Tribunal de Justiça de MT

Grupo de Trabalho de Saúde Mental na Socioeducação realiza primeira reunião com parceiros

Publicado em

O Grupo de Trabalho Interinstitucional de Saúde Mental na Socioeducação realizou, nessa segunda-feira (1º de setembro), a sua primeira reunião, coordenada pela juíza Leilamar Rodrigues, coordenadora do eixo socioeducativo do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (GMF-TJMT).

Nesta primeira reunião do GT, a magistrada fez uma apresentação sobre o GMF, sobre o eixo socioeducativo, tratou sobre portarias, resoluções e leis que tratam sobre a política de atenção à saúde mental dos adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa, bem como as competências, finalidades e objetivos do grupo de trabalho, sempre destacando a importância do empenho e dedicação de cada ente que compõe a rede. “Nós trabalhamos de forma horizontal, em que todos os atores têm a mesma importância”, afirma Leilamar Rodrigues.

Juíza Leilamar de terno azul fala ao microfone em uma sala clara, gesticulando com a mão esquerda. À frente dela, pessoas acompanham atentamente, com parte de suas silhuetas desfocadas em primeiro plano.Além disso, a psicóloga da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Valério Vuolo, realizou uma dinâmica em grupo e uma palestra, em que abordou sobre a Rede de Atenção Psicossocial de Mato Grosso. Na oportunidade, os participantes do Grupo de Trabalho também puderam assistir a um vídeoarte com performances de dança e poesia de adolescentes internas no Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) feminino de Cuiabá.

“A saúde mental é um dos eixos que temos que trabalhar em relação aos adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa. É um eixo muito importante e um tema que já vimos trabalhando há bastante tempo. Hoje já temos uma portaria instituída pelo nosso supervisor, o desembargador Orlando Perri. E essa portaria determina que iniciemos os nossos trabalhos com o diagnóstico e também com o início do grupo de trabalho”, afirma a juíza Leilamar.

Leia Também:  Resultado da prova oral do concurso da magistratura será divulgado em sessão pública

Juíza Leilamar usa terno azul apresenta painel sobre saúde mental no socioeducativo, apontando para a projeçãoA magistrada informa que o Grupo de Trabalho Interinstitucional de Saúde Mental na Socioeducação é composto por todos os atores que estão relacionados com os acompanhamentos dos adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa e que tenham questões relacionadas à saúde mental para serem tratadas, a exemplo de sofrimento psíquico ou dependência química de entorpecentes legais ou ilegais. (Veja lista dos membros do GT ao final da matéria).

“No grupo de trabalho, além do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Secretaria de Justiça, que trabalha no sistema socioeducativo, tem também aquelas pessoas ligadas à saúde, à educação. Então, todos os temas que são trabalhados no GMF são trabalhados com a rede. O que é a rede? São todos esses atores pelos quais o adolescente vai passar, em algum momento do cumprimento da medida, se ele tiver algum problema com a saúde mental”, explica a juíza Leilamar Rodrigues.

defensor público Alison Costa Ourives é um homem de terno azul fala com microfone preso à lapela, em ambiente iluminado.Para o defensor público Alison Costa Ourives, que atua no Núcleo da Infância, a importância do Grupo de Trabalho está no fato de extrapolar o tratamento do adolescente apenas sob o ponto de vista do ato infracional. “Você tem todas as políticas públicas que devem ser trabalhadas, você trabalha saúde, você trabalha ação social, você não trabalha só o processo em si. A gente trabalha com laudos, trabalha com peritos, por isso que tem que ter todos esses braços, as políticas públicas para que a gente faça um trabalho melhor”, avalia.

