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Comarca de Pontes e Lacerda promove ação com foco na proteção e saúde das mulheres

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Entre passos de dança, risadas e aprendizados sobre autodefesa, mulheres de diferentes idades se reuniram em uma noite de acolhimento, autocuidado e conscientização. Mais que uma celebração do Outubro Rosa, o encontro se transformou em um verdadeiro ato de empoderamento e união comunitária.

A ação foi promovida pela Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar da Comarca de Pontes e Lacerda, com apoio do Poder Judiciário de Mato Grosso e sob a coordenação da juíza Djessica Giseli Kuntzer, titular da 3ª Vara.

Foi realizada uma aula de zumba e depois uma aula de defesa pessoal, sendo ensinadas técnicas de autodefesa e proteção. O evento foi aberto e contou com a participação de mulheres de diferentes locais e da sociedade em geral.

De acordo com a juíza Djessica Giseli Kuntzer, a intenção foi de proporcionar um momento de integração e reflexão sobre o cuidado com o corpo e a mente.

“As mulheres deram um retorno muito positivo. Foi um momento de autocuidado, tanto físico quanto mental, porque conseguimos nos envolver com uma ação voltada para nós mesmas. Saímos da rotina e refletimos sobre a importância de olhar para nossa saúde, de praticar exercícios e também de cuidar da saúde mental, que é fundamental. Essa ação foi justamente para isso: lembrar as mulheres de que precisam se priorizar”, destacou a magistrada.

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A juíza ressaltou que a ação também teve o propósito de reforçar a união entre as instituições e fortalecer a rede de apoio às mulheres em situação de vulnerabilidade.

“Falamos sobre a importância de reconhecer que as mulheres não estão sozinhas, que podem confiar e acreditar na Rede. Esse tipo de mobilização mostra o quanto a sociedade pode se unir para cuidar e proteger”, completou Djessica.

Ação interinstitucional

A Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar é composta por uma ampla articulação interinstitucional, reunindo o Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, OAB-MT, Prefeitura Municipal e suas secretarias, Polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal, Politec, Corpo de Bombeiros, Sindicato Rural, Conselho da Comunidade, Conselho Comunitário de Segurança, Lions Club, além de igrejas e veículos de comunicação locais.

Essa união reflete o compromisso coletivo com a prevenção à violência, o fortalecimento das redes de apoio e a valorização da mulher.

Conscientização e transformação

O evento também teve o objetivo de promover o autocuidado, a autoestima e a autonomia feminina, reforçando o espírito do Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre o câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce.

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Ao integrar esporte, bem-estar e cidadania, a ação reforça a mensagem central do movimento: “Cuidar de si também é um ato de coragem”.

Autor: Vitória Maria Sena

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Como identificar violência doméstica? Núcleo Thays Machado acolhe e orienta mulheres do Judiciário

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Nem toda violência doméstica deixa marcas no corpo. Algumas se manifestam em forma de humilhações constantes, controle financeiro, manipulação emocional ou relações sexuais sem consentimento. Outras, mais visíveis, se manifestam por meio de agressões físicas. Todas, porém, têm algo em comum: ferem direitos, comprometem a saúde física e emocional da mulher e precisam ser interrompidas.
Para fortalecer a prevenção e garantir um ambiente de trabalho mais seguro, o Poder Judiciário de Mato Grosso conta com o Núcleo de Atendimento às Magistradas e Servidoras Vítimas de Violência Doméstica – Espaço Thays Machado, um serviço especializado que oferece acolhimento humanizado, orientação e apoio às mulheres que atuam na instituição.
Criado com base na Recomendação nº 102/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Núcleo atende magistradas, servidoras efetivas e comissionadas, terceirizadas, colaboradoras, credenciadas e estagiárias que atuam no primeiro e no segundo grau de jurisdição do Judiciário mato-grossense.
Por meio de um termo de cooperação, o atendimento também é estendido às mulheres que trabalham no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso.

A violência nem sempre é percebida

A Lei Maria da Penha reconhece cinco formas de violência doméstica: física, psicológica, moral, patrimonial e sexual. Embora a violência física seja a mais facilmente identificada por deixar marcas aparentes, ela não é a única e, muitas vezes, sequer é a primeira a surgir dentro de um relacionamento abusivo.
A violência psicológica se manifesta por meio de ameaças, manipulações, isolamento, chantagens e controle excessivo, fazendo com que a mulher perca gradativamente a confiança em si mesma.
A violência moral ocorre por meio de humilhações, xingamentos, acusações e ofensas que atingem sua dignidade. Já a violência patrimonial envolve o controle do dinheiro, retenção de documentos, destruição de bens ou qualquer atitude que limite sua autonomia financeira.
A violência sexual, por sua vez, acontece sempre que há imposição ou constrangimento para a prática de atos sexuais sem consentimento, inclusive dentro do casamento ou de relacionamentos afetivos.
Muitas dessas situações acabam sendo naturalizadas no cotidiano e nem sempre são reconhecidas como violência pelas próprias vítimas.
Essa realidade também foi identificada no relatório Rota Crítica da Violência Doméstica no Poder Judiciário Brasileiro, elaborado pelo CNJ. O estudo revelou que a violência psicológica é a forma mais recorrente entre as mulheres ouvidas, seguida pela violência moral, física, patrimonial e sexual. Outro dado que chama a atenção é que grande parte das vítimas não procura apoio institucional, demonstrando que o medo, a insegurança e a dificuldade em romper o ciclo da violência ainda são barreiras importantes.
Acolhimento especializado e atendimento humanizado
O Espaço Thays Machado foi estruturado justamente para oferecer um ambiente seguro, reservado e acolhedor para mulheres que estejam vivenciando qualquer uma dessas formas de violência.
O atendimento é realizado por equipe multidisciplinar composta exclusivamente por mulheres e inclui acolhimento humanizado, orientação jurídica, acompanhamento psicológico, atendimento psiquiátrico e articulação com a rede de proteção.
Além disso, quando necessário o Núcleo também promove encaminhamentos para registro de boletim de ocorrência, solicitação de medidas protetivas e adoção de ações institucionais de segurança em parceria com a Coordenadoria Militar do Tribunal de Justiça.
Cada atendimento é realizado de forma individualizada, respeitando a vontade, o tempo e as necessidades de cada mulher. O objetivo não é apenas orientar sobre direitos, mas oferecer suporte para que a vítima possa fortalecer sua autonomia e tomar decisões de forma segura.
Saiba onde buscar apoio

O Núcleo de Atendimento às Magistradas e Servidoras Vítimas de Violência Doméstica – Espaço Thays Machado funciona no segundo andar do prédio principal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em Cuiabá, e realiza atendimentos presenciais e por videoconferência, sempre com discrição, sigilo e acolhimento humanizado.
Horário de atendimento: das 8h às 12h.
Contatos:
📞 (65) 3617-3038
📲 (65) 99267-6382

Autor: Vitória Maria Sena

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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