio Maeda, ministrou palestra sobre o Programa Entrega Legal a servidores do Conselho Tutelar, da Assistência Social e da Secretaria Municipal de Saúde. O foco foi a atuação humanizada e a aplicação correta das etapas do programa, coordenado pela Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), vinculada à Corregedoria-Geral da Justiça do Poder Judiciário, que também coordena o Programa Adoção Legal.

O magistrado explicou que durante o encontro foram esclarecidas dúvidas sobre os procedimentos previstos na legislação, além de reforçada a importância do acolhimento respeitoso às gestantes ou mães que, por diferentes circunstâncias, optam pela entrega voluntária do bebê para adoção.

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“O encontro foi extremamente importante, especialmente porque a rede de apoio ainda possuía algumas dúvidas sobre o Entrega Legal. Tivemos a oportunidade de esclarecer o procedimento, reforçar a importância do acolhimento humanizado às mães e destacar a necessidade de tratar o tema sem qualquer preconceito ou estigma, sempre com respeito, sensibilidade e observância da legislação”, afirmou o magistrado.

A iniciativa também destacou a importância da adoção legal como instrumento de garantia de direitos, proteção e construção de vínculos afetivos seguros para crianças e adolescentes acolhidos em instituições no estado.

Dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) apontam que, atualmente, 65 crianças estão aptas para adoção em Mato Grosso, enquanto há 627 pretendentes habilitados. O estado contabiliza ainda 608 crianças e adolescentes acolhidos, a maioria em serviços de acolhimento institucional.

A discrepância nos números ocorre porque, apesar do avanço das políticas públicas e das campanhas de conscientização, o perfil mais procurado pelas pessoas habilitadas à adoção ainda se concentra em bebês ou crianças de até cinco anos, sem irmãos e sem problemas de saúde. A realidade, porém, é diferente. Grande parte das crianças e adolescentes aptos para adoção é formada por grupos de irmãos, crianças mais velhas ou com necessidades específicas.

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Esse descompasso contribui para a permanência prolongada em instituições de acolhimento e reforça a necessidade de ampliar o debate sobre adoção tardia, adoção de grupos de irmãos e adoção inclusiva.

Saiba mais sobre o processo de adoção e de entrega voluntária para adoção no hotsite da Ceja: https://ceja.tjmt.jus.br/

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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