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Cejusc passará a homologar acordos firmados pelo Procon

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Termo de Cooperação Técnica foi assinado nesta quinta-feira (29 de agosto)

Mais facilidade e mais agilidade na gestão de conflitos entre fornecedores e consumidores. Nesta quinta-feira (28 de agosto), às 13h30, no Paço Municipal, foi celebrado o Termo de Cooperação Técnica 006/20025, do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec).

O documento rege como se dará a parceria entre o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania da Comarca de Sorriso (Cejusc), a Prefeitura de Sorriso e o Procon, dado que, a partir de agora, os acordos firmados no órgão de defesa do consumidor poderão ser homologados pelo Tribunal de Justiça.

Coordenadora do Cejusc da Comarca de Sorriso, a juíza Paula Saide Casagrande, assim como a gestora do Centro Judiciário, Elaine Pandolfo Martini, assinaram o termo junto ao prefeito Alei Fernandes, o diretor-executivo do Procon, Michel Ferreira de Souza, e o procurador-geral do Município, Alex Sandro Monarin.

“Este processo integrado só traz benefícios, com uma segurança maior, dado que agora o acordo terá uma sentença homologatória que poderá ser executada”, contextualizada a magistrada.

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Por meio da parceria, o Procon se compromete a enviar ao Cejusc de Sorriso todos os processos físicos, com o termo das audiências com o acordo entre consumidor e fornecedor. A partir daí, cabe ao Cejusc homologar o acordo por meio do sistema de Processos Judiciais Eletrônicos (PJe), isento de custas. No prazo de 10 dias, os processos administrativos serão então devolvidos ao Procon.

“Sem dúvida é um avanço considerável na garantia dos direitos do consumidor, à medida que reforça a conciliação como o melhor caminho na gestão de conflitos”, destaca o diretor do Procon, agradecendo ao Poder Judiciário pela parceria, bem como à Administração Municipal pela iniciativa.

O prefeito Alei Fernandes também reforça a importância da parceria, que “não só soluciona problemas já existentes, mas serve igualmente como ferramenta de educação para uma prática comercial já alicerçada no Código de Defesa do Consumidor, o que traz benefícios a fornecedores e clientes, e, mais que isso, já estimula os empresários e buscarem a excelência no atendimento, evitando assim futuros problemas”.

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Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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