Várzea Grande

Várzea Grande teve participação histórica e se firma como novo destino turístico de Mato Grosso

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O espaço recebeu autoridades, empresários do setor, agentes de turismo de vários estados e até representantes de países como Peru, Paraguai, Chile, Argentina e Estados Unidos

A edição 2025 da FIT Pantanal (Feira Internacional de Turismo do Pantanal) teve um saldo extremamente positivo para Várzea Grande. Segundo avaliação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, a cidade — que participou pela primeira vez com estande próprio e protagonismo estratégico — apresentou ao Brasil e ao mundo seu potencial como destino turístico receptivo, cultural, gastronômico e rural.

Durante os quatro dias de feira, mais de 70 mil visitantes passaram pelo Centro de Eventos do Pantanal, muitos deles atraídos pelo estande de Várzea Grande, posicionado logo na entrada principal. O espaço recebeu autoridades, empresários do setor, agentes de turismo de vários estados e até representantes de países como Peru, Paraguai, Chile, Argentina e Estados Unidos. A presença da Coordenadora-Geral do Ministério do Turismo, Ana Carla Moura, reforçou o prestígio da participação de Várzea Grande, que também contou com visitas de deputados, vereadores e o vice-governador Otaviano Pivetta.

“Posicionamos Várzea Grande estrategicamente pela primeira vez na história da FIT Pantanal. Demonstramos que temos muito a oferecer no turismo cultural, gastronômico, de negócios e rural. Mostramos a força da nossa cultura, como o siriri, o cururu, a viola de cocho, nossas redes artesanais e a culinária típica. Saímos fortalecidos e animados com as conexões e oportunidades que surgiram”, destacou o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Mário Quidá.

Um dos pontos altos foi o lançamento do projeto “Quintais de Turismo e de Cultura de VG”, selecionado entre mais de 200 iniciativas de todo o estado. Pela primeira vez, grupos culturais da cidade subiram ao palco principal da feira, com apresentações de cururu e siriri que emocionaram o público. A participação inédita das peixarias da Rota do Peixe, com pratos típicos como pacu seco, pirão e farofa de banana, atraiu longas filas na praça de alimentação. As redeiras de Limpo Grande levaram seus produtos ao Espaço do Artesanato, enquanto pequenos produtores da agricultura familiar comercializaram frutas, hortaliças, queijos, mel e licores.

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“A FIT foi uma vitrine incrível para apresentarmos Várzea Grande como destino de experiências autênticas. Mais do que divulgar nossas belezas e sabores, conseguimos conectar a cidade com o setor produtivo, com turistas e com operadores nacionais e internacionais. E isso só foi possível porque houve planejamento, articulação e o apoio decisivo da prefeita Flávia Moretti e do vice Tião da Zaeli”, afirmou Mário Quidá.

Além das apresentações e da comercialização de produtos, o estande de Várzea Grande realizou ativações com parceiros que levaram degustações e brindes ao público. Também foram entregues kits com produtos e materiais promocionais a autoridades e convidados especiais. Segundo levantamento da organização, mais de 280 pessoas estiveram diretamente envolvidas na participação do município, entre expositores, artesãos, agricultores, artistas, técnicos e prestadores de serviço.

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), ressaltou que o investimento no turismo é estratégico para gerar emprego, renda e desenvolvimento econômico sustentável, sem abrir mão das tradições. “Temos um governo que acredita na força do trabalho, na valorização da nossa identidade e na liberdade econômica. Mostrar Várzea Grande como destino turístico é mais do que atrair visitantes, é dar oportunidade para o nosso povo crescer com dignidade e autonomia”, afirmou.

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O vice-prefeito Tião da Zaeli (PL) destacou que a gestão vem promovendo ações com base na responsabilidade fiscal e no fortalecimento das vocações locais. “Estamos abrindo caminhos para que Várzea Grande seja protagonista no desenvolvimento regional. Investir no turismo é fortalecer o pequeno produtor, o artesão, o comerciante, é fazer com que a riqueza fique na nossa terra. Esse é o tipo de política pública que acreditamos: menos dependência do Estado e mais incentivo à iniciativa privada”, pontuou.

A participação marcante de Várzea Grande na FIT Pantanal 2025 só foi possível graças ao empenho dos servidores da Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, com o apoio da SMECEL e de outras secretarias, além da articulação com o COMTURVG. Também foram parceiros fundamentais: Refrigerantes Marajá, Cervejaria Dourada, Peixaria Mirante das Águas, Bebidas Tropical, Hotel Slaviero Slim, Boteco 065, Parque Tecnológico de Mato Grosso, Grupo Solar Coca-Cola, COOPVEG, TeceArte, redeiras de Limpo Grande, artesãos locais, agricultores familiares e os grupos culturais de siriri e cururu. “A todos, o reconhecimento por ajudarem a transformar o estande de Várzea Grande na principal vitrine da diversidade e do potencial turístico da cidade”, pontuou o gestor da pasta.

