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Várzea Grande reforça vacinação após novo caso suspeito de sarampo

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Município segue com um caso sob investigação: trata-se de uma criança de 9 anos que apresentou febre, manchas avermelhadas na pele, tosse e coriza. Ela permanece em isolamento até a liberação do resultado da amostra

A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande informa que, dos seis casos suspeitos de sarampo registrados no Município, cinco já foram descartados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Apenas um segue em investigação: trata-se de uma criança de 9 anos que apresentou febre, exantema (manchas avermelhadas na pele), tosse e coriza no dia 29 de setembro. Ela permanece em isolamento até a liberação do resultado da amostra.

Segundo Alessandra Carreira, gerente de vigilância epidemiológica, “as equipes da Vigilância, juntamente com as equipes da Atenção Primária, realizam o bloqueio vacinal seletivo, que consiste em vacinar, de acordo com o cartão de vacinas, todas as pessoas que tiveram contato com a criança”, explica.

VACINAÇÃO DISPONÍVEL NAS UNIDADES – A vacina contra o sarampo está disponível gratuitamente nas unidades de saúde do Município. A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Segundo a nova determinação do Ministério da Saúde, é recomendado que crianças a partir dos seis meses até os 11 meses realizem a dose zero da vacina contra o sarampo e crianças a partir de 1 ano, adolescentes e adultos até 29 anos devem ter duas doses de tríplice viral, já adultos com idade de 30 a 59 anos precisam de uma dose. Em relação aos profissionais da saúde, estes precisam ter duas doses independente da faixa etária.

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ALERTA EM MATO GROSSO – O Estado já confirmou três casos de sarampo este ano. Os três no município de Primavera do Leste. Um dos casos é uma mulher de 27 anos, grávida, que perdeu o bebê após complicações da doença. Tanto ela quanto o filho de 4 anos haviam tido contato com pessoas infectadas durante uma viagem à Bolívia.

Diante do cenário, a Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande tem reforçado ações especiais de imunização. Nos dias 3 e 4 de outubro haverá vacinação no Várzea Grande Shopping, das 13h às 20h30. Já nos dias 8, 9 e 10, a imunização será no Aeroporto Marechal Rondon, das 8h às 16h, voltada especialmente para passageiros em trânsito.

COMPROMISSO COM A PREVENÇÃO – A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que a prioridade é impedir que o vírus entre no Município. “Estamos intensificando as ações, garantindo a busca ativa e ampliando a cobertura vacinal para proteger a população. A melhor forma de evitar o sarampo é estar com a vacinação em dia”, reforçou.

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Além da dose de tríplice viral, as unidades de saúde também oferecem todas as vacinas do calendário nacional.

SINTOMAS E COMPLICAÇÕES DO SARAMPO – O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida por vias respiratórias. Os sintomas mais comuns são febre alta, manchas avermelhadas pelo corpo, tosse persistente, coriza, conjuntivite e pequenas manchas brancas na mucosa da boca.

Em crianças, a doença pode provocar complicações como diarreia intensa, otite, pneumonia, desnutrição e, em casos mais graves, sequelas neurológicas. Já em adolescentes e adultos, o sarampo pode evoluir para quadros severos, como encefalite, infecções respiratórias graves e, em gestantes, trazer risco de parto prematuro e até aborto espontâneo.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Mordida de cachorro: saiba quando é necessário tomar vacina antirrábica

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Uma simples mordida ou arranhão de cachorro pode exigir atenção. Em casos de acidentes com animais domésticos ou de rua, o paciente deve procurar uma unidade de saúde para avaliação médica, já que existe o risco de transmissão da raiva, doença grave e quase sempre fatal após o aparecimento dos sintomas.

De acordo com a enfermeira da Vigilância em Saúde, Maria José Neves, a primeira medida após a mordida é lavar o local com água corrente e sabão em abundância, além de procurar atendimento médico o mais rápido possível.

ANIMAIS DOMÉSTICOS – Se o animal for domiciliado, saudável e puder ser acompanhado, a orientação é mantê-lo em observação por 10 dias. Durante esse período, é importante verificar se o cachorro apresenta mudanças bruscas de comportamento, como agressividade, salivação excessiva, dificuldade para engolir, medo da água, tendência a se esconder da claridade, paralisia ou sinais neurológicos.

Caso o animal permaneça saudável ao final dos 10 dias, normalmente não há necessidade de completar o esquema antirrábico. Porém, se o cachorro adoecer, morrer ou desaparecer nesse período, a pessoa deve retornar imediatamente ao serviço de saúde para iniciar ou complementar a vacinação.

ANIMAIS DE RUA – Nos casos envolvendo cães de rua ou animais desconhecidos, que não podem ser observados, a recomendação é iniciar a profilaxia antirrábica, conforme avaliação médica.

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O esquema vacinal geralmente é realizado em quatro doses, aplicadas nos dias 0 (dose inicial), 3, 7 e 14. Em situações consideradas graves, também pode ser necessário o uso do soro antirrábico.

Entre os casos considerados graves estão mordidas profundas, múltiplos ferimentos, lesões em mãos, pés, rosto e mucosas, além de ataques de animais silvestres ou morcegos.

SINTOMAS EM HUMANOS – Os primeiros sintomas da raiva em seres humanos podem incluir febre, dor de cabeça, mal-estar, fraqueza e sensação de formigamento ou dor no local da mordida. Com a evolução da doença, o paciente pode apresentar ansiedade, agitação, dificuldade para engolir, espasmos musculares, confusão mental e paralisia. Após o surgimento dos sintomas, a doença apresenta alta taxa de mortalidade.

CUIDADOS IMPORTANTES – Além da vacina contra a raiva, a equipe de saúde também avalia a necessidade de vacina antitetânica e uso de antibióticos, dependendo da gravidade do ferimento.

Maria José alerta que a raiva não tem cura e pode levar à morte caso o paciente desconsidere a importância de uma avaliação médica após mordedura de animal.

“Muitas vezes não levamos a sério a mordida de um cão ou gato, e isso pode resultar em algo muito grave se não tomarmos os cuidados necessários”, alerta a enfermeira.

A médica veterinária do Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG), Amanda Nunes, orienta a população a evitar contato com animais desconhecidos, principalmente cães e gatos em situação de rua, além de nunca tocar em morcegos ou animais silvestres.

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“É de suma importância que a população, principalmente crianças e pessoas curiosas, não toque em animais que não conhece, nem em animais de rua ou silvestres, como capivaras. Eles podem transmitir a raiva”, reforça.

ATENDIMENTO NO MUNICÍPIO – Em Várzea Grande, pacientes vítimas de mordidas podem buscar atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e no Hospital e Pronto-Socorro de Várzea Grande (HPSVG) para avaliação e encaminhamento da vacina antirrábica humana.

No município, a raiva animal está erradicada desde 2015. A equipe do CCZ segue monitorando a situação para manter Várzea Grande livre da doença.

A veterinária Amanda Nunes orienta que, em casos suspeitos ou para mais informações sobre a doença, a população pode entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses pelo WhatsApp (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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