AGRONEGÓCIO

Roraima Agroind impulsiona economia rural com capacitação e novos mercados

Publicado em

A partir de amanhã o município de São João da Baliza será o centro das atenções para o agronegócio e a agroindústria de Roraima. O Roraima Agroind, considerado um dos maiores encontros do setor no estado, chega com a missão de movimentar a economia rural, oferecer capacitação técnica e aproximar produtores de novas oportunidades de mercado.

A programação do evento foi cuidadosamente desenhada para atender às principais demandas do campo. Um dos momentos mais esperados é o painel “Empreendedores em Ação”, que contará histórias reais de quem transformou desafios em conquistas no campo e na agroindústria, usando criatividade, planejamento e boa gestão.

No segundo dia, as atividades ganham um foco ainda mais técnico. O curso “Negócio Certo Rural”, direcionado especialmente aos produtores de cacau, irá apresentar ferramentas práticas de gestão, com o objetivo de melhorar a produtividade e aumentar a rentabilidade das propriedades.

Outro ponto forte será o painel “Crédito para Desenvolver seus Negócios”, que trará informações claras sobre como acessar linhas de financiamento específicas para o meio rural. As orientações prometem descomplicar o processo de busca por crédito, algo que ainda representa um desafio para muitos produtores.

Leia Também:  Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

Para fechar a programação técnica, a palestra “Oportunidades de Negócios na Agroindústria” mostrará como agregar valor à produção rural, ampliando o alcance dos produtos locais e incentivando o empreendedorismo com foco em mercado.

Durante todo o evento, haverá atendimento especializado da Unidade Sebrae Região Sul, com orientações sobre formalização, crédito, capacitações e consultorias voltadas para o desenvolvimento dos empreendedores rurais.

Outro destaque da programação será a Rodada de Negócios, marcada para o fim da tarde do dia 25. Neste espaço, os produtores poderão negociar diretamente com compradores e fornecedores, eliminando intermediários e criando parcerias comerciais mais vantajosas. A proposta é fortalecer a economia local e valorizar a produção regional com práticas sustentáveis e inovadoras.

Com apoio de diversas instituições e organizado em parceria com o Sebrae Roraima, o Roraima Agroind aposta na integração entre o campo e a indústria para transformar a realidade produtiva do sul do estado. A ideia é clara: fomentar uma economia rural mais forte, competitiva e preparada para os desafios do presente e do futuro.

A estrutura do evento também contará com exposição de produtos, cursos técnicos, painéis temáticos e espaços para troca de experiências. Mais do que um encontro de negócios, o Roraima Agroind é uma vitrine do potencial agrícola e agroindustrial de Roraima, reunindo produtores, técnicos e parceiros em uma verdadeira jornada de crescimento coletivo.

Leia Também:  Agropec começa sábado com negócios, tecnologia e pecuária

O evento reforça o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a geração de renda no campo, provando que com orientação certa, gestão eficiente e acesso ao mercado, é possível transformar a realidade de quem vive e produz no interior do estado.

Serviço:

Roraima Agroind: A Indústria Começa no Campo
Data: 25 e 26 de abril de 2025
Local: Município de São João da Baliza – RR

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Estudo da USP aponta 17 pontos que encarecem o frete e entidades do agro cobram mudanças

Published

on

Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) deu força à pressão da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) por mudanças no cálculo do piso mínimo do frete. O levantamento identificou 17 pontos que podem estar elevando artificialmente os valores, sobretudo no transporte de grãos em trajetos curtos e nas operações de maior produtividade.

As conclusões foram apresentadas durante o processo de revisão da regulamentação conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A FPA e entidades do setor produtivo querem que a agência utilize os custos efetivamente observados nas estradas brasileiras, em vez de parâmetros que, segundo o estudo, já não representam a realidade da frota e das transportadoras.

O trabalho foi elaborado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Log), ligada à USP. Os pesquisadores analisaram jornada de trabalho, consumo de combustível, idade dos caminhões, quantidade de eixos, retorno vazio, depreciação dos veículos e produtividade das operações.

Uma das principais distorções estaria no número de horas trabalhadas. A metodologia atual considera uma utilização mensal de 181 horas para calcular quanto os custos fixos representam em cada viagem. Para os pesquisadores, esse parâmetro indica uma subutilização do caminhão e do tempo legalmente disponível do motorista.

A proposta é elevar a referência para 220 horas mensais. Com mais horas de utilização, despesas como depreciação, remuneração do capital e salário do motorista seriam distribuídas por um número maior de viagens, reduzindo o custo atribuído a cada quilômetro rodado.

Apenas essa alteração poderia diminuir em 7,6%, na média, os valores calculados para o piso. No transporte de grãos, a diferença ficaria entre 6,38% e 11,04%, dependendo da distância percorrida e da configuração do caminhão.

Em uma operação com piso de R$ 10 mil, uma diferença de 11% representa aproximadamente R$ 1,1 mil por viagem. Para uma empresa, cooperativa ou produtor que contrate cem viagens durante a colheita, o custo adicional pode superar R$ 110 mil.

Leia Também:  Agropec começa sábado com negócios, tecnologia e pecuária

O impacto é ainda maior nas regiões afastadas dos portos. Como soja, milho, algodão e outras commodities percorrem centenas ou milhares de quilômetros até os terminais de exportação, o frete interfere diretamente no valor recebido pelo produtor. Quanto maior o custo logístico, menor tende a ser o preço pago pela produção na origem.

O estudo também questiona a vida econômica de sete anos utilizada pela tabela para calcular a depreciação dos caminhões. Dados da própria ANTT mostram que os veículos de tração em circulação no país possuem idade média de 16,4 anos.

Na avaliação dos pesquisadores, utilizar um período muito menor concentra a perda de valor do veículo em poucos anos e eleva o custo de cada viagem. A adoção de uma referência de 16 anos poderia reduzir entre 6% e 10% o valor calculado para o transporte de grãos, conforme o percurso e o tipo de composição veicular.

A FPA pretende usar esses resultados para pressionar pela adoção do custo operacional efetivo como base da nova regulamentação. O argumento é que a tabela precisa garantir a remuneração do transportador, mas não pode incluir despesas teóricas ou superestimadas que encareçam artificialmente a movimentação da produção brasileira.

Entidades do setor encaminharam à ANTT 15 contribuições. Entre elas estão a retirada de componentes que não representem desembolso efetivo, a criação de regras específicas para operações de alto desempenho e um tratamento mais preciso para viagens com retorno vazio.

A proposta busca diferenciar situações que atualmente acabam submetidas a parâmetros semelhantes. Um caminhoneiro autônomo que percorre longa distância e retorna sem carga enfrenta custos diferentes de uma transportadora com contratos recorrentes, frota mais produtiva e carga garantida nos dois sentidos.

Leia Também:  Brasil deve ter safra recorde, mas gargalo histórico continua

A pressão da bancada também alcança a Lei 15.485/2026, que ampliou a fiscalização sobre o piso mínimo e estabeleceu prazo máximo de 30 dias úteis para o pagamento do frete. A FPA participou da negociação do texto aprovado pelo Congresso, mas critica os vetos feitos pela Presidência da República.

Os parlamentares defendem a recuperação de dispositivos que, segundo a bancada, foram construídos para equilibrar a proteção aos caminhoneiros e os custos suportados pelo setor produtivo. Os vetos ainda precisam ser analisados pelo Congresso.

A nova legislação tornou obrigatório o registro da operação no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e endureceu as punições para contratações abaixo do piso. Em caso de reincidência, a multa pode chegar a R$ 1 milhão, além de outras sanções administrativas.

Para a FPA, reforçar a fiscalização sem corrigir previamente as distorções da metodologia pode obrigar produtores e empresas a cumprir valores superiores ao custo real do transporte. A bancada quer que a revisão da ANTT incorpore as diferenças de distância, idade da frota, número de eixos, produtividade e aproveitamento do retorno.

A discussão exige equilíbrio. O piso foi criado para impedir que caminhoneiros sejam obrigados a transportar cargas por valores incapazes de cobrir diesel, pneus, manutenção e remuneração do trabalho. A revisão defendida pelo agro não pode retirar essa proteção, mas precisa evitar que parâmetros desatualizados reduzam a competitividade da produção.

O estudo da USP coloca números nesse debate. Agora, a disputa será sobre quanto dessas conclusões a ANTT aceitará na nova tabela e se o Congresso derrubará os vetos à lei. Para produtores e transportadores, o resultado poderá definir quem pagará a conta das distorções existentes no cálculo do frete.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA