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Produção nacional de feijão alcança novo recorde: 3,5 milhões de toneladas

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O Brasil deve fechar o ano com uma produção de feijão superior a 3,5 milhões de toneladas, resultado que reafirma a importância do grão para a alimentação e economia do país. Entre os estados produtores, o Paraná segue na liderança, com uma safra recorde de 864,6 mil toneladas em 2025, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral).

A produção paranaense é responsável por cerca de 25% do total nacional, impulsionada especialmente pelo bom desempenho das duas primeiras safras do ano. A segunda safra do estado foi concluída com 526,6 mil toneladas, enquanto a primeira atingiu 226 mil toneladas, crescimento de 102% em relação ao ano anterior.

Outros grandes produtores nacionais incluem Minas Gerais, Bahia, Goiás e São Paulo, que juntos respondem por mais da metade da produção brasileira. A diversidade climática e regional permite ao país colher feijão praticamente durante o ano todo, dividindo a produção em três safras principais.

Apesar do aumento na oferta, o preço da saca do feijão tem apresentado queda significativa. Atualmente, a cotação média gira em torno de R$ 121 para o feijão preto, valor 44% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado. A maior disponibilidade do produto no mercado é apontada como a principal causa para essa redução, o que pode influenciar a decisão dos produtores sobre a área plantada para a próxima safra.

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Além do feijão, o Paraná destaca-se no milho, com colheita avançada da segunda safra em 29% da área, embora o impacto de geadas recentes tenha comprometido a qualidade em algumas regiões. Na pecuária, o mercado enfrenta desafios, como a pressão nos preços da arroba bovina devido a tarifas externas e a busca por novos mercados para os suínos, segmento em que o estado lidera as exportações nacionais.

O cenário do mel também merece atenção, com o Paraná consolidando-se como terceiro maior exportador nacional, apesar dos desafios climáticos e comerciais que o setor enfrenta.

Com essa diversidade produtiva e desafios de mercado, o Brasil mantém o feijão como alimento básico e estratégico, essencial para a segurança alimentar e o sustento de milhares de famílias produtoras.

Fonte: Pensar Agro

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Cachaça artesanal busca posicionamento premium

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Viçosa (cerca de 227 km da capital Belo Horizonte), em Minas Gerais, vai sediar nos dias 22 e 23 deste mês a 96ª Semana do Fazendeiro. Realizada na Universidade Federal de Viçosa (UFV), o Sistema Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Sistema Faemg) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) promoverão uma imersão técnica voltada para a inserção do destilado no mercado de coquetelaria profissional.

O objetivo da capacitação é mover a cachaça de alambique para além da tradicional caipirinha, posicionando-a como um destilado premium. Em um mercado brasileiro cada vez mais exigente, o consumidor busca experiências que unem a tradição do campo à sofisticação urbana. Para o produtor rural, essa mudança de comportamento representa uma oportunidade estratégica: a diversificação das atividades e a criação de novas receitas através do turismo rural, da gastronomia e da venda direta para estabelecimentos que buscam produtos exclusivos.

A iniciativa aborda a “premiumização” da bebida nacional. O treinamento técnico capacitará produtores e empreendedores a entenderem as tendências de consumo e o potencial comercial da cachaça quando inserida em drinks sofisticados. Ao dominar técnicas de coquetelaria e harmonização, o produtor encurta a cadeia de comercialização, retendo maior margem de lucro dentro da propriedade e fortalecendo a marca do alambique frente à concorrência de destilados importados.

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A ação integra o calendário do Sistema Faemg Senar de fomento ao agronegócio mineiro, reforçando que a inovação no setor de bebidas é fundamental para garantir a competitividade e a sustentabilidade econômica das pequenas e médias propriedades rurais.

Serviço: Imersão Cachaça no Preparo de Drinks — Lucro, Experiência e Mercado

  • Data: 22 e 23 de julho de 2026.

  • Horário: Das 9h30 às 18h.

  • Local: Carreta Agro pelo Brasil (estacionada na UFV durante a 96ª Semana do Fazendeiro).

Fonte: Pensar Agro

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