AGRONEGÓCIO

Embrapa desenvolve técnica inovadora que aumenta produtividade do milho

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Uma técnica inovadora desenvolvida pela Embrapa está ganhando destaque no agronegócio, especialmente no Tocantins, onde a produção de milho tem apresentado um grande avanço. O estudo realizado no município de Marianópolis (TO) demonstrou que o cultivo intercalar de milho antes da colheita da soja pode aumentar significativamente a produtividade e reduzir os riscos associados à segunda safra tardia.

A tecnologia, chamada “Antecipe”, resultou em um aumento de 287% na produtividade de grãos de milho, comparado ao plantio convencional do cereal após a soja. No Tocantins, os experimentos realizados em parceria com as Unidades da Embrapa Pesca e Aquicultura, Embrapa Milho e Sorgo e Embrapa Pecuária Sudeste, mostraram um rendimento médio de 3.062 quilos por hectare, número que pode ser um divisor de águas para os produtores locais.

O “Antecipe” permite que o milho seja semeado nas entrelinhas da soja ainda durante o período de enchimento dos grãos, o que possibilita antecipar o plantio da cultura em até 20 dias. Esse adiantamento proporciona melhor aproveitamento das chuvas iniciais da estação e reduz os riscos climáticos típicos do final do verão e início do outono, quando as condições podem ser mais desfavoráveis.

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Além disso, o sistema traz benefícios operacionais e econômicos, como a eliminação da necessidade de dessecação da soja, o que reduz custos para o produtor. A técnica também tem o potencial de expandir a janela de cultivo para regiões que antes não consideravam a produção da safrinha, promovendo uma maior eficiência no uso da terra e contribuindo para a sustentabilidade do sistema produtivo.

A pesquisa, que foi validada em oito estados, incluindo Minas Gerais, Paraná, Goiás e São Paulo, demonstra que a adoção do sistema pode aumentar significativamente a rentabilidade dos produtores. Em Rio Verde (GO), por exemplo, a produtividade chegou a 66 sacas de milho por hectare com o “Antecipe”, superando em muito as 28 sacas por hectare registradas no plantio tradicional.

O impacto dessa inovação vai além da produção de grãos, beneficiando também outros setores do agronegócio, como a pecuária. O pesquisador Emerson Borghi explica que, nas áreas que adotam a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), a antecipação do plantio permite o uso mais cedo do pasto, beneficiando o ganho de peso do gado. Com a adaptação de máquinas específicas, a tecnologia se mostra acessível tanto para grandes como para pequenos produtores, proporcionando uma vantagem competitiva para o agronegócio brasileiro no cenário global.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Governo abre crédito de R$ 550 milhões para subsidiar importação de diesel

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O governo federal publicou nesta segunda-feira (29.06), a Medida Provisória (MP) nº 1.349, que autoriza a abertura de crédito extraordinário de R$ 550 milhões para o subsídio à importação de óleo diesel rodoviário.

Os recursos, sob gestão do Ministério de Minas e Energia e execução da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), têm como finalidade assegurar o abastecimento do combustível no mercado interno e reduzir a pressão de preços sobre o setor de logística e transporte.

A medida impacta diretamente a estrutura de custos do agronegócio. Como o óleo diesel representa parcela expressiva das despesas com escoamento da safra e mecanização, a entrada desses recursos visa mitigar a volatilidade das cotações internacionais que vinha encarecendo o frete rodoviário. O aporte de R$ 550 milhões foi classificado como despesa primária, utilizando o mecanismo de crédito extraordinário previsto na Constituição para situações de urgência e imprevisibilidade.

O subsídio, contudo, gera efeitos colaterais na economia. Analistas do mercado financeiro indicam que a utilização de verbas extraordinárias para intervenção direta no preço de combustíveis pressiona o resultado das contas públicas e pode gerar distorções na formação de preços pelos importadores.

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Para o produtor rural, a medida funciona como um mecanismo de contenção temporária de preços, sem, contudo, alterar os fundamentos de precificação do combustível no mercado global, que permanece atrelado ao câmbio e ao valor do barril de petróleo.

A eficácia do repasse final ao consumidor dependerá dos critérios de distribuição estabelecidos pela ANP. O setor produtivo permanece sob alerta em relação à perenidade da oferta e ao risco de que a medida, ao ser exaurida, resulte em um reajuste de preços para compensar o fim do subsídio governamental.

Fonte: Pensar Agro

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