Uma comitiva da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais esteve na sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), em Cuiabá, na tarde desta quinta-feira (28.8), para conhecer o funcionamento do programa de videomonitoramento Vigia Mais MT, referência nacional pela integração tecnológica e eficiência na prevenção e resposta às ocorrências.
O objetivo da visita foi compreender as características do sistema mato-grossense e utilizá-lo como modelo para a implantação de um programa semelhante em Minas Gerais. Reconhecido nacionalmente, o Vigia Mais MT é considerado um marco no uso do videomonitoramento integrado como ferramenta estratégica de segurança pública.
Os visitantes foram recebidos pelo secretário-adjunto de Segurança, coronel PM Heverton Mourett; pelo secretário-adjunto de Administração Sistêmica, tenente-coronel Thiago Vinicius Pinheiro da Silva; e pelo superintendente do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), tenente-coronel PM Wangles dos Santos Lino.
De acordo com o coronel Mourett, a troca de experiências fortalece a integração entre os estados e evidencia a relevância dos investimentos realizados.
“É sempre uma satisfação receber parceiros importantes e mostrar o que temos de novidade. Também aprendemos com outros estados quando estão à frente em determinadas áreas. Esse intercâmbio é fundamental, pois os desafios na segurança são enormes, e nossa equipe técnica está sempre à disposição”, afirmou.
Para a chefe de gabinete do secretário da Sejusp-MG, Ana Luísa Silva Falcão, a experiência reforça o protagonismo de Mato Grosso no cenário nacional.
“Gostamos muito da equipe que apresentou o programa, muito comprometida com o projeto. É impressionante ver como o Vigia Mais MT já está em uma segunda fase e já projeta uma terceira. É importante aprender com os acertos, ajustes e avanços do processo. A visita foi muito produtiva”, destacou.
A comitiva mineira também ressaltou que já conhecia o programa por meio de reuniões e encontros de secretários de segurança, mas que a visita técnica permitiu aprofundar o entendimento sobre pontos práticos.
“Viemos conhecer de perto a parte técnica: contratação, licitação, qualidade das câmeras, manutenção e implantação do sistema. Esse contato direto é fundamental para estruturar nosso próprio modelo em Minas”, pontuou Ana Luísa.
A delegação foi composta por Ana Luísa Falcão, André Ranieri, Wagner Maia, Laudemir Martins e Marcos Milagres, da Sejusp-MG, além de Débora Dias e Thais Carolina, da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias de Minas Gerais.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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