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Seca atinge solo em até 40% das principais regiões agrícolas

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A umidade do solo permanece em níveis críticos em grande parte das principais regiões agrícolas do país, comprometendo o desenvolvimento da segunda safra, especialmente nas lavouras de milho, sorgo e algodão.

Dados atualizados da Agência Copernicus, programa europeu de observação da Terra, apontam que estados como Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e a região do Matopiba (formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) apresentam índices de umidade entre 0% e 40%, patamar considerado extremamente baixo para esta fase das culturas, especialmente o enchimento de grãos.

Segundo especialistas em meteorologia e manejo agrícola, essa condição pode gerar perdas significativas de produtividade nas lavouras plantadas mais tardiamente, além de elevar os custos de produção com irrigação, quando possível. A seca afeta sobretudo os sistemas de sequeiro, ainda predominantes em muitas regiões do Centro-Oeste e Nordeste.

Enquanto isso, áreas do Norte do país, como Roraima e Amapá, seguem com bom nível de umidade no solo, graças à atuação da Zona de Convergência Intertropical, que garante maior estabilidade hídrica na região.

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Produtores da costa leste do Nordeste, particularmente na faixa conhecida como Sealba (Sergipe, Alagoas e Bahia), também relatam boas condições de campo, com chuvas regulares nas últimas semanas. O mesmo vale para parte da Região Sul, onde, apesar de uma redução no volume de água disponível em relação ao início do inverno, os níveis de umidade ainda são satisfatórios para o avanço da safra.

A previsão do tempo indica que, nos próximos dias, o tempo firme continuará predominando no Centro-Oeste, no Matopiba e em boa parte do Sudeste, o que deve beneficiar o andamento da colheita, mas sem trazer alívio para a seca.

A previsão é de que a partir de amanhã (17.07) até o sábado (19) uma nova frente fria pode trazer chuvas pontuais para o Sul do país, especialmente no Paraná e no Rio Grande do Sul, mas com fraca influência sobre as áreas mais secas ao norte. Espírito Santo e leste de Minas Gerais poderão receber entre 10 e 15 milímetros, volumes baixos e de efeito limitado sobre a condição dos solos.

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Fonte: Pensar Agro

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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