Tribunal de Justiça de MT

Candidatos destacam lisura e acolhimento na prova oral do concurso para juiz do TJMT

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A manhã desta quarta-feira (29) foi marcada por mais uma rodada de arguições na prova oral do concurso público para juiz substituto do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A lisura e a transparência do certame foram os pontos mais destacados pelos candidatos que enfrentaram a banca examinadora.
Nesta etapa, nove candidatos foram sabatinados pela desembargadora Clarice Claudino da Silva, pela promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello, representante do Ministério Público, e pela advogada Fernanda Brandão Cançado, que representou a OAB-MT. As provas estão sendo realizadas na Escola dos Servidores do Poder Judiciário, em Cuiabá, e podem ser acompanhadas presencialmente ou pelo canal do TJMT no YouTube.
O concurso, que começou com quase 1.880 inscritos, conta agora com 76 concorrentes na etapa final. Cada candidato dispõe de cerca de 20 minutos para responder a perguntas sobre temas sorteados 24 horas antes, abrangendo áreas como Direito Constitucional, Civil, Penal, Ambiental, do Consumidor, além de Ética, Filosofia e Sociologia do Direito.
Para o candidato Marco Aurélio Furtado de Souza, auditor de controle externo no Ministério Público de Contas do Pará, o processo tem sido exemplo de organização e correção.
“O processo foi muito transparente, uma lisura que não há o que se retorquir. Fui muito bem acolhido pelos arguidores, pelo Tribunal e pelos servidores. A minha percepção é de que o concurso se desdobrou da melhor forma possível”, afirmou.
O cuiabano Iron Silva Muniz, analista judiciário no Fórum da Capital, também ressaltou a seriedade e a clareza na condução do concurso.
“O processo trouxe muita transparência. O Tribunal atuou de forma diligente, sempre comunicando e de portas abertas. O TJMT é referência, e não há dúvidas quanto à lisura”, relatou.
Já o candidato Guilherme Homem Brazil Barbosa, técnico judiciário da Justiça Federal em Cuiabá, destacou o acolhimento da banca e o orgulho de participar da seleção em seu estado natal.
“Todo o processo foi muito transparente. Nos sentimos muito tranquilos com a recepção da comissão avaliadora, o que nos deu segurança para responder com equilíbrio”, afirmou.
Às 14h, pontualmente, a desembargadora Clarice Claudino iniciou o processo das arguições no período vespertino, que contou com dez candidatos.
Após 20 minutos respondendo a perguntas decisivas para o seu futuro, a pernambucana Bianca Couto, deixou a sala de prova. Ela conta que já prestou vários concursos para magistratura e, pela primeira vez, chegou à fase das arguições. “Passa tanta coisa pela cabeça, um grande nervosismo”, brincou a jovem dizendo que se prepara para o calor mato-grossense.
A assessora jurídica com atuação em São Paulo, Talita Salgado da Rocha, contou que a preparação para o concurso exigiu dedicação diária de quatro horas ao longo de anos. Ela relembra que o processo é complexo, mas o esforço é compensatório. “Acho que fui bem em algumas perguntas e outras nem tanto. É um processo muito difícil”, finalizou.
A coordenadora da Coordenadoria dos Magistrados, Renata Tirapelle, destacou a organização do processo e o orgulho diário de poder participar de um processo de tamanha magnitude.
“A gente vê a importância do trabalho desenvolvido, e auxiliar nesse momento não é somente prestar assistência à banca examinadora, vai além disso. É contribuir para que a sociedade tenha uma prestação jurídicional célere e eficiente.”.
Ela pontua que após o encerramento da prova oral (dia 31 de outubro), atendendo ao Edital do concurso, será realizada a quinta etapa: a avaliação de títulos.
O processo para provimento de cinco vagas para o cargo de juiz substituto do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso e formação de cadastro de reserva tem validade de dois anos, prorrogável, uma única vez, por igual período.
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Autor: Flávia Borges/Patrícia Neves

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Fotografo: Josi Dias e Maycon Xavier

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

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Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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