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MPMT reforça protagonismo no fomento ao método APAC em Mato Grosso

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem atuado de forma decisiva no fomento ao método APAC (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados) no estado, uma alternativa inovadora ao sistema prisional tradicional que prioriza dignidade, disciplina e esperança na execução da pena.Desde 2020, o MPMT promove ações estratégicas como audiências públicas, visitas técnicas a unidades em Minas Gerais e articulação com diversas instituições para viabilizar a metodologia. Em dezembro de 2024, foi aprovado o marco legal para implantação das APACs em Mato Grosso (Lei 12.773/773).“O método consegue avaliar o mérito do condenado, o que o sistema comum não consegue. E é importante que se diga que o método APAC ele não tem olhos apenas para o recuperando, para o condenado, mas hoje o método já se preocupa também com as vítimas. Então, todas as APACs já têm um departamento de assistência às vítimas e seus familiares”, afirma a procuradora de Justiça coordenadora do CAO da Execução Penal, Josane Fátima de Carvalho Guariente.O método APAC, presente em 68 unidades no Brasil, busca a recuperação do preso e a proteção da sociedade, com atividades que unem estudo, trabalho e disciplina. Diferente do sistema comum, não há ociosidade, uma vez que o recuperando cumpre sua pena com rigor, mas também com oportunidades de reconstrução. “A APAC não é para qualquer privado de liberdade. A APAC é para aqueles que demonstrem, comprovem que eles estão prontos a um recomeço”, destacou o juiz do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Bruno Marques.A metodologia inclui ainda assistência às vítimas e seus familiares, reforçando a corresponsabilidade social. Entre os resultados comprovados, destacam-se a taxa de reincidência inferior a 15%, contra índices muito mais altos no sistema tradicional, e o custo 44,92% menor por reeducando em comparação ao modelo comum, além do fortalecimento da reintegração social com impacto positivo na segurança pública. “E uma atividade diferentemente das unidades tradicionais, na APAC é uma atividade produtiva, portanto não existe moleza, não existe mordomia”, asseverou o promotor de Justiça Roberto Arroio Farinazzo Junior.Para ingressar em uma APAC, o condenado deve ter sentença definitiva, aceitar as regras do método e contar com a participação da família, elemento essencial para a reinserção. Em Mato Grosso, o método APAC conta com mais de 30 voluntários engajados em grupos de estudo e articulação.Para o procurador de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRD), é possível afirmar “que (o método APAC) se trata de um grande projeto de segurança pública, né, e que e que merece a atenção tanto das autoridades quanto da sociedade em geralHoje, o Brasil é referência mundial na aplicação do método APAC, com delegações internacionais visitando o país para conhecer a experiência que une disciplina, espiritualidade e reintegração social. Países da Europa, como Alemanha, já estudam a metodologia brasileira como modelo para reformas em seus sistemas prisionais, reconhecendo sua eficácia na redução da reincidência e na promoção da dignidade humana. “Eu vejo o método da APAC como um método do futuro”, finalizou o desembargador do TJMT, Jorge Luiz Tadeu Rodrigues.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Tribunal do Júri aplica 46 anos de prisão por tentativa de feminicídio

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Após mais de 12 horas de julgamento no Tribunal do Júri da Comarca de Primavera do Leste, Marcos Eduardo Moura da Silva foi condenado a 46 anos, 9 meses e 17 dias de reclusão, em regime fechado, por tentativa de feminicídio contra a ex-companheira Stella Naianny Rodrigues Brito, duas lesões corporais praticadas contra ela no contexto de violência doméstica e familiar e tentativa de homicídio qualificado contra David Rodrigues Barthiman da Silva.O julgamento, realizado no dia 16 de julho e a atuação do Ministério Público de Mato Grosso no (MPMT) plenário foi conduzida pela promotora de Justiça Tessaline Higuchi, que sustentou a acusação perante o Conselho de Sentença. Ao final do julgamento, os jurados reconheceram a autoria e a materialidade dos crimes e acolheram as qualificadoras apresentadas pela acusação.Conforme apurado pelo Ministério Público, o réu não aceitava o fim do relacionamento de aproximadamente oito anos com Stella Naianny Rodrigues Brito. Após o término, ocorrido em abril de 2025, ele passou a praticar agressões contra a ex-companheira. Em um dos episódios, atingiu a vítima com um capacete. Dias depois, voltou a agredi-la no local de trabalho, com tapas, puxões de cabelo e outras agressões, sendo contido por colegas. Diante da escalada da violência, a vítima obteve medidas protetivas de urgência.Mesmo ciente das determinações judiciais, Marcos Eduardo descumpriu as medidas protetivas. Na noite de 12 de abril de 2025, ele foi até a residência onde Stella estava morando com familiares e aguardou sua saída. Quando a vítima se aproximou de uma motocicleta conduzida por David Rodrigues Barthiman da Silva, o acusado atacou os dois com uma arma branca. David foi golpeado pelas costas, enquanto Stella sofreu perfurações na região do abdômen. As vítimas foram socorridas rapidamente e submetidas a procedimentos cirúrgicos que impediram a consumação dos homicídios.Na sentença, a juíza presidente do Tribunal do Júri, Luciana Braga Simão Tomazetti, registrou que os jurados reconheceram a tentativa de feminicídio praticada em contexto de violência doméstica, bem como as circunstâncias de o crime ter sido cometido em descumprimento de medida protetiva, contra mãe de criança e na presença da avó da vítima. Também foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima na tentativa de homicídio contra David Rodrigues Barthiman da Silva.Além da pena de prisão, a Justiça fixou indenização por danos morais de R$ 30 mil em favor de Stella Naianny Rodrigues Brito e de R$ 10 mil para David Rodrigues Barthiman da Silva. O réu não poderá recorrer em liberdade.O julgamento representa mais um importante passo no enfrentamento à violência contra a mulheres e contou com a presença das vítimas e de seus familiares. Importante ressaltar que as vítimas e seus familiares receberam apoio da psicóloga do Núcleo de Defesa da Vida de Primavera do Leste durante a sessão plenária”, comentou a promotora de Justiça.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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