AGRONEGÓCIO

Agronegócio amplia presença em conselho estratégico do governo

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O setor agropecuário ganhará mais espaço nas discussões sobre o futuro econômico do país a partir da próxima semana. O Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, conhecido como “Conselhão”, receberá novos representantes ligados ao agronegócio em sua composição, que conta com cerca de 200 integrantes e funciona como um órgão consultivo do governo federal.

O colegiado tem a missão de assessorar a Presidência da República em temas estratégicos, reunindo diferentes setores da sociedade civil, do empresariado e do meio acadêmico para debater soluções de longo prazo. Suas reuniões servem como um espaço de diálogo e formulação de propostas em áreas como desenvolvimento sustentável, transição energética, uso da terra e políticas de inclusão produtiva.

A entrada de novos integrantes ligados ao agro ocorre em um momento em que o governo busca estreitar laços com o setor, historicamente um dos motores da economia brasileira, mas que mantém distância do atual ciclo político.

Os novos conselheiros terão mandato até 2027 e devem levar pautas como a recuperação de terras degradadas, a ampliação do seguro rural, a criação de um fundo para catástrofes climáticas e a securitização de dívidas de produtores afetados por eventos extremos.

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A expectativa é que a participação mais ativa do segmento ajude a embasar políticas públicas e acordos comerciais, além de fortalecer a agenda de práticas sustentáveis no campo. O conselho já discute, por exemplo, a formação de um grupo de trabalho para tratar do reaproveitamento de áreas improdutivas, de forma a ampliar a produção sem necessidade de desmatamento.

Com a nova configuração, o “Conselhão” reforça seu papel de ponte entre governo e sociedade, abrindo espaço para que diferentes setores apresentem suas demandas e contribuam para decisões que impactam a economia e o meio ambiente nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Cavalo é vendido por R$ 88 milhões em leilão de Nazário

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O cavalo Inferno Sixty Six entrou para a lista dos animais mais valorizados da equinocultura brasileira após atingir avaliação de R$ 88 milhões durante um leilão realizado em Nazário, município localizado a cerca de 70 quilômetros de Goiânia. A negociação ocorreu durante a 5ª edição do JBJ Ranch & Família Quartista Weekend e reforçou o avanço de um mercado que vem movimentando cifras cada vez maiores dentro do agronegócio nacional.

A valorização ocorreu após a venda de 50% das cotas do garanhão por R$ 44 milhões. O acordo, fechado entre criatórios e investidores ligados ao segmento de genética equina, prevê pagamento parcelado em 55 vezes de R$ 800 mil. Com isso, o animal passou a figurar entre os mais caros já negociados no país.

O valor elevado reflete um movimento que vem transformando o mercado de cavalos esportivos no Brasil. Mais do que patrimônio rural ou símbolo de status, animais de genética superior passaram a ser tratados como ativos de alto valor econômico, capazes de gerar receitas contínuas por meio da comercialização de sêmen, embriões, coberturas e descendentes destinados às competições.

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Inferno Sixty Six é considerado um dos principais reprodutores da modalidade Rédeas, uma das categorias mais valorizadas do cavalo Quarto de Milha. Nascido em 2012, o garanhão reúne linhagens tradicionais da raça e já acumula mais de US$ 200 mil em premiações nas pistas norte-americanas. Seus filhos ultrapassam US$ 5 milhões em ganhos em provas internacionais, indicador que pesa diretamente na formação de valor desses animais.

O crescimento desse segmento acompanha a expansão da indústria do cavalo no Brasil. Dados da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha mostram que a raça lidera o número de registros no país e sustenta boa parte das negociações envolvendo genética esportiva. O Brasil possui um dos maiores plantéis de Quarto de Milha do mundo, impulsionado principalmente pelas provas de Rédeas, Três Tambores e Laço.

A cadeia econômica ligada ao cavalo também ganhou relevância dentro do agro. Levantamentos do setor apontam que a equinocultura brasileira movimenta dezenas de bilhões de reais por ano, considerando criação, eventos, genética, nutrição animal, medicamentos, transporte, leilões e atividades esportivas. Além do impacto econômico direto, o segmento gera milhares de empregos e atrai investimentos cada vez maiores de produtores rurais e empresários.

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O próprio leilão em Goiás dá dimensão desse avanço. Segundo os organizadores, o evento movimentou aproximadamente R$ 257 milhões em apenas três dias, resultado que mais que dobrou o volume financeiro da edição anterior. Foram negociados animais, coberturas, embriões e cotas de reprodutores considerados estratégicos para o mercado internacional da raça.

A valorização dos cavalos de elite também acompanha a crescente profissionalização do setor. Hoje, avaliações genéticas, desempenho esportivo, fertilidade e histórico de produção passaram a ter peso semelhante ao de indicadores financeiros usados em outros segmentos do agronegócio.

Em meio à busca por genética de alta performance, o mercado brasileiro de cavalos esportivos se consolida como um dos mais dinâmicos do agro nacional e negócios como o de Inferno Sixty Six mostram que o setor já opera em um patamar bilionário.

Fonte: Pensar Agro

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