MATO GROSSO

Sejus e parceiros já qualificaram 1.622 reeducandos de MT em cursos profissionalizantes em 2025

Publicado em

A qualificação profissional de pessoas privadas de liberdade é fundamental no processo de ressocialização promovido pelo Sistema Penitenciário de Mato Grosso. Entre janeiro e setembro deste ano, 1.622 homens e mulheres passaram por cursos de qualificação nas unidades prisionais do Estado.

Os cursos foram ministrados por parceiros, como o Senai, o Senac-MT e o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), e contaram com o incentivo do programa SER Família Capacita, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), reforçando a articulação entre o governo e instituições de ensino profissionalizante para dar oportunidades de reinserção social também às pessoas privadas de liberdade.

Essa iniciativa, direcionada aos reeducandos do regime fechado, tem foco em fornecer habilidades para a reinserção produtiva na sociedade, oferecendo novas perspectivas de vida e reduzindo a reincidência criminal. A qualificação profissional, ao promover o trabalho digno e a formação, é considerada uma peça-chave para a transformação social dos indivíduos custodiados.

“Os dados demonstram o compromisso do Estado em ofertar oportunidades para que homens e mulheres que hoje estão cumprindo suas penas possam desenvolver novas habilidades e buscar uma oportunidade quando saírem da prisão. E isso só foi possível graças à parceria robusta com instituições de excelência e ao incentivo de programas como o SER Família Capacita”, pontuou o secretário de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato.

Leia Também:  Secretaria de Justiça recebe 12 veículos para reforçar atuação da administração penitenciária

Um dos exemplos da qualificação profissional empregada em atividades laborais dentro do Sistema Prisional está na padaria-escola da Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, onde o grupo de presos que trabalha no local participa, continuamente, de cursos profissionalizantes, desde a produção de pães de diversos tipos até a confecção de bolos e doces e técnicas de confeitaria. Promovidos pelo Senac-MT, os cursos ensinam a produção e também noções de empreendedorismo.

A pedagoga da penitenciária, Creuza Rosa Ribeiro, explica que a padaria é um espaço não apenas de produção de alimentos, mas de conhecimento que é multiplicado entre os reeducandos. “Todos os trabalhadores já passaram por diversos cursos de qualificação, como panificação, confeitaria, produção de panetones, doces e, o mais recente, foi de bolos e tortas gourmet. É um espaço onde a mágica acontece, e o nosso pão de cada dia é a obra principal desse grupo”, ressalta a professora.

Na padaria-escola, são produzidos também os lanches para os reeducandos que estudam na unidade e do projeto Agente Mirim, além de atender à demanda dos parceiros da unidade prisional.

Entre o número geral de reeducandos que passaram por qualificações neste ano, 534 são mulheres. Os cursos profissionalizantes vão de assistente administrativo, assistente de recursos humanos, eletricista, construção de alvenaria, pintura predial, assentador de cerâmica, avicultura de corte, instalação de ar-condicionado, corte e costura a qualificações na área de alimentação, como panificação, confeitaria, hamburgueria artesanal, hidroponia, olericultura e beneficiamento de pescado.

Leia Também:  Sema já atendeu mais de 50 acidentes com produtos perigosos neste ano

Na unidade feminina de Nortelândia, os cursos de artesanato, pintura em tela, confeitaria e cozinha industrial transformaram a realidade de um grupo de reeducandas. Hoje, as técnicas estão mais aprimoradas, e a direção da unidade prisional investe em qualificação e, com o auxílio de parceiros, adquire materiais para que as mulheres possam, cada vez mais, investir na confecção de telas e objetos decorativos e também na produção de bolos e doces que chamam a atenção de quem conhece o trabalho primoroso.

“Ao qualificar as pessoas privadas de liberdade, estamos devolvendo a chance de adquirir uma nova profissão e a oportunidade real de romper com o ciclo da criminalidade. A qualificação transforma o tempo de pena em tempo de aprendizado, garantindo que elas saiam da unidade prisional não apenas com a liberdade, mas com uma ferramenta de trabalho para construir um futuro honesto”, afirmou a secretária-adjunta de Administração Penitenciária, Hermínia Brito.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Published

on

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia Também:  Batalhão de Trânsito intensifica policiamento durante feriado prolongado de Páscoa

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia Também:  Veteranos e novatos mostram importância da 1ª Corrida Ser Família dos Anjos para a vida

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA