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Segurança da informação no setor público é tema de evento no TJMT

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Com o advento da internet e seus constantes avanços, a segurança da informação é uma preocupação de quem trabalha conectado o tempo todo. Para fortalecer as práticas de segurança digital no âmbito do Judiciário, nesta quarta-feira (30 de julho), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Coordenadoria de Tecnologia da Informação (CTI), realizou o workshop “Navegando os Desafios da Cibersegurança no Setor Público.” Realizado na Escola dos Servidores, o encontro reuniu gestores, servidores e equipes técnicas do TJMT, além de convidados de órgãos públicos como a Casa Civil da Presidência da República (escritório Cuiabá) e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema).

A ação integra a política institucional “Justiça Segura”, que busca ampliar a proteção de dados e sistemas do Judiciário mato-grossense. O encontro é parte das medidas de prevenção adotadas para enfrentar as novas ameaças no ambiente virtual e revisadas continuamente.

O elo humano e a Era da IA

A vice-diretora-geral do TJMT, Renata Bueno, sublinhou a cibersegurança como prioridade máxima para a instituição, uma entidade complexa com vastos dados. Ela enfatizou que, na cadeia de segurança, “o elo mais fraco são as pessoas, muitas vezes devido à desinformação”. Em um mundo cada vez mais moldado pela Inteligência Artificial, a necessidade de preparar usuários, servidores e magistrados para os riscos aumentou consideravelmente.

“A tecnologia nos dá amplitude, nos descortina um mundo de possibilidades, mas para desfrutá-la, temos que ter muita responsabilidade. E para termos responsabilidade nós precisamos conhecer. Aprender sobre o assunto é nossa responsabilidade não só no trabalho, mas em casa, com nossos filhos, netos, crianças de quatro anos acessando esse mundo. Um mundo que talvez não conheçamos”, afirmou Renata Bueno, que representou tanto o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, quanto o coordenador do Comitê Gestor de Segurança da Informação do Poder Judiciário de Mato Grosso, juiz-auxiliar da presidência do TJMT, Emerson Luís Pereira Cajango.

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A administração do TJMT, por meio de seu Comitê de Segurança da Informação, está focada em garantir que a tecnologia seja usada com responsabilidade, protegendo o ambiente digital, documentos e informações.

Colaboração importante e experiências compartilhadas

O workshop destacou a importância da colaboração com parceiros estratégicos, apresentando soluções tecnológicas de ponta já utilizadas pelo TJMT. Fellipe Ribeiro Silva Abib, consultor de projetos de Tecnologia da Informação da CTI, ressaltou o papel do Tribunal como uma “vitrine” para outras instituições, compartilhando experiências bem-sucedidas no uso de ferramentas que otimizam processos e garantem a proteção e visibilidade de aplicações como o PJe.

Visão abrangente da segurança digital

Especialistas das empresas parceiras do Poder Judiciário, Check Point, Red Hat, Trend Micro e Kaspersky, conduziram palestras que desmistificaram a cibersegurança, tornando o assunto acessível a todos, não apenas ao pessoal de TI.

Eduardo Oliveira, gerente de território da Check Point, e Pedro de Oliveira, engenheiro de segurança, abordaram princípios básicos de criptografia e o impacto crescente da Inteligência Artificial no cibercrime, além de suas implicações no mercado de trabalho. Eles destacaram o papel do firewall da Check Point na proteção do perímetro cibernético do Tribunal.

Pedro Barbosa, da Red Hat, enfatizou a importância da cultura de segurança, desmistificando a ideia de que a cibersegurança é uma preocupação exclusiva da TI. Ele reforçou a necessidade de colaboração entre todos os usuários de redes corporativas para uma postura proativa, indo além de simples orientações como “não clicar em links desconhecidos”. A Red Hat fornece a plataforma que suporta a maioria dos aplicativos do TJMT, incluindo o Processo Judicial Eletrônico (PJe).

Vanessa Mazone, gerente de contas da Trend Micro, e Thiago Guimarães, engenheiro de vendas, apresentaram a relevância da gestão estruturada de riscos e vulnerabilidades. Eles explicaram como a ferramenta de gestão de risco da Trend Micro, já utilizada pelo TJMT, oferece visibilidade dos ativos e ajuda a prever e mitigar incidentes cibernéticos, transformando dados técnicos em uma linguagem de negócio compreensível por toda a organização.

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Davidson de Souza Brito, engenheiro de vendas da Kaspersky, detalhou as soluções da empresa na conscientização do usuário, proteção de ‘endpoint’ (computadores e laptops, por exemplo) e inteligência de ameaças. Sua palestra focou em como os usuários podem se proteger e no gerenciamento de riscos baseado em ‘frameworks’ de cibersegurança, abordando políticas de segurança e a visibilidade completa sobre a infraestrutura do tribunal. A Kaspersky fornece a proteção de computadores para todas as comarcas e o Tribunal.

Conscientização e preparação contínua

O workshop reforçou orientações essenciais para a prevenção de ataques, como evitar o compartilhamento de senhas e ter atenção redobrada com links e mensagens suspeitas. A importância do evento foi corroborada pelos participantes.

Valtino de Oliveira Jesus, da TI do Fórum da capital, descreveu o workshop como um “divisor de águas”, valorizando a oportunidade de rever colegas e aprofundar a interação com a coordenação de TI, além de absorver novos enfoques na prevenção e na cultura de segurança.

Paro Junior, da TI da Sema, destacou a relevância de se manter atualizado sobre problemas críticos como o vazamento de informações e a necessidade de conhecer novos produtos e ideias para prevenção.

