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Programa Nosso Judiciário leva debate sobre bullying e cidadania a 250 alunos de Cuiabá

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Cerca de 250 alunos do Ensino Médio da Escola Estadual Salim Felício e da Escola Historiador Rubens de Mendonça, ambas de Cuiabá, vivenciaram nesta quinta-feira (2 de outubro) uma manhã de aprendizado e reflexão sobre cidadania, direitos e deveres, proporcionada pelo Programa Nosso Judiciário, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
O evento foi realizado na Escola Salim Felício, localizada no bairro Real Parque, e integrou a 160ª edição do Projeto Nosso Judiciário, que desde 2015 já alcançou 35.550 estudantes em todo o estado.
Durante a atividade, o servidor do Poder Judiciário Neif Feguri apresentou aos alunos temas como crimes virtuais, funcionamento dos Juizados Especiais, direitos e deveres do cidadão, além de compartilhar casos reais que despertaram a atenção dos adolescentes.
A programação incluiu também uma leitura guiada da cartilha “Como funcionam os Juizados Especiais”, elaborada por Feguri e pelo servidor Antônio Cegati, que explica de forma simples e didática como funciona a Justiça e como ela está acessível a todos.
Vozes da escola
A diretora Maria Denise Souza Carvalho, da Escola Salim Felício, ressaltou a importância do contato dos alunos com o Poder Judiciário, especialmente diante da realidade escolar. “Esse contato é muito importante, até porque é um assunto que todo mundo fala, aparece todo dia na TV, em reportagens, mas continua acontecendo. A gente precisa fazer mais ações como essa para que o bullying diminua, principalmente entre os alunos. Já tivemos casos de violência no início do ano, mas conseguimos conter. O problema é que o bullying continua, e isso prejudica muito, faz com que meninas não queiram vir para a escola. Estamos sempre atentos, temos mediadores, mas é essencial que os estudantes saibam os direitos que têm e onde buscar ajuda”, destacou.
Uma mulher sorridente em preto e branco posa entre três estudantes adolescentes, dois meninos e uma menina, todos vestindo camisetas azuis com a bandeira do Brasil. Cada um segura um folheto, e eles estão em um ambiente interno e iluminado de escolaPara os alunos, a visita foi um momento de descobertas e de conscientização. O estudante Eduardo Dias de Paula, 16 anos, do 2º ano, contou que aprendeu lições importantes sobre respeito e acesso à Justiça. “Eu achei a palestra perfeita. Muitos pensavam que a Justiça era paga, mas vimos que ela é gratuita e todos têm direito de recorrer. Já vi situações de bullying em sala, como quando chamavam uma colega de obesa, e agora sei que isso é errado. Hoje estou bem mais ciente disso”, disse.
A aluna Nicolly Cristina Martins Calixto, 16 anos, do 1º ano, também destacou a relevância do encontro. “Foi super necessário. Precisamos adquirir conhecimentos sobre bullying, sobre os juizados, as leis e os nossos direitos. Sofri bullying na infância por ser gordinha e sei o quanto isso machuca. É importante falarmos sobre isso e aprendermos que não é algo normal ou aceitável”.
Já o estudante Arthur Henrique Rodrigues Ramos, 16 anos, do 2º ano, viu na palestra uma oportunidade de reforçar seu sonho de seguir carreira no Direito. “Gostei muito porque acrescenta ao meu conhecimento. Quero ser advogado e já começo a entender mais sobre direitos e deveres. O que mais me chamou atenção foi o tema do bullying e também do cyberbullying, porque hoje em dia vivemos conectados e muitas vezes não percebemos os danos. Saber que temos responsabilidades e que a Justiça pode nos orientar é muito importante.”
Com essa edição, o Programa Nosso Judiciário reafirma seu papel de aproximar a Justiça da comunidade escolar, estimulando o protagonismo dos jovens e incentivando uma cultura de paz e respeito às leis.
Sobre o programa
Criado em 2015, o Programa Nosso Judiciário leva servidores e magistrados às escolas, comunidades e instituições diversas, promovendo palestras, rodas de conversa e distribuição de cartilhas educativas. Também recebe estudantes no Palácio da Justiça, em Cuiabá, para que conheçam de perto o funcionamento do sistema judicial.
Para agendar visitas, basta entrar em contato pelos telefones (65) 3617-3032 ou 3617-3516.

Autor: Flávia Borges

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Fotografo: Anderson Borges

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

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Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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