Leia Também:  Plano de saúde é obrigado a custear tratamento de paciente com TEA em clínica particular

Confira os membros do Grupo de Trabalho Trabalho Interinstitucional de Saúde Mental na Socioeducação:

Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF)

Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ-TJMT)

Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPE/MT)

Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE)

Secretaria de Estado de Saúde (SES)

Secretaria de Estado de Justiça

Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc)

Secretaria de Estado de Educação (Seduc)

Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel)

Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag)

Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura (CEPET)

Conselho Estadual da Criança e do Adolescente (CEDCA)

Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas

Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso (CRP)

Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT)

Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT)

Centro Integrado de Assistência Psicossocial (CIAPS) – Capsi Curumim

União das Faculdades Católicas de Mato Grosso (UNIFACC)

Comissão Interinstitucional SINASE

Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá

Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão

Autor: Celly Silva

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Democracia radical e soberania: Márcia Tiburi é a convidada do programa Magistratura e Sociedade

Published

on

Cartaz digital do 35º episódio de

A necessidade de repensar os espaços de poder sob as lentes de gênero, raça e classe é o fio condutor da 35ª edição do programa Magistratura e Sociedade. O episódio traz uma entrevista aprofundada com a escritora e filósofa Márcia Tiburi, que debate o tema “A mulher na vida pública e na sociedade globalizada”.

Conduzido pelo juiz e professor de Filosofia Gonçalo de Antunes de Barros Neto — responsável pelo eixo Deontologia da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) —, o encontro promove uma reflexão sobre as estruturas que ainda moldam as instituições e o pensamento ocidental.

Questionada sobre o rótulo de “feminista radical”, Márcia Tiburi prefere se autodefinir como uma feminista dialógica e defende a urgência de uma democracia radical, onde a participação política seja efetivada por todos. Para ela, a sub-representação feminina nos Três Poderes ainda é uma realidade crítica. “Nós temos uma representação pífia das mulheres nos espaços parlamentares, enfim, no campo das decisões políticas, no Legislativo, no Executivo, e também, como você sabe, no Judiciário”, pontua.

A escritora analisa que o verdadeiro cerne da emancipação feminina e o maior embate contra o patriarcado residem na capacidade de autodeterminação. “O grande medo do patriarcado é que as mulheres se tornem sujeitos, ou seja, que elas se tornem autônomas, que elas se tornem iguais, que elas se tornem sujeitos de direitos, mas, sobretudo, que elas se tornem soberanas na decisão política. O que é soberania? É a decisão sobre a própria vida”, destaca a entrevistada.

Leia Também:  Descontos irregulares em benefício previdenciário geram indenização de R$ 5 mil

Durante o programa, a conversa avançou ainda para a urgência de uma releitura dos clássicos da filosofia, historicamente contada e protagonizada por homens brancos. Ao analisar a resistência da academia em pautar debates contemporâneos, a filósofa foi enfática. “Quem hoje em dia não usa perspectiva de gênero e raça para fazer suas análises, está falando em abstrato”.

Para ela, a reação exacerbada às pautas de igualdade reflete a crise de um modelo social que resiste em ceder espaço. “É de uma nova história que se constrói diante da extinção, mesmo de uma forma social, que se tornou ultrapassada, que está nos seus estertores, mas que reage, e que, justamente por isso, reage de uma maneira feroz à chegada desses outros corpos, dessas outras presenças, no espaço que, anteriormente, esse grupo, essa figura tinha construído para si.”

Apesar do cenário de enfrentamento e da persistência da violência de gênero, que Tiburi classifica como “geometricamente variável”, ela vislumbra um horizonte coletivo. “A gente precisa construir essa sociedade numa linha, num vetor feminista, e certamente isso vai ser bom, não apenas para as mulheres, […] mas certamente vai ser bom também para todos os homens”.

Leia Também:  Resultado da prova oral do concurso da magistratura será divulgado em sessão pública

Márcia Tiburi é graduada em Filosofia e em Artes Plásticas, com pós-doutorado pela Universidade de Campinas. Atualmente, é professora convidada da Universidade Paris 8, na França, colunista nas revistas Cult e Liberta, e autora de obras como Ninfa Morta e Uma História do Ódio às Mulheres.

O programa Magistratura e Sociedade, produzido pela Esmagis-MT com apoio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), busca fortalecer a formação humanística da magistratura, promovendo uma reflexão crítica sobre o papel social da Justiça e uma atuação judicial mais ética, equilibrada e humanizada.

Clique aqui para assistir o episódio completo.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA