AGRONEGÓCIO

Abertura nacional da colheita da soja 24/25 terá debates sobre sustentabilidade e biocombustíveis

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A Fazenda Esperança, em Mato Grosso, será palco nesta sexta-feira (07.02) da Abertura Nacional da Colheita da Soja 2024/2025, um dos mais importantes encontros do setor produtivo nacional. O evento reunirá associações de produtores de todo o Brasil e marcará os 20 anos da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT). A programação inclui debates sobre temas estratégicos, como sustentabilidade, mudanças climáticas, biocombustíveis e segurança alimentar.

A soja, principal cultura agrícola do país, deve alcançar uma produção de 166,33 milhões de toneladas nesta safra, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa um crescimento de 18,61 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior. Após um período de quebra na safra, a produtividade média das lavouras deve se recuperar, com projeção de 3.509 quilos por hectare, frente aos 3.201 kg/ha registrados em 2023/24.

O plantio da oleaginosa ocorreu de forma concentrada a partir de outubro, e a colheita deve ganhar ritmo no final de fevereiro. Até o momento, as condições climáticas são favoráveis à cultura, mas o setor segue atento aos impactos do clima até a finalização da colheita.

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A Abertura Nacional da Colheita da Soja 2024/2025 terá com dois painéis principais. O primeiro abordará sustentabilidade e COP 30, destacando os desafios ambientais e as oportunidades para o agronegócio diante das metas climáticas globais. Especialistas e representantes do setor trarão análises sobre o impacto das políticas ambientais e as medidas adotadas para garantir uma produção agrícola sustentável.

O segundo painel terá como foco biocombustíveis e segurança alimentar, com discussões sobre a expansão do biodiesel e do etanol, além do papel do setor agrícola na garantia do abastecimento global de alimentos. O debate também abordará a importância da pesquisa e inovação para aumentar a eficiência produtiva e reduzir impactos ambientais.

Além de promover o intercâmbio de conhecimento, o encontro reforça a importância do setor produtivo na economia nacional. O evento permite que produtores, pesquisadores e lideranças do agronegócio troquem experiências e acompanhem de perto as tendências e inovações que podem impactar a cadeia produtiva nos próximos anos.

A realização do evento em Mato Grosso, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, simboliza a relevância do estado para o setor. Comemorando duas décadas de atuação, a Aprosoja MT reforça seu papel no desenvolvimento da agricultura e na defesa dos interesses dos produtores, contribuindo para o avanço sustentável da produção nacional.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Confronto armado e feridos em colheita judicial reforçam urgência por segurança jurídica

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O cumprimento de uma ordem judicial para a colheita de safra em uma propriedade rural de Feliz Natal (cerca de 510 km da capital, Cuiabá) em Mato Grosso, na última sexta-feira (26.06), terminou em um confronto armado que deixou feridos e expôs a fragilidade dos protocolos atuais para a execução de mandados no meio rural.

O produtor rural Maikel Alan Tespesel, que estava acompanhado pela esposa e pelos dois filhos menores no momento da ocorrência, foi atingido por disparos de arma de fogo. O prestador de serviços contratado pela empresa credora também ficou ferido após ser atingido pela caminhonete do produtor. Ambos estão internados num hospital de Sorriso e passam bem.

O caso, que está sob investigação da Polícia Civil, coloca em debate o modelo adotado para o cumprimento de decisões judiciais que envolvem ativos agrícolas. A presença de empresas de segurança privada em diligências de alto risco, em vez de um aparato ostensivo das forças de segurança do Estado, é apontada por especialistas como um dos fatores que transformaram uma ação de natureza cível em um episódio de violência física.

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A empresa credora da produção, contratou serviços de terceiros para realizar a colheita autorizada pela Justiça. Segundo informações da Polícia Militar, o conflito teve início quando houve uma tentativa de bloqueio do veículo do produtor. Os homens contratados pela empresa teriam efetuado disparos contra a caminhonete do produtor rural.

O episódio repercutiu negativamente no setor. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) divulgou nota oficial repudiando a violência e defendendo uma investigação rigorosa. Para a entidade, disputas comerciais e execuções de ordens judiciais precisam observar protocolos estritos de legalidade, sendo inaceitável que o ambiente de produção se torne palco de confrontos que coloquem em risco a vida de produtores e suas famílias.

O incidente em Mato Grosso reforça um pleito antigo do setor agropecuário: a necessidade de garantir que decisões judiciais sejam executadas de forma técnica e segura. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defende sistematicamente que o cumprimento de mandados judiciais em áreas rurais ocorra com apoio das forças de segurança pública, evitando que produtores e credores sejam submetidos a situações de risco iminente.

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O episódio reflete um cenário de crescente tensão na zona rural brasileira. Dados do relatório ‘Conflitos no Campo Brasil 2025’, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), apontam a ocorrência de 1.408 episódios de conflito no último ano, atingindo mais de 715 mil pessoas.

Estados como Mato Grosso, Pará e o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) concentram as áreas de maior atrito, onde a expansão da fronteira agrícola e a complexidade na regularização de terras têm transformado disputas comerciais e possessórias em confrontos diretos.

Para a bancada do agronegócio, esses números evidenciam um vácuo de autoridade que exige solução urgente. A FPA sustenta que a insegurança jurídica e a falta de protocolos estaduais eficientes para o cumprimento de mandados judiciais impedem a pacificação no campo, transformando a resolução de litígios — que deveriam ser estritamente técnicos — em cenários de risco iminente para produtores, trabalhadores e seus familiares.

Fonte: Pensar Agro

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