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CGE adota sistema que avalia ética e transparência de empresas contratadas pelo poder público

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Os secretários controladores-gerais de Mato Grosso, Paulo Farias, e de Pernambuco, Érica Lacet, assinaram nesta sexta-feira (06.6), durante o 54º Encontro Nacional do Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci), em Aracaju-SE, um Acordo de Cooperação Técnica que estabelece a cessão do código-fonte do sistema Integridade.PE.

A ferramenta digital foi desenvolvida pela CGE-PE para avaliar padrões de integridade de empresas privadas que se relacionam com a administração pública. Com a parceria, a CGE-MT passará a utilizar e aperfeiçoar a ferramenta em sua atuação, dando um salto qualitativo na promoção da integridade nas contratações públicas.

“A assinatura deste acordo é um símbolo de como o controle interno pode romper fronteiras estaduais e se fortalecer pela cooperação. Estamos unindo expertises para ampliar o impacto social do controle e garantir que as empresas que prestam serviço ao Estado estejam comprometidas com padrões éticos elevados”, destacou o secretário controlador-geral, Paulo Farias.

A secretária Ériica Lacet reforçou que o compartilhamento do Integridade.PE reflete um compromisso com a inovação no setor público: “Desenvolvemos uma metodologia robusta que vem mostrando resultados concretos. Ver essa tecnologia sendo adotada por outro estado é um reconhecimento e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade compartilhada de fazer essa política crescer”.

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O sistema Integridade.PE permite uma avaliação estruturada de empresas com base em critérios como governança, gestão de riscos, políticas anticorrupção e mecanismos de integridade. Com a cessão do código-fonte, a CGE de Mato Grosso terá acesso à base tecnológica, metodologias e ao ambiente de treinamento da ferramenta, podendo adaptá-la às necessidades locais e contribuir com sua evolução.


O acordo prevê ainda que Mato Grosso compartilhe com Pernambuco os resultados obtidos a partir do uso da ferramenta, promovendo uma via de mão dupla de aprendizado e aprimoramento.

O acordo terá vigência de cinco anos, com possibilidade de prorrogação. Ele reforça o espírito de colaboração e inovação que marca o encontro do Conaci, fórum nacional dos órgãos de controle interno, que vem promovendo práticas de excelência na administração pública.

“Esta cooperação é uma aposta no futuro da integridade no Brasil. Mais do que tecnologia, estamos trocando confiança, inteligência institucional e propósito público”, concluiu Farias.

O 54º Conaci reuniu na quinta e sexta-feira (05 e 06) representantes dos órgãos de controle da União, estados, municípios e da sociedade civil. O primeiro dia do evento contou com palestras sobre temas de grande relevância para as controladorias do país, como o papel do controle interno nas mudanças climáticas, apresentado pelo ministro da CGU, Vinícius Marques, o uso da inteligência artificial na fiscalização, o engajamento social no controle dos recursos públicos, os impactos da nova lei de licitações e a consensualidade no controle interno.

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Já o segundo dia foi dedicado à pauta administrativa, com acesso restrito aos membros do Conaci. As discussões reforçaram o compromisso com o fortalecimento e a modernização do controle interno na administração pública. A próxima Reunião Técnica está prevista para setembro, em Goiânia (GO).

Fonte: Governo MT – MT

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Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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