Várzea Grande

Prefeita garante avanço para reduzir impacto dos precatórios em Várzea Grande

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Município é o maior devedor de Mato Grosso e está empenhado em reduzir o comprometimento mensal do Tesouro com pagamentos milionários

Em uma reunião considerada estratégica, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), esteve com o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, para tratar de um dos temas mais sensíveis da atual gestão: pagamento dos precatórios milionários que comprometem a capacidade de investimento do Município. O encontro, classificado como “positivo e humanizado” pela prefeita, alinhou os primeiros passos para a construção de um novo plano de pagamento para 2025 com proposta de redução do percentual de comprometimento da receita municipal.

“Foi uma reunião extremamente produtiva. Alinhamos com o presidente do TJ e o Dr. Agamenon um novo modelo de pagamento dos precatórios, com parcelamento até dezembro de forma mais viável. Hoje, Várzea Grande carrega a maior dívida de precatórios de todo o estado de Mato Grosso, em função de decisões judiciais que unificaram os débitos da prefeitura e do DAE. Com isso, nos tornamos os maiores devedores. O plano atual compromete 11,88% da receita mensal, o que impede novos investimentos em áreas essenciais como saúde e educação”, explicou Flávia Moretti.

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O encontro foi realizado ontem (7), representou um marco político importante para a gestão municipal, sinalizando um caminho de diálogo e reconstrução fiscal num dos momentos mais delicados da história recente da cidade.

A prefeita destacou que o novo plano será proposto nos próximos dias e deve vigorar já partir de 2025. “Há um compromisso sensível do Tribunal de Justiça com a realidade do Município. A escuta ativa, a troca de experiências e a abertura para negociação demonstram uma postura mais humanizada por parte do Judiciário, que entende que não se trata apenas de números, mas da capacidade de gestão e da sobrevivência fiscal do Município”, afirmou.

Presente na reunião, o Procurador-Geral do Município, Maurício Magalhães Faria Neto, reforçou a importância da aproximação institucional com o Judiciário para garantir soluções práticas e sustentáveis. “O Município reconhece a dívida, que hoje soma quase R$ 790 milhões. São débitos legítimos, reconhecidos judicialmente, mas o fluxo atual de pagamentos é inviável. Só conseguimos honrar os compromissos com austeridade e controle rigoroso de gastos. Já quitamos, até março, R$ 10,7 milhões em precatórios de exercícios anteriores, e em 2025 já foram depositados mais R$ 5,4 milhões. Isso demonstra que é possível equalizar a dívida sem asfixiar a máquina pública”, enfatizou.

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A expectativa é que o novo plano de pagamentos, mais flexível e realista, seja aceito pelo Tribunal de Justiça, permitindo à atual gestão resgatar a capacidade de investimento e atrair novos recursos para a cidade. “Com os precatórios nos estrangulando, não conseguimos trazer emendas, não conseguimos investir. É fundamental esse olhar sensível do Judiciário e felizmente o presidente José Zuquim Nogueira, e sua equipe, tem demonstrado esse compromisso com Várzea Grande”, concluiu a prefeita.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Setembro Amarelo leva acolhimento, escuta e informação sobre saúde mental à comunidade de VG

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Uma manhã de acolhimento, escuta e muita emoção marcou a ação do Setembro Amarelo realizada na Unidade de Saúde da Família do Jardim Santa Isabel, em Várzea Grande. Coordenada pela equipe da unidade, sob responsabilidade da enfermeira Cida Campos, a programação levou informações sobre saúde mental para perto da comunidade de forma leve, participativa e descontraída.

A atividade começou com um alongamento conduzido pelo professor de Educação Física Jonas, preparando os pacientes para uma manhã de interação. Em seguida, a equipe propôs a dinâmica “Explosão de Alívio: você não está sozinho”.

Em um painel, balões traziam palavras que representam sentimentos e situações vivenciadas por muitas pessoas, como medo, raiva, ansiedade e insegurança. Cada participante escolhia um balão relacionado ao sentimento que estava enfrentando naquele momento. Ao estourá-lo, encontrava uma mensagem de encorajamento, como forma de enfrentar e ressignificar aquela emoção.

