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Ministério Público encerra Abril Azul com palestras em escolas de Cuiabá

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No encerramento do mês de conscientização sobre o autismo – Abril Azul, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso levou o projeto “Conheça e Entenda o Autismo” para duas escolas da capital. As palestras foram realizadas no período matutino, nas Escolas Municipais de Educação Básica (Emebs) Antônia Tita Maciel de Campos e Ana Tereza Arcos Krause. A iniciativa é do Centro de Apoio Operacional (CAO) de Defesa da Pessoa com Deficiência, com apoio da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente.“Nosso objetivo é estimular os alunos para que conheçam e melhor entendam o Transtorno do Espectro Autista (TEA) de modo que, a partir desse novo olhar, passem a desenvolver um comportamento de maior respeito e empatia com seus pares”, explicou a promotora de Justiça coordenadora do CAO, Daniele Crema da Rocha de Souza.O procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado reforçou que o autismo é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. “É fundamental que nossas crianças e adolescentes compreendam as características e desafios enfrentados por aqueles que vivem com essa condição. Com as palestras, nós buscamos desmistificar o autismo e promover um ambiente de respeito e aceitação, livre de práticas como o bullying, contribuindo para uma sociedade mais inclusiva e compreensiva”, argumentou.Nas palestras, os integrantes do MPMT explicam o que é o TEA, os níveis de suporte, as características de cada um e como a comunidade escolar pode ajudar e acolher os autistas. “A participação efetiva das crianças, especialmente do ensino fundamental, no debate sobre inclusão é extremamente emocionante. Quando elas compartilham histórias vivenciadas, casos de família e como se comportam na escola, isso destaca a necessidade de inclusão. Esse envolvimento me tocou profundamente e, por isso, acredito que vale muito a pena. Vamos garantir um ambiente social e educacional com efetivo combate ao preconceito e mais acolhedor “, finalizou a promotora de Justiça Sasenazy Soares Rocha Daufenbach.As palestras do projeto “Conheça e Entenda o Autismo” serão realizadas no decorrer de todo o ano letivo em escolas públicas e privadas de Cuiabá.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Penas de membros de facção condenados pelo júri somam mais de 88 anos

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A Justiça condenou dois integrantes de uma facção criminosa pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado, além de participação em organização criminosa, em julgamento realizado nesta quinta-feira (11), na comarca de Sorriso (a cerca de 420 km de Cuiabá). O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria dos crimes, acolhendo as qualificadoras do motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa das vítimas.O réu Domingos Samuel da Costa foi condenado a 48 anos, dois meses e 26 dias de reclusão, enquanto Gustavo de Sousa Soares recebeu pena de 40 anos, nove meses e 10 dias de reclusão, ambas em regime inicial fechado.De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), os fatos ocorreram no dia 8 de março de 2024, no bairro Mário Raiter, em Sorriso. Motivados pela disputa entre facções criminosas rivais, os acusados se deslocaram até a residência das vítimas em uma motocicleta e efetuaram diversos disparos de arma de fogo.As vítimas eram dois primos, ambos com 16 anos de idade, que estavam em frente à residência quando foram surpreendidos pelos acusados. Uma das vítimas, identificada pelas iniciais J.H.V.D., foi atingida pelos disparos e morreu no local. A segunda vítima, identificada pelas iniciais L.V.D., também alvejada, conseguiu fugir, recebeu atendimento médico e sobreviveu ao ataque.As provas periciais demonstraram que os acusados atuaram de forma conjunta, utilizando duas armas de fogo. Os disparos atingiram as vítimas e também estruturas da residência.Durante o julgamento, ficou evidenciado que os réus integravam o Primeiro Comando da Capital (PCC) e que a motivação dos crimes estava relacionada à atuação da organização criminosa.O promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino atuou pelo Ministério Público no julgamento. Segundo ele, o resultado evidencia o papel fundamental do Tribunal do Júri no sistema de justiça e ressalta a relevância da participação da sociedade nas decisões sobre crimes contra a vida. “A decisão reafirma a importância constitucional do Tribunal do Júri e da soberania dos veredictos populares. O julgamento representa a resposta da própria sociedade diante de crimes graves praticados em contexto de violência”, destacou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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