Várzea Grande

Centro de Zoonoses, Vigilância Epidemiológica e Rotary Club unem forças para conscientizar sobre saúde pública

Publicado em

Durante a ação, foram vacinados 27 cães e 1 gato contra a raiva. A equipe do CCZ também realizou a coleta de sangue de três animais com suspeita de leishmaniose para encaminhamento laboratorial

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Vigilância Epidemiológica e Atenção Primária à Saúde de Várzea Grande, a convite do Rotary Club Distrito 4440, participou no último sábado, 17, do Multiação, que aconteceu no miniestádio Jonas Pinheiro, no bairro Vila Arthur. A iniciativa reforça o compromisso das partes com a saúde pública e o bem-estar animal.

O Rotary Club montou um stand no evento para apoiar duas importantes campanhas: a vacinação para a erradicação de doenças e a vacinação contra a raiva em animais domésticos. Para isso, solicitou à Secretaria Municipal de Saúde o apoio técnico do CCZ, além do fornecimento de vacinas, materiais e panfletos educativos.

Durante a ação, foram vacinados 27 cães e 1 gato contra a raiva. A equipe do CCZ também realizou a coleta de sangue de três animais com suspeita de leishmaniose para encaminhamento laboratorial.

Leia Também:  Flávia Moretti anuncia retorno do adicional de periculosidade para Guardas Municipais

A médica veterinária do CCZ, Amanda Letícia Nunes, destacou a importância desse tipo de abordagem direta com a população. “A identificação precoce é fundamental para evitar a disseminação da doença e orientar corretamente os tutores quanto às medidas de prevenção e tratamento”, afirmou.

“Essa ação representa muito mais do que apenas a vacinação dos nossos animais de estimação. Ela simboliza o compromisso com a saúde pública, a prevenção de doenças como a raiva, e o cuidado com o bem-estar animal”, destacou o superintendente de Vigilância em Saúde, José Carlos Valadares. “Ao vacinar cães e gatos, protegemos nossas famílias, nossos vizinhos e toda a cidade. Várzea Grande está presente e vigilante”, completou.

Segundo Solange Oliveira, gerente do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), além da vacinação, a equipe fez uma exposição educativa sobre animais sinantrópicos — aqueles que convivem com o ser humano, mas podem representar riscos à saúde, como ratos, baratas e escorpiões. Outro destaque foi a utilização de um microscópio óptico para que os visitantes pudessem observar larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Leia Também:  Eventos promoveram semana de empreendedorismo, defesa pessoal e bem-estar feminino

“Estamos aqui participando junto com o Rotary, vacinando contra a raiva e também promovendo a educação em saúde com a exposição dos animais sinantrópicos e larvas do Aedes”, explicou Solange.

O coordenador do Rotary Distrito 4440, Jefferson William de Oliveira, agradeceu a parceria com o Município e reforçou que ações como essas aproximam os serviços de saúde da população. “O objetivo é sempre colaborar com iniciativas que promovam qualidade de vida e prevenção às doenças.”

Já na área de vacinação humana, a equipe da Vigilância Epidemiológica, esteve presente com todos os imunizantes do calendário vacinal. Durante o evento eles aplicaram cerca de 140 doses e atenderam 82 pessoas, ao longo do dia. “Eventos como esses contribuem para que possamos chegar até a população e vacinar, uma forma de garantir a imunização de várias doenças. Esse é o nosso trabalho”, ressalta Alessandra Carreira, gerente de Vigilância Epidemiológica.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Várzea Grande

Mordida de cachorro: saiba quando é necessário tomar vacina antirrábica

Published

on

Uma simples mordida ou arranhão de cachorro pode exigir atenção. Em casos de acidentes com animais domésticos ou de rua, o paciente deve procurar uma unidade de saúde para avaliação médica, já que existe o risco de transmissão da raiva, doença grave e quase sempre fatal após o aparecimento dos sintomas.

De acordo com a enfermeira da Vigilância em Saúde, Maria José Neves, a primeira medida após a mordida é lavar o local com água corrente e sabão em abundância, além de procurar atendimento médico o mais rápido possível.

ANIMAIS DOMÉSTICOS – Se o animal for domiciliado, saudável e puder ser acompanhado, a orientação é mantê-lo em observação por 10 dias. Durante esse período, é importante verificar se o cachorro apresenta mudanças bruscas de comportamento, como agressividade, salivação excessiva, dificuldade para engolir, medo da água, tendência a se esconder da claridade, paralisia ou sinais neurológicos.

Caso o animal permaneça saudável ao final dos 10 dias, normalmente não há necessidade de completar o esquema antirrábico. Porém, se o cachorro adoecer, morrer ou desaparecer nesse período, a pessoa deve retornar imediatamente ao serviço de saúde para iniciar ou complementar a vacinação.

ANIMAIS DE RUA – Nos casos envolvendo cães de rua ou animais desconhecidos, que não podem ser observados, a recomendação é iniciar a profilaxia antirrábica, conforme avaliação médica.

Leia Também:  Prazo para inscrição no Conselho da Mulher de Várzea Grande termina amanhã

O esquema vacinal geralmente é realizado em quatro doses, aplicadas nos dias 0 (dose inicial), 3, 7 e 14. Em situações consideradas graves, também pode ser necessário o uso do soro antirrábico.

Entre os casos considerados graves estão mordidas profundas, múltiplos ferimentos, lesões em mãos, pés, rosto e mucosas, além de ataques de animais silvestres ou morcegos.

SINTOMAS EM HUMANOS – Os primeiros sintomas da raiva em seres humanos podem incluir febre, dor de cabeça, mal-estar, fraqueza e sensação de formigamento ou dor no local da mordida. Com a evolução da doença, o paciente pode apresentar ansiedade, agitação, dificuldade para engolir, espasmos musculares, confusão mental e paralisia. Após o surgimento dos sintomas, a doença apresenta alta taxa de mortalidade.

CUIDADOS IMPORTANTES – Além da vacina contra a raiva, a equipe de saúde também avalia a necessidade de vacina antitetânica e uso de antibióticos, dependendo da gravidade do ferimento.

Maria José alerta que a raiva não tem cura e pode levar à morte caso o paciente desconsidere a importância de uma avaliação médica após mordedura de animal.

“Muitas vezes não levamos a sério a mordida de um cão ou gato, e isso pode resultar em algo muito grave se não tomarmos os cuidados necessários”, alerta a enfermeira.

A médica veterinária do Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG), Amanda Nunes, orienta a população a evitar contato com animais desconhecidos, principalmente cães e gatos em situação de rua, além de nunca tocar em morcegos ou animais silvestres.

Leia Também:  Flávia Moretti anuncia retorno do adicional de periculosidade para Guardas Municipais

“É de suma importância que a população, principalmente crianças e pessoas curiosas, não toque em animais que não conhece, nem em animais de rua ou silvestres, como capivaras. Eles podem transmitir a raiva”, reforça.

ATENDIMENTO NO MUNICÍPIO – Em Várzea Grande, pacientes vítimas de mordidas podem buscar atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e no Hospital e Pronto-Socorro de Várzea Grande (HPSVG) para avaliação e encaminhamento da vacina antirrábica humana.

No município, a raiva animal está erradicada desde 2015. A equipe do CCZ segue monitorando a situação para manter Várzea Grande livre da doença.

A veterinária Amanda Nunes orienta que, em casos suspeitos ou para mais informações sobre a doença, a população pode entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses pelo WhatsApp (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA