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Sorriso e Vera estudam parceria para ampliação da avicultura regional

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Na manhã desta terça-feira (28), no Paço Municipal de Sorriso, estiveram reunidas lideranças locais e do município de Vera para discutir uma possível parceria na área da avicultura. Participaram do encontro o prefeito de Sorriso, Alei Fernandes, o vice-prefeito Acacio Ambrosini, o secretário de Agricultura Familiar e Segurança Alimentar (Semasa), Lucas de Oliveira, além de Tierre Nespolo, secretário de Agricultura, Meio Ambiente, Indústria e Comércio de Vera e Geraldo Camilo, secretário de Governo da cidade vizinha.

O objetivo principal da parceria é permitir que produtores de Vera utilizem o Abatedouro Municipal de Aves de Sorriso para o abate de aves. A iniciativa busca aproveitar a ampliação da capacidade de abate do abatedouro, prevista por meio de uma emenda Estadual para readequação e modernização da estrutura. Com as melhorias, a capacidade de produção será ampliada de 250 aves por dia para até três mil, permitindo atender à crescente demanda dos municípios da região Norte de Mato Grosso.

A proposta inicial prevê que mil frangos por mês, oriundos do município vizinho, sejam abatidos em Sorriso com subsídio da Prefeitura de Vera. Desde 2020, o Abatedouro Municipal de Aves de Sorriso tem sido referência em qualidade e segurança sanitária. Supervisionado pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e por uma equipe técnica especializada composta por médicos veterinários, o processo de abate segue rigorosamente os parâmetros exigidos pelos órgãos de vigilância sanitária. Toda a produção abatida é destinada ao comércio local, incluindo feiras livres e supermercados.

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Além de proporcionar um local adequado e supervisionado para o abate, o projeto desenvolvido em Sorriso visa fortalecer a agricultura familiar, garantindo assistência técnica, treinamentos e, em alguns casos, o transporte das aves. “Desde a criação das aves até o momento do abate, nossa preocupação é garantir a qualidade do produto final que chega ao consumidor”, destacou o secretário Lucas de Oliveira.

Atualmente, 17 produtores de Sorriso utilizam o abatedouro sem custo, comercializando seus produtos em feiras e estabelecimentos locais. A parceria com Vera tem o potencial de gerar ainda mais impacto econômico e social na região, ampliando o acesso a mercados para pequenos avicultores e promovendo o desenvolvimento sustentável da avicultura. As tratativas seguirão nos próximos meses, com o compromisso de ambas as gestões em fortalecer a agricultura familiar e garantir produtos de qualidade à população.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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