Mário Quidá também acrescenta que o balanço da participação será apresentado oficialmente em julho, na reunião ordinária do Conselho Municipal de Turismo. “A expectativa é que os frutos do evento se reflitam já no segundo semestre de 2025, com a consolidação do turismo receptivo como vetor de desenvolvimento econômico e social para Várzea Grande”, avalia.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Setembro Amarelo leva acolhimento, escuta e informação sobre saúde mental à comunidade de VG

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Uma manhã de acolhimento, escuta e muita emoção marcou a ação do Setembro Amarelo realizada na Unidade de Saúde da Família do Jardim Santa Isabel, em Várzea Grande. Coordenada pela equipe da unidade, sob responsabilidade da enfermeira Cida Campos, a programação levou informações sobre saúde mental para perto da comunidade de forma leve, participativa e descontraída.

A atividade começou com um alongamento conduzido pelo professor de Educação Física Jonas, preparando os pacientes para uma manhã de interação. Em seguida, a equipe propôs a dinâmica “Explosão de Alívio: você não está sozinho”.

Em um painel, balões traziam palavras que representam sentimentos e situações vivenciadas por muitas pessoas, como medo, raiva, ansiedade e insegurança. Cada participante escolhia um balão relacionado ao sentimento que estava enfrentando naquele momento. Ao estourá-lo, encontrava uma mensagem de encorajamento, como forma de enfrentar e ressignificar aquela emoção.

Depois, a atividade continuava com uma corda, utilizada pelos participantes para extravasar os sentimentos. A proposta era colocar para fora aquilo que, muitas vezes, fica guardado.

A aposentada Maria Lúcia Zanon Ramos, de 64 anos, participou da dinâmica e lembrou de um momento em que precisou do acolhimento da equipe da unidade durante um tratamento para depressão. Segundo ela, após suspender a medicação por conta própria, chegou à unidade nervosa e chorosa e encontrou profissionais dispostos a ouvi-la e orientá-la.

“Quando fiz tratamento de câncer, também precisei muito de pessoas que me ouvissem. Eu precisava falar, desabafar. Então, quando a gente encontra um amigo, uma pessoa que dá atenção, isso é muito importante”, contou.

Na dinâmica, Maria Lúcia escolheu a mensagem “Bota para fora tudo que está dentro do meu coração”. Depois, usou a corda para representar esse momento de colocar para fora aquilo que sentia.

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“Eu sacudi aquela corda com toda a força para botar para fora tudo o que sinto dentro de mim”, relatou.

Atenção aos sinais começa dentro de casa

Durante a programação, o médico de família Anderson Leal também conversou com os pacientes sobre a importância de observar mudanças de comportamento, palavras e atitudes de familiares e pessoas próximas.

Ele reforçou que sinais de sofrimento emocional não devem ser ignorados e que buscar ajuda é fundamental. As unidades de saúde podem realizar o acolhimento, orientar e encaminhar os pacientes quando necessário, de acordo com cada situação.

Para a gerente da unidade, Maristela de Moraes, realizar ações como essa junto à comunidade faz parte do papel da saúde pública.

“É muito importante a unidade estar à frente de ações como essa, próxima da comunidade, principalmente para tratar de um assunto tão importante como o Setembro Amarelo. Nosso papel como saúde é acolher, orientar e encaminhar os pacientes que estão enfrentando problemas como depressão e ansiedade”, destacou.

Olhar atento pode ajudar a identificar sinais

A responsável técnica da unidade, enfermeira Cida Campos, ressalta que o cuidado com a saúde mental precisa acontecer durante todo o ano, e não somente em setembro.

“É muito importante que toda a equipe se mobilize, tanto pelos profissionais da saúde quanto pela população que precisa de ajuda. Temos que estar aqui de braços abertos para acolher, dar um abraço e uma palavra de conforto. O Setembro Amarelo reforça essa atenção, mas esse cuidado precisa existir o ano inteiro”, afirmou.

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Cida também chama a atenção para a necessidade de profissionais e familiares observarem mudanças no comportamento, principalmente entre adolescentes. Segundo ela, a unidade já recebeu casos de adolescentes em sofrimento emocional que apresentavam sinais de automutilação.

Em um dos casos, uma adolescente chegou acompanhada pela coordenadora da escola. Ela era retraída, falava pouco e costumava usar blusas de manga comprida mesmo em dias de calor. A escola não havia identificado inicialmente o motivo do comportamento, mas buscou a unidade para pedir orientação.

A equipe realizou o acolhimento e, diante dos sinais identificados, fez o encaminhamento adequado para acompanhamento especializado.

“É muito importante nós, profissionais da saúde, estarmos atentos. Muitas vezes, os adolescentes usam blusas de frio, capuz ou mangas compridas para esconder as marcas. Precisamos ter essa percepção no olhar e prestar atenção às mudanças de comportamento”, explicou Cida.

Quando necessário, os casos são encaminhados para os serviços da Rede de Atenção Psicossocial, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além de acompanhamento com profissionais especializados e ações integradas ao Programa Saúde na Escola.

A ação no Jardim Santa Isabel mostrou que falar sobre saúde mental também pode ser uma oportunidade para criar vínculos, estimular a escuta e lembrar que ninguém precisa enfrentar sozinho sentimentos que parecem difíceis de suportar.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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