Várzea Grande

Entrega de títulos definitivos de propriedade muda a vida de famílias do 8 de Março

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Parceria entre poderes possibilitou a realização de um antigo sonho. O reconhecimento da posse dos imóveis, de forma gratuita – custo zero aos moradores – prova que quando há vontade política e articulação, Ações públicas impactam positivamente na rotina da população. Mais 15 bairros serão beneficiados em Várzea Grande

Mais de duas décadas de espera chegaram ao fim para 287 famílias do Residencial 8 de Março, em Várzea Grande, que receberam gratuitamente seus títulos definitivos de propriedade na noite de ontem (16). A entrega representa investimentos públicos em regularização fundiária, fruto de uma parceria entre a Prefeitura Municipal, o governo de Mato Grosso, por meio do Intermat, sa Assembleia Legislativa e do Poder Judiciário.

Ao todo, 444 imóveis do bairro foram regularizados. Os 157 títulos restantes, todos repassados pela Corregedoria-Geral de Justiça há cerca de um mês, serão entregues, nos próximos dias, aos legítimos proprietários após identificação de proprietários e checagem de documentos.

Durante a cerimônia, a prefeita Flávia Moretti (PL) destacou o marco histórico da regularização e exaltou a união de esforços institucionais para concretizar um sonho antigo da população. “Hoje é o começo de uma nova história. São 20 anos de espera por um direito que finalmente se concretiza. Agradeço ao governador Mauro Mendes, o apoio da Assembleia Legislativa e do Judiciário. Sem essa parceria, nada disso seria possível”, disse.

A prefeita anunciou ainda que mais 15 bairros já estão mapeados para serem regularizados em Várzea Grande com escritura definitiva. A chefe do Executivo Municipal também agradeceu ao deputado estadual Eduardo Botelho (União) a emenda de R$ 17 milhões que beneficiará outros 15 mil imóveis na cidade e reafirmou mais recursos que serão trazidos pela deputada federal Coronel Fernanda (PL) também para regularização fundiária da cidade.

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Para o governador Mauro Mendes (União), a ação reforça o compromisso social do Estado: “Entregar o título é reconhecer um direito e dar dignidade. É um documento com valor legal, registrado em cartório e que não custa nada para o cidadão. Já são mais de 21 mil títulos entregues em Mato Grosso, e vamos avançar ainda mais com o apoio das prefeituras”.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), enfatizou que a regularização fundiária tem impacto direto na economia local. “O título transforma a vida das pessoas. Abre portas para financiamento, gera segurança jurídica e aumenta a arrecadação do município com IPTU e ITBI. Foram R$ 17 milhões investidos pela ALMT, e só em Várzea Grande mais de 15 mil imóveis serão regularizados”.

Representando o Judiciário, o juiz diretor do Fórum de Várzea Grande, Hugo Freitas, frisou o simbolismo do documento. “Esse título é mais que uma escritura, é um símbolo de pertencimento. Agora os moradores do 8 de Março fazem parte, de forma plena e legal, do Município ao qual sempre contribuíram”.

PARCEIRIA EXEMPLAR – O presidente do Intermat, Francisco Serafim, classificou a Prefeitura como “parceira exemplar” na condução das ações, e o presidente da Câmara Municipal, vereador Wanderley Cerqueira (MDB), destacou o empenho da prefeita Flávia Moretti na conquista de títulos definitivos para 15 mil famílias. Os deputados estaduais Fábio Tardin (PSB), Paulo Araújo (Progressista) e diversos vereadores e secretários municipais também estiveram presentes no ato.

O VALOR DE UM TÍTULO DEFINITIVO – Os títulos de propriedade entregues no Residencial 8 de Março mudaram vidas. Por trás de cada escritura, há histórias de superação, esperança e pertencimento.

“É uma bênção, praticamente. Um sonho, na verdade”. Moradora há 15 anos do bairro, Andréa Silvana dos Santos Brasil, celebrou o momento com emoção. “Moro aqui há muito tempo, é um lugar bom, bem localizado. E agora, com o documento no meu nome, é uma alegria muito grande. A gente esperou tanto por isso”, disse.

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“Só Deus e quem me ajudou sabem o que isso significa pra mim”. Com 71 anos e enfrentando um câncer, Marli Criado Martins cria sozinha dois netos após perder o filho e a nora para a Covid-19. Após 20 anos de espera, ela recebeu o título definitivo da casa onde mora. “Eu não tinha onde morar. Essa casa foi uma bênção. E agora o documento está no meu nome, posso deixar algo seguro para meus netos”.

“Nunca é tarde para ter o que é de direito”. Aos 85 anos, o aposentado Pedro Ferreira de Matos, morador há 17 anos do residencial, afirmou com firmeza: “Agora tenho certeza de que tudo que construí aqui é realmente meu. Esse documento traz paz para mim e para minha esposa”.

