A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre, na manhã desta quinta-feira (17.7), nove ordens judiciais, entre mandados de prisão e busca e apreensão, na Operação Fake Broker, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte, para apurar crime de fraude eletrônica cometido por meio de uma plataforma da internet.
As ordens judiciais foram expedidas pela 11ª Vara Criminal da Comarca de Natal (RN) com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), da Polícia Civil do Rio Grande do Norte.
Em Mato Grosso, policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) cumprem quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão, todos com alvos em Cuiabá. Na operação também são cumpridos mandados no estado de Santa Catarina.
As investigações iniciaram a partir da denúncia de um golpe envolvendo um anúncio de veículo em uma plataforma de e-commerce, em que a vítima relatou ter transferido valores financeiros acreditando tratar-se de uma transação legítima, porém posteriormente descobriu que se tratava de uma fraude.
O esquema, caracterizado por sua sofisticação, envolvia o uso de contas bancárias e dispositivos de comunicação digital para mascarar a identidade dos autores. Durante o curso da investigação, foram identificados possíveis envolvidos, bem como o modo de ação empregado para enganar as vítimas e ocultar os lucros obtidos.
As investigações apontaram que os autores se valiam de anúncios reais e republicaram anúncios fraudulentos em plataformas digitais, oferecendo veículos de terceiros a preços atrativos. Após atrair as vítimas, mantinham contato via WhatsApp para negociar as condições de compra, enviando comprovantes falsos e requisitando transferências para contas bancárias vinculadas ao esquema.
As contas e dispositivos utilizados apresentavam um padrão de criação recente, indicando planejamento prévio e intenção de dificultar o rastreamento.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, entre os dias 8 e 12 de junho, a primeira fase da Operação Incarceratus de 2026, que resultou no cumprimento de 19 mandados de prisão preventiva contra investigados por diversos crimes. A ação reforça o trabalho de repressão qualificada e combate à atuação de criminosos no Estado.
A operação, realizada com base em levantamentos realizados pela Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol) ocorreu dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE) e da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, resultando no cumprimento de mandados de prisão contra criminosos que já se encontram no sistema prisional.
Entre os alvos estão criminosos, que embora já sentenciados, possuem novas ordens de prisão decretadas por crimes graves como homicídio, infanticídio, roubo, associação criminosa, estupro de vulnerável, tráfico de drogas e estelionato.
A estratégia impede que detentos prestes a receber liberdade condicional ou progressão de regime retornem às ruas caso possuam pendências judiciais em outros processos. A delegada titular da Polinter, Sílvia Pauluzi de Siqueira, ressaltou que o levantamento minucioso das equipes permitiu identificar as ordens judiciais em aberto.
“Os policiais civis dedicaram por semanas com foco na identificação dos mandados contra criminosos que praticaram os mais variados delitos e que estão prestes a receber a liberdade condicional, mas que respondem a outros processos e tiveram novas prisões decretadas”, explicou a delegada.
Inteligência e Colaboração
O trabalho de investigação foi realizado em parceria com as Diretorias de Inteligência, Metropolitana e do Interior, reforçando a importância da atribuição estadual da Polinter no cumprimento dessas ordens judiciais, que visam o fortalecimento da segurança pública.
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