As Polícias Civis de Mato Grosso e Santa Catarina cumpriram nesta sexta-feira (14.11), dois mandados de busca e apreensão domiciliar, na cidade de Rondonópolis. A operação visa apurar um crime conhecido como “falso intermediador”.
Os mandados foram cumpridos por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), em Rondonópolis, em conjunto com a Delegacia de Combate a Estelionatos do Departamento de Investigação Criminal da Capital (DCE/DIC) de Florianópolis (SC), em desfavor de um homem, de 39 anos e uma mulher de 21 anos.
Na residência do investigado, de 39 anos, os policiais localizaram um pote contendo substância análoga à maconha. Diante da situação, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e, após os procedimentos legais, o suspeito foi liberado.
O crime investigado ocorreu em 21 de março de 2025 e envolve a negociação de um veículo Porsche Taycan e de um Mercedes-Benz, resultando em um prejuízo de R$ 125 mil a uma vítima residente em Florianópolis (SC). Na ação, o veículo Toyota Corolla foi apreendido. As diligências continuam para elucidar completamente os fatos e identificar outras possíveis participações.
O delegado da Derf, destacou a importância da cooperação entre as Polícias Civis de diferentes estados para o combate ao crime. Segundo ele, o trabalho integrado fortalece a investigação e garante maior eficiência na responsabilização dos envolvidos.
O golpe do “falso intermediador”
Esse tipo de golpe acontece quando o criminoso se apresenta falsamente como responsável por intermediar negociações, geralmente de veículos, imóveis ou produtos anunciados on-line. Ele atua enganando vendedor e comprador separadamente, fazendo cada um acreditar que sua participação é legítima. Ao final, uma das partes ou ambas realizam pagamentos ao golpista, que desaparece após receber o dinheiro.
A Polícia Civil deflagrou, nessa sexta-feira (29.5), a Operação Imperium Remotum, com o objetivo de cumprir ordens judiciais relacionadas à investigação de um homicídio ocorrido em Americana do Norte, distrito de Tabaporã.
A ação resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão domiciliar, além da prisão em flagrante de três pessoas pelos crimes de tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.
A operação decorreu de investigação conduzida pela Delegacia de Tabaporã para apurar o homicídio de um homem, de, 19 anos, ocorrido no dia 10 de maio de 2026, no distrito de Americana do Norte. Durante a ação criminosa, a vítima morreu e outras quatro pessoas ficaram sob restrição de liberdade dentro da residência.
As investigações apontaram que o crime apresentou características dos chamados “tribunais do crime”, prática utilizada por facções criminosas para impor punições ilegais. Segundo a apuração, a execução, por meio de facadas e de um tiro, ocorreu por determinação de integrantes de uma facção criminosa.
Durante a operação, os policiais civis cumpriram um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 21 anos, investigado por participação nos crimes de homicídio qualificado, cárcere privado e favorecimento ao domínio social estruturado.
No distrito de Nova Fronteira, durante o cumprimento da prisão preventiva, os policiais localizaram drogas prontas para comercialização, dinheiro, anotações relacionadas ao tráfico e aparelhos celulares. Diante do material apreendido, uma mulher, de 30 anos, foi autuada em flagrante pelo crime de tráfico ilícito de drogas.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão em uma residência em Tabaporã, os policiais apreenderam porções de pasta base de cocaína, cocaína, maconha, balanças de precisão e aparelhos celulares. No local, uma mulher, de 24 anos, e um homem, de 21 anos, receberam voz de prisão em flagrante pelos crimes de tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.
Na mesma residência, os policiais conduziram quatro adolescentes, de 15, 17, 16 e 15 anos para a delegacia. Eles responderão por atos infracionais análogos aos crimes de tráfico ilícito de drogas e associação para o tráfico.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Tabaporã após representação da Polícia Civil e manifestação favorável do Ministério Público.
O nome da operação, Imperium Remotum, faz referência ao exercício de poder à distância, em alusão à dinâmica investigada, na qual integrantes da organização criminosa coordenavam decisões e determinações por meio de chamadas de vídeo e aplicativos de comunicação.
As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e concluir a apuração dos fatos.
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