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Curso do MPMT reforça atuação em favor das vítimas

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Com o objetivo de aprofundar o debate e qualificar a atuação institucional voltada à valorização da vítima no processo penal, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) deu início, nesta sexta-feira (01), ao curso de extensão “Proteção Integral das Vítimas”, promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT.Na abertura, o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, ressaltou a importância de iniciativas que fortaleçam o papel do Ministério Público na defesa dos direitos das vítimas. “Essa é uma bandeira que devemos sustentar diariamente. A maior pauta política do país é a segurança pública. Esses cursos refletem as demandas da sociedade, e o Ministério Público brasileiro precisa absorvê-las e atuar de forma efetiva na proteção dos interesses sociais e das vítimas.”O coordenador da Escola Institucional, procurador de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade, agradeceu o apoio da Procuradoria-Geral de Justiça à iniciativa e enfatizou a relevância da atuação integrada. “Essas capacitações são ferramentas essenciais para uma atuação mais consistente e fundamentada. ‘Proteção Integral das Vítimas’ é um tema atual e urgente, que exige total atenção e comprometimento do MP brasileiro.”A promotora de Justiça Marcelle Rodrigues da Costa e Faria, coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) de Defesa das Vítimas, Testemunhas e Colaboradores, destacou a importância da adesão à temática. “Colocar esse assunto no centro de nossas convicções é um passo fundamental para um Ministério Público verdadeiramente comprometido com a Justiça em todas as suas dimensões.”Já a promotora de Justiça auxiliar da Corregedoria, Alessandra Gonçalves da Silva Godoi, reforçou a necessidade desse novo olhar institucional. “Já passou da hora de nós, membros do Ministério Público brasileiro, voltarmos nossa atenção às vítimas. É preciso adotar uma postura comprometida e fazer o nosso melhor para que elas se sintam acolhidas.”O primeiro módulo, com o tema “Princípio da Ampla Defesa da Vítima”, foi ministrado pelo promotor de Justiça do MPMT Kledson Dionysio de Oliveira. Durante a palestra, ele abordou as recentes evoluções no ordenamento jurídico. “Temos observado, nos últimos anos, um processo claro de civilização do processo penal, com a incorporação de dispositivos do direito civil, visando garantir uma reparação mais efetiva dos danos.”A capacitação tem como propósito qualificar a atuação institucional na valorização da vítima no processo penal. Composta por 10 módulos mensais e carga horária total de 30 horas-aula, é destinada exclusivamente a membros do Ministério Público brasileiro. As aulas serão realizadas de forma virtual, das 8h às 11h (horário de Mato Grosso), por meio da plataforma Microsoft Teams.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Réu é condenado a 16 anos por tentativa de homicídio qualificado

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O Tribunal do Júri da Comarca de Diamantino (a 184 km de Cuiabá) condenou Alisson Rodrigues dos Santos a 16 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, por tentativa de homicídio qualificado. A sentença foi proferida nesta quinta-feira (11).O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria do crime, acolhendo as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.A promotora de Justiça Rhyzea Lucia Cavalcanti de Morais representou o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) durante o julgamento em plenário.O réu foi condenado por um crime cometido em 5 de dezembro de 2016. Na ocasião, ele invadiu a residência da vítima, Carlos Camargo, localizada no bairro Popino, em Diamantino. Conforme apurado nas investigações, a vítima dormia sozinha no imóvel quando foi surpreendida pelo agressor e por um comparsa não identificado.A vítima foi atingida por diversos golpes de arma branca, sofrendo lesões de extrema gravidade na região da cabeça, do tórax e dos membros. Em decorrência das agressões, houve a amputação traumática do punho e da mão esquerda do ofendido. Após a consumação dos ataques, os autores deixaram o local acreditando que a vítima já se encontrava morta, uma vez que havia perdido a consciência em razão da intensa violência empregada.Ainda de acordo com a denúncia, após recobrar os sentidos, a vítima conseguiu sair à rua para pedir socorro. Ela foi encaminhada para atendimento médico de urgência e permaneceu internada por aproximadamente três semanas em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).Na dosimetria da pena, foram considerados os maus antecedentes e a reincidência do réu, além das graves consequências do crime, que causaram debilidade permanente e incapacidade para o exercício das atividades habituais da vítima.A juíza presidente do Tribunal do Júri, Janaína Cristina de Almeida, negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade e determinou o cumprimento imediato da pena.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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