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Seplag abre inscrições para 3° edição do programa Acelera Gov MT

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A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), por meio do Sistema Central de Inovação em Práticas Públicas (Sinova), está com as inscrições abertas para a 3ª edição do Acelera GovMT. A iniciativa é realizada em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-MT) para impulsionar iniciativas intraempreendedoras na administração pública estadual.

Os interessados podem se inscrever até o dia 15 de agosto por meio deste link. Serão selecionadas 20 equipes, que irão desenvolver projetos inovadores impactando positivamente no funcionamento dos serviços prestados à sociedade.

Segundo o secretário da Seplag, Basílio Bezerra, a proposta é valorizar os servidores e criar um ambiente propício para o surgimento de soluções inovadoras. “O governo está oferecendo uma excelente oportunidade para que os servidores coloquem suas ideias em prática, valorizando cada uma delas e possibilitando a alavancagem de seus projetos. É uma forma de consolidar essas iniciativas e gerar impactos positivos na gestão pública”, afirmou o secretário.

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Cada equipe deve ter de dois a cinco participantes. Podem participar servidores civis e militares, comissionados, contratados, estagiários, residentes técnicos, empregados públicos do Poder Executivo de Mato Grosso.

O superintendente de Governança para Resultados, Eficiência e Inovação da Seplag, Washington da Silva, reforça que o objetivo é despertar o protagonismo dos servidores.

“O Acelera Gov é uma forma de reconhecer e valorizar o talento dos servidores. É um incentivo que mostra que o governo acredita no seu potencial de liderança e na capacidade de desenvolver ideias inovadoras que podem transformar a administração pública”, explica o superintendente.

Vencedor da segunda edição, que ocorreu neste ano, com o projeto “Descomplica IA”, o superintendente de Inteligência Tecnológica, Anderson Luís de Campos Barbosa, destacou o quanto o programa agregou para ele e sua equipe.

“Já tínhamos a ideia do projeto ‘Descomplica IA’, mas o programa nos ajudou a amadurecer e validar o escopo. Descobrimos uma nova direção e aplicamos esse aprendizado em outros projetos de TI. O mais importante foi adquirir uma visão nova sobre inovação para entregar serviços mais eficazes e com valor agregado. O Acelera nos ensinou a pensar diferente e melhorar continuamente. Foi uma experiência muito enriquecedora”, finaliza o superintendente.

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Lançamento

O lançamento será em 5 de agosto, às 9h, no auditório da Procuradoria Geral do Estado (PGE), com a palestra do professor e escritor Marcelo de Elias sobre “Inovação, Mudanças e Futuro: como ser protagonista de um novo amanhã!”. Faça sua inscrição para a palestra de lançamento aqui.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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