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Cidadão pode registrar denúncias de crimes sem sair de casa pelo E-Denúncias SESP

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Você sabia que é possível denunciar crimes sem sair de casa? A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) disponibiliza o E-Denúncias Sesp, um serviço online em que o cidadão pode registrar denúncias relacionadas a mais de 14 tipos de crimes. Também é possível denunciar por meio dos telefones 197 ou 181. Em todos os casos, o anonimato é garantido.

Para efetuar a denúncia, seja pela internet ou por telefone, é importante fornecer informações detalhadas como: onde o crime ocorreu ou ocorrerá; quando ocorreu ou ocorrerá; quem são os envolvidos (suspeitos, autores e vítimas); e onde essas pessoas podem ser localizadas.

No site, podem ser registradas denúncias de crimes relacionados a facções criminosas, crimes ambientais, estelionato, foragidos da Justiça, homicídios, localização de pessoas desaparecidas, porte ou comércio ilegal de armas de fogo e munições, roubos e furtos, tráfico de drogas, violência contra a mulher e o idoso, vítimas de tráfico de pessoas, crimes eleitorais, corrupção, lavagem de capitais, entre outros.

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Especificamente para crimes ligados a facções criminosas, como extorsão, a Sesp mantém um número exclusivo para recebimento de denúncias: o 181.

O novo canal é exclusivo para este tipo de serviço, permitindo denúncias anônimas, com sigilo garantido. Este número foi criado como parte do programa Tolerância Zero contra as Facções Criminosas, lançado em novembro do ano passado. Também é possível fazer a mesma denúncia contra facções pela internet no ícone facções criminosas.

O secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp, coronel PM Fernando Augustinho, ressaltou que todas as denúncias recebidas são apuradas e encaminhadas às unidades responsáveis, conforme a natureza de cada caso.

“Todas as informações repassadas pelos denunciantes são analisadas e direcionadas à delegacia competente, além de serem compartilhadas com os setores de inteligência das forças de segurança”, destacou.

Somente neste ano ano, mais de seis mil denúncias foram recebidas. Ao longo do ano passado, foram 7.420.

Para casos de emergências, a Sesp orienta ligar diretamente ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp):

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Polícia Militar: 190
Corpo de Bombeiros: 193
Polícia Judiciária Civil: 197 – Se estiver em Cuiabá e Várzea Grande
Polícia Judiciária Civil: 181 – Se estiver em outras cidades de Mato Grosso
Polícia Judiciária Civil: (65) 3613-6981 – Se estiver em outro Estado
Secretaria de Mobilidade Urbana: 118
Guarda Municipal de Várzea Grande: 153
Polícia Rodoviária Federal: 191
Defesa Civil: 199

Fonte: Governo MT – MT

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Operação da Polícia Civil mira grupo que manipulava imagens de adolescentes e vendia como conteúdos pornográficos

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (27.5), a Operação Máxima Proteção, para cumprir três ordens judiciais em Juína, Sinop e Cacoal (RO), visando desarticular um grupo investigado pela produção, armazenamento e comercialização de conteúdos pornográficos ilícitos envolvendo manipulação digital de imagens de adolescentes.

A investigação conduzida pela Delegacia de Juína começou após a identificação de quatro adolescentes, alunos de uma escola particular do município, suspeitos de envolvimento no caso. Com o avanço das apurações, a Polícia Civil também identificou a participação de maiores de idade, o que levou à abertura de um inquérito para aprofundar as investigações.

Até o momento, aproximadamente 30 vítimas foram identificadas em Juína, a maioria adolescentes, estudantes de duas escolas particulares do município e também do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).

Segundo a investigação, os suspeitos usavam uma ferramenta de inteligência artificial para alterar e criar conteúdos falsos com aparência realista, dificultando a identificação da fraude.

Durante as diligências, os elementos técnicos demonstraram que os investigados produziam montagens pornográficas ilícitas utilizando imagens das vítimas, armazenavam os arquivos em dispositivos eletrônicos e serviços de nuvem, além de compartilharem os conteúdos com terceiros. A investigação apontou que as práticas ocorriam de forma reiterada e organizada, com divisão implícita de funções entre os envolvidos.

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As apurações indicam ainda que dois adolescentes, ambos de 15 anos, passaram a explorar economicamente os conteúdos produzidos, cobrando valores que variavam de R$ 30 por fotografia a até R$ 120 por vídeo.

Os extratos bancários analisados revelaram movimentações financeiras compatíveis com atividade ilícita, demonstrando recebimentos frequentes, diversidade de remetentes e compatibilidade com os valores negociados nas conversas obtidas durante a investigação.

A análise dos dados identificou compradores distribuídos em diversos estados da federação, incluindo Minas Gerais, Pará, Rondônia, Tocantins e Bahia, evidenciando o caráter interestadual da prática criminosa e aumentando a complexidade investigativa.

Também foi constatado que os suspeitos utilizavam perfis falsos em redes sociais, com identidades femininas fictícias, utilizados para divulgação dos conteúdos ilícitos, contato com compradores e simulação de legitimidade. O Facebook era a principal plataforma utilizada pelo grupo.

As investigações apontam que os envolvidos atuavam de forma minimamente organizada, com produção sistemática de conteúdo pornográfico ilícito, compartilhamento de ferramentas tecnológicas, divisão de tarefas e planejamento financeiro.

No estado de Rondônia, a operação teve como alvo um homem de 20 anos, investigado por participação nos fatos apurados. O mandado de busca e apreensão contra ele foi cumprido pela equipe de Juína, com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cacoal (RO), após levantamento do Núcleo de Inteligência (NI) do Núcleo de Inteligência da Delegacia de Cacoal.

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Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes previstos no Art. 241-C da Lei nº 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente), além de outros delitos eventualmente identificados no decorrer das investigações.

“A Operação Máxima Proteção reforça o compromisso da Polícia Civil com a proteção integral de crianças e adolescentes e destaca a importância da conscientização sobre os riscos e consequências do uso criminoso de ferramentas de manipulação digital”, afirmou o delegado Jean Andrade Araújo.

Fonte: Governo MT – MT

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