Depois, a atividade continuava com uma corda, utilizada pelos participantes para extravasar os sentimentos. A proposta era colocar para fora aquilo que, muitas vezes, fica guardado.

A aposentada Maria Lúcia Zanon Ramos, de 64 anos, participou da dinâmica e lembrou de um momento em que precisou do acolhimento da equipe da unidade durante um tratamento para depressão. Segundo ela, após suspender a medicação por conta própria, chegou à unidade nervosa e chorosa e encontrou profissionais dispostos a ouvi-la e orientá-la.

“Quando fiz tratamento de câncer, também precisei muito de pessoas que me ouvissem. Eu precisava falar, desabafar. Então, quando a gente encontra um amigo, uma pessoa que dá atenção, isso é muito importante”, contou.

Na dinâmica, Maria Lúcia escolheu a mensagem “Bota para fora tudo que está dentro do meu coração”. Depois, usou a corda para representar esse momento de colocar para fora aquilo que sentia.

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“Eu sacudi aquela corda com toda a força para botar para fora tudo o que sinto dentro de mim”, relatou.

Atenção aos sinais começa dentro de casa

Durante a programação, o médico de família Anderson Leal também conversou com os pacientes sobre a importância de observar mudanças de comportamento, palavras e atitudes de familiares e pessoas próximas.

Ele reforçou que sinais de sofrimento emocional não devem ser ignorados e que buscar ajuda é fundamental. As unidades de saúde podem realizar o acolhimento, orientar e encaminhar os pacientes quando necessário, de acordo com cada situação.

Para a gerente da unidade, Maristela de Moraes, realizar ações como essa junto à comunidade faz parte do papel da saúde pública.

“É muito importante a unidade estar à frente de ações como essa, próxima da comunidade, principalmente para tratar de um assunto tão importante como o Setembro Amarelo. Nosso papel como saúde é acolher, orientar e encaminhar os pacientes que estão enfrentando problemas como depressão e ansiedade”, destacou.

Olhar atento pode ajudar a identificar sinais

A responsável técnica da unidade, enfermeira Cida Campos, ressalta que o cuidado com a saúde mental precisa acontecer durante todo o ano, e não somente em setembro.

“É muito importante que toda a equipe se mobilize, tanto pelos profissionais da saúde quanto pela população que precisa de ajuda. Temos que estar aqui de braços abertos para acolher, dar um abraço e uma palavra de conforto. O Setembro Amarelo reforça essa atenção, mas esse cuidado precisa existir o ano inteiro”, afirmou.

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Cida também chama a atenção para a necessidade de profissionais e familiares observarem mudanças no comportamento, principalmente entre adolescentes. Segundo ela, a unidade já recebeu casos de adolescentes em sofrimento emocional que apresentavam sinais de automutilação.

Em um dos casos, uma adolescente chegou acompanhada pela coordenadora da escola. Ela era retraída, falava pouco e costumava usar blusas de manga comprida mesmo em dias de calor. A escola não havia identificado inicialmente o motivo do comportamento, mas buscou a unidade para pedir orientação.

A equipe realizou o acolhimento e, diante dos sinais identificados, fez o encaminhamento adequado para acompanhamento especializado.

“É muito importante nós, profissionais da saúde, estarmos atentos. Muitas vezes, os adolescentes usam blusas de frio, capuz ou mangas compridas para esconder as marcas. Precisamos ter essa percepção no olhar e prestar atenção às mudanças de comportamento”, explicou Cida.

Quando necessário, os casos são encaminhados para os serviços da Rede de Atenção Psicossocial, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além de acompanhamento com profissionais especializados e ações integradas ao Programa Saúde na Escola.

A ação no Jardim Santa Isabel mostrou que falar sobre saúde mental também pode ser uma oportunidade para criar vínculos, estimular a escuta e lembrar que ninguém precisa enfrentar sozinho sentimentos que parecem difíceis de suportar.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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