Várzea Grande

Prefeitura apresenta produtos e investe em novo ciclo rural e turístico

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Um dos destaques é o mel de Várzea Grande, que já tinha autorização para ser comercializado dentro de Mato Grosso e agora, está habilitado para ser vendido em todo o Brasil

Com uma área rural enxuta, mas repleta de potencial, Várzea Grande mostra que tamanho não é limite quando se trata de fomentar o desenvolvimento sustentável. Durante a programação da FIT Pantanal 2025, a cidade apresenta produtos, saberes e iniciativas que revelam a força da agricultura familiar e os primeiros passos rumo a um turismo rural estruturado e cheio de identidade.

Na Feira da Agricultura Familiar e Turismo Rural (FEAFTUR), três estandes com empreendedores representam a cidade com o mel de alta qualidade que é vendido nacionalmente, pães de fermentação lenta e saudável produzidos artesanalmente e hortifruti frescos da cooperativa COOPVEG. Os produtos encantaram os visitantes, que além de conhecer, podem comprar diretamente dos expositores.

Um dos destaques é o mel de Várzea Grande, que já tinha autorização para ser comercializado dentro de Mato Grosso e agora, está habilitado para ser vendido em todo o Brasil.

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A coordenadora do Serviço de Inspeção Municipal, a médica veterinária Kelly Enciso, ressalta o orgulho e a importância da participação do Município na FEAFTUR e no Fórum das Cadeias de Valor da Agricultura Familiar e Turismo Rural do Vale do Rio Cuiabá. “Apesar de termos uma área rural pequena, Várzea Grande é uma vitrine para diferentes cadeias produtivas. Temos produção de mel certificada, hortifrutis de qualidade, pães artesanais e um setor agroindustrial robusto, com destaque nacional no abate de bovinos. Somos também um polo de águas industriais e alimentamos boa parte do Brasil com nossa proteína animal”, afirmou.

Ederson Zucchetto Machado, integrante da COOPVEG, destacou a visibilidade que a feira proporciona aos agricultores da Baixada Cuiabana. “Representamos cerca de 25 produtores e aqui mostramos o melhor que nossa terra oferece: milho, quiabo, banana-da-terra, melancia, maxixe e muito mais. Além de divulgar, também vendemos, com preços acessíveis e direto ao consumidor”, relatou.

Os avanços, segundo o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, fazem parte de um plano estratégico da gestão da prefeita Flávia Moretti para fortalecer a agricultura familiar e impulsionar o turismo rural como novo vetor de geração de renda. “Estamos estruturando políticas públicas, qualificando produtores, oferecendo suporte técnico e abrindo portas para que o pequeno produtor se conecte ao mercado. O turismo rural começa a se desenhar como uma nova vocação econômica para Várzea Grande, integrando cultura, produção e natureza”, declarou.

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Ricardo Amorim ainda pontua que a presença de Várzea Grande na FIT Pantanal 2025 comprova que o Município está investindo no presente com os olhos no futuro, oferecendo qualidade de vida, oportunidade e identidade cultural. “É só provar o sabor do mel, a textura do pão, a colheita fresca e ver o sorriso dos produtores, que são acima de tudo, sinais de que a transformação já começou”.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Várzea Grande celebra o Dia da Mulher Negra com debates, empreendedorismo e valorização da ancestralidade

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A Orla Alameda, em Várzea Grande, foi palco na manhã deste sábado (25) do V Seminário das Pretas, evento realizado em alusão ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e ao Dia Nacional de Tereza de Benguela. A programação reuniu feira de empreendedorismo, rodas de conversa, palestras e exposições, promovendo reflexões sobre a valorização da cultura afro-brasileira, a ancestralidade e os desafios enfrentados pelas mulheres negras.

Realizado pelo Fórum das Pretas, o encontro contou com o apoio da Prefeitura de Várzea Grande e reuniu representantes de movimentos sociais, empreendedoras, lideranças comunitárias e a população em geral em um espaço de diálogo, fortalecimento e celebração da identidade negra.

Coordenadora do Fórum das Pretas, Elis Regina Prates explicou que o seminário já se consolidou como um importante momento de reflexão e fortalecimento da luta das mulheres negras no município.

“Estamos realizando o quinto Seminário das Pretas por ocasião do 25 de julho, data que celebra o Dia Internacional das Mulheres Negras Latino-Americanas e Caribenhas e também o Dia Nacional de Tereza de Benguela. É uma oportunidade para refletirmos sobre nossa cultura, fortalecer nossas manifestações e renovar as energias para seguir enfrentando as batalhas diárias das mulheres negras.”

Segundo Elis, o evento também busca chamar atenção para as desigualdades sociais ainda vividas por esse público.

“As mulheres negras ainda são maioria entre as mães solo, estão em grande parte no mercado informal de trabalho, são as maiores vítimas da violência doméstica e continuam sendo as principais cuidadoras das famílias. Precisamos discutir políticas públicas que contribuam para mudar essa realidade e garantir mais oportunidades.”

Além da programação cultural, a feira de empreendedorismo deu visibilidade ao trabalho de mulheres negras que comercializaram artesanato, alimentos, vestuário e outros produtos, incentivando a geração de renda e o fortalecimento da economia criativa.

Durante o seminário também foram realizadas duas mesas de debates. A primeira abordou a importância da ancestralidade e do legado das mulheres que abriram caminhos para as novas gerações. Já a segunda discutiu políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial e de gênero, apontando avanços, desafios e propostas para ampliar direitos e melhorar a qualidade de vida das mulheres negras.

Ao defender medidas que ampliem a inclusão social, Elis destacou a importância de políticas afirmativas.

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“Hoje entendemos que as cotas são uma forma de minimizar as desigualdades e criar oportunidades. Precisamos ampliar o acesso ao trabalho, à moradia e fortalecer políticas que garantam mais dignidade para as mulheres negras, especialmente aquelas que são chefes de família.”

Representando a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), a superintendente de Cultura, Luh Arruda, ressaltou que abrir os espaços públicos para manifestações culturais e sociais é uma forma de valorizar a identidade do povo várzea-grandense e fortalecer a participação popular.

“A Orla Alameda é um espaço de todos e deve acolher iniciativas que preservam a memória, valorizam a cultura e promovem o diálogo. Apoiar eventos como o Seminário das Pretas é reconhecer a importância da identidade afro-brasileira na formação da nossa cidade e reafirmar o compromisso da gestão municipal com uma cultura democrática, inclusiva e acessível. Cada encontro como este fortalece a luta por igualdade e mantém viva a história e as tradições da nossa população.”

Ao reunir cultura, empreendedorismo e debates sobre direitos, o V Seminário das Pretas reafirmou a importância da mobilização social na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, celebrando a força, a resistência e o protagonismo das mulheres negras em Várzea Grande.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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