Diante de relatos tão marcantes, a secretária de Desenvolvimento Urbano e Regularização Fundiária e Habitação, Manoela Rondon, reforçou o compromisso da gestão com a transformação social por meio da regularização fundiária. “A prefeita Flávia Moretti quer que avancemos com planejamento, responsabilidade técnica e parceria institucional, para Várzea Grande ter reurbanização. Nossa meta é clara: garantir que cada cidadão viva em um imóvel legalizado, com todos os seus direitos reconhecidos”.

“Como vimos hoje aqui, todas essas pessoas presentes, a entrega dos títulos representa não apenas segurança jurídica e valorização dos imóveis, mas também dignidade, autonomia e paz para quem lutou por décadas para conquistar o direito à moradia plena”, destacou a prefeita Flávia Moretti.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Prefeitura reforça proibição de queimadas e alerta para aplicação de multas em Várzea Grande

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Com o período de estiagem e o aumento do risco de incêndios, a Prefeitura de Várzea Grande reforça a orientação para que os moradores não utilizem fogo para limpar terrenos, eliminar lixo ou queimar vegetação. A prática é proibida no município e pode resultar em multa.

A orientação faz parte da campanha “VG Sem Queimadas”, realizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso. A iniciativa amplia as ações de prevenção, fiscalização e conscientização durante o período de maior risco de incêndios, entre agosto e outubro.

A Lei Municipal nº 4.515/2019 proíbe a realização de queimadas em vias públicas e dentro de imóveis públicos ou particulares, tanto na área urbana quanto na zona rural de Várzea Grande. O Decreto Federal nº 6.514/2008 também estabelece penalidades. O artigo 58-A prevê punição para quem provocar incêndio em floresta ou qualquer forma de vegetação nativa. Já o artigo 62, inciso XI, estabelece penalidade para quem queimar resíduos sólidos ou rejeitos a céu aberto ou em recipientes, instalações e equipamentos não licenciados para a atividade.

Quem colocar fogo pode ser multado

De acordo com a orientação jurídica, quem for flagrado colocando fogo poderá ser autuado mesmo que o terreno não seja de sua propriedade. Para a responsabilização, a fiscalização deve contar com o flagrante ou com provas concretas que demonstrem a autoria da queimada.

“O valor da multa varia conforme a natureza da infração. Nos casos de lixo, resíduos sólidos ou rejeitos queimados a céu aberto, a legislação federal prevê multas que podem variar de R$ 5 mil a R$ 50 milhões. Já nos casos de incêndio provocado em vegetação nativa, a multa prevista é de R$ 10 mil por hectare ou fração”, alerta o secretário da pasta, Ricardo Amorim.

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Proprietário também pode ser responsabilizado

O proprietário ou possuidor do imóvel também poderá ser responsabilizado quando a fiscalização constatar omissão na conservação do terreno ou falta de medidas para impedir ou conter a propagação do fogo.

“É necessário que seja identificada a relação entre a omissão e a ocorrência da queimada. Caso o proprietário demonstre que tomou providências para evitar ou combater o incêndio, essas informações deverão ser consideradas durante a fiscalização. Entre as medidas que podem comprovar a tentativa de prevenção ou combate estão o acionamento do Corpo de Bombeiros, o registro de boletim de ocorrência e a comunicação aos órgãos competentes”, explica o gestor.

A legislação municipal também prevê penalidade para quem deixar de prevenir ou impedir que terceiros realizem queimadas dentro de sua propriedade.

Prefeitura reforça estrutura de combate

Segundo o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, a parceria com o Corpo de Bombeiros prevê o reforço da estrutura de atendimento às ocorrências.

“O termo de cooperação técnica pode ser estendido até o início de novembro, caso a falta de chuvas persista. O Município disponibiliza três veículos para auxiliar as equipes do Corpo de Bombeiros nas ocorrências, sendo duas caminhonetes equipadas com bombas de jato de água e um caminhão-pipa com capacidade para 20 mil litros de água”, explicou.

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A campanha “VG Sem Queimadas” busca reduzir as ocorrências durante o período de estiagem e orientar a população sobre os riscos ambientais e as consequências legais da utilização do fogo.

“Orientamos ainda aos proprietários que mantenham os terrenos limpos e adotem medidas para evitar a propagação das chamas. Em caso de incêndio, a recomendação é acionar o Corpo de Bombeiros e comunicar os órgãos responsáveis. O cidadão autuado tem direito de apresentar defesa administrativa dentro dos prazos previstos em lei, com garantia do contraditório e da ampla defesa”, pontua Amorim.

Denúncias

As denúncias podem ser feitas pelo WhatsApp da Fiscalização Ambiental, pelo número (65) 98464-7809, inclusive com o envio da localização de possíveis focos de incêndio. As ocorrências também podem ser comunicadas diretamente ao Corpo de Bombeiros Militar, pelo 193, com atendimento 24 horas por meio do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP).

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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