Mesmo para quem não é da área de TI, como Mara Roberta de Barros Curvo e Del Barco, técnica judiciária e recepcionista do Departamento de Saúde, o workshop se mostrou valioso. Ela enfatizou a importância de estar sempre atualizada no mundo conectado e afirmou que “a gente não pode ficar sem informação”, e que a busca por conhecimento é fundamental para se preparar no ambiente digital, tanto no trabalho quanto na vida pessoal.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Trabalho e capacitação abrem caminho para ressocialização de reeducandas em penitenciária feminina

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Foto que mostra o desembargador Orlando Perri, de camisa azul, conversando com reeducandas durante atividade de trabalho em uma linha de produção industrial.A rotina pesada do cárcere ganha novos contornos dentro da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Entre máquinas, bobinas e linhas de costura, mulheres privadas de liberdade encontram no trabalho uma chance concreta de reconstruir a própria história, ajudar as famílias e enxergar perspectivas além dos muros da prisão. A avaliação é do desembargador Orlando Perri, supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que visitou a unidade na quarta-feira (27) acompanhado de uma comitiva de autoridades.

Durante a visita, o magistrado conheceu os projetos de trabalho e capacitação profissional desenvolvidos dentro da penitenciária e conversou com internas que hoje atuam em linhas de produção instaladas no próprio presídio. “Quando as pessoas privadas de liberdade têm essa oportunidade, nós verificamos que elas agarram essa oportunidade como se fosse uma tábua de salvação. O trabalho é fundamental para a dignidade da pessoa, mas também para a ressocialização de quem cumpre pena”, afirmou Orlando Perri.

Segundo o desembargador, muitas das mulheres encarceradas nunca tiveram acesso ao mercado formal de trabalho antes da prisão e agora veem na capacitação uma possibilidade real de mudança de vida. “Essas pessoas, uma boa parte delas também nunca tiveram uma profissão, nunca tiveram oportunidade de trabalho. Aqui, elas desejam e anseiam ter essa oportunidade de aprender uma profissão e desenvolver essa profissão não apenas enquanto cumprem pena, mas também quando deixarem a unidade prisional”, destacou.

Perri também ressaltou que o Poder Judiciário atua para cobrar do Estado o cumprimento da Lei de Execução Penal, que prevê o trabalho como direito e dever da pessoa privada de liberdade. “O Judiciário trabalha no sentido de cobrar do Estado aquilo que está estabelecido em lei. A Lei de Execução Penal estabelece como dever do Estado e como direito do preso a oportunidade de trabalho”, completou.

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Reeducanda de uniforma verde e luva azul segura um plástico com uma mão e manuseia uma peça metálica com a outra.Empresas instaladas dentro da unidade

De acordo com a diretora da penitenciária, Keily Adriana Marques, atualmente duas empresas mantêm linhas de produção funcionando dentro da unidade prisional por meio de convênios com a Fundação Nova Chance.

Na empresa Trael, 16 mulheres trabalham na produção de bobinas para transformadores de energia. Já na Centroaço, cerca de 25 reeducandas atuam na fabricação de peças para transformadores e postes de energia. “Essas meninas são voluntárias. Elas passam por um processo seletivo com avaliação psicossocial feita pela equipe técnica da unidade e depois participam de entrevistas com o RH das empresas, como em qualquer emprego”, explicou a diretora.

As internas recebem salário, gratificações e ainda conseguem auxiliar financeiramente os familiares que estão fora da unidade prisional. “Além da remuneração, muitas são mães solos que ajudam no sustento das famílias. Elas também recebem remissão da pena e muitas estão aprendendo uma profissão pela primeira vez”, afirmou Keily.

Outra frente de ressocialização é a oficina de costura inaugurada recentemente dentro do presídio. Atualmente, 71 mulheres passam por capacitação, divididas em três turmas simultâneas. A expectativa é ampliar o projeto para cerca de 120 vagas.

Segundo a diretora, a oficina já possui contrato firmado para a confecção de 110 mil camisetas de uniformes da rede estadual de ensino. “Todos os postos de trabalho serão compostos pelas próprias costureiras daqui da unidade. Além do dever institucional, nós temos uma responsabilidade social de contribuir para que essas pessoas possam sair daqui melhores”, pontuou.

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Foto em plano aberto de um ateliê de costura, com máquinas de costura industriais e tecidos brancos compondo a imagem. “Aqui o tempo passa voando”

Para as reeducandas, o trabalho representa mais do que remuneração. Significa esperança, dignidade e perspectiva de recomeço.

Há quatro anos na unidade, a interna D.M.S contou que decidiu participar do projeto porque enxergou uma oportunidade de ajudar a família e reduzir o tempo de pena. “Aqui passa voando. Lá dentro é uma semana fazendo nada. Aqui a gente ganha remissão, ganha escala, é muito bom”, relatou.

Ela acredita que a experiência poderá abrir portas quando conquistar a liberdade. “Eu ainda quero tentar continuar na empresa lá fora. Vai ajudar muito porque a gente sai daqui com uma mão na frente e outra atrás”, disse.

A reeducanda I.F.C, presa há dois anos, também afirma que o trabalho mudou sua perspectiva de vida. “Eu achei uma melhoria. A gente não trabalhou lá fora e agora está tendo uma oportunidade que vou levar para a minha vida inteira”, afirmou.

Segundo ela, além de ajudar financeiramente os familiares, o trabalho trouxe esperança para o futuro. “Quando eu sair daqui, vou tentar continuar trabalhando. Estou feliz com a oportunidade”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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