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MPMT realiza XXV Encontro Estadual nesta quinta e sexta-feira

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Nesta quinta e sexta-feira, no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, será realizado o XXV Encontro Estadual do Ministério Público do Estado de Mato Gross. O evento será transmitido em tempo real por meio da plataforma Microsoft Teams. Com o tema “36 anos da Constituição Federal e os Desafios Institucionais do Ministério Público”, o encontro é destinado a todos os integrantes da instituição e visa fortalecer ainda mais a atuação do MPMT, promovendo o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre os participantes.

A abertura está prevista para 19h do dia 5 de dezembro (quinta-feira), com a participação do procurador-geral de Justiça Deosdete Cruz Junior, do corregedor-geral do MPMT, João Augusto Veras Gadelha, do coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, Antonio Sergio Cordeiro Piedade, e do presidente da Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP), Mauro Benedito Pouso Curvo. A solenidade contará ainda com apresentação cultural do Instituto Flauta Mágica.

Na sequência, ocorre a palestra de abertura “Revolução digital, Direito 4.0 e o Novo Modelo de Operador do Direito”, proferida pelo promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MPSP) Alexandre Rocha Almeida de Moraes, com mediação do promotor de Justiça do MPMT José Mariano de Almeida Neto.

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No dia 6 (sexta-feira), as atividades serão retomadas às 8h30 com a apresentação cultural de Estela Ceregatti. Em seguida, a promotora de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) Maria Carolina Silveira Beraldo ministrará a palestra “Evolução do Processo Estrutural no Brasil: da práxis ao mais recente anteprojeto de lei apresentado ao Senado Federal”, que será mediada pela promotora de Justiça do MPMT Roberta Camara Gomes Vieira de Sousa. Para encerrar o período matutino, haverá entrega de premiação pelo Núcleo Permanente de Incentivo à Autocomposição (Nupia) do MPMT.

A partir das 14h, será realizada a palestra “Atuação do Ministério Público na Garantia de Assistência Integral às vítimas diretas e indiretas de violência”, com a promotora de Justiça do MPSP Silvia Chakian de Toledo Santos, e mediação da promotora de Justiça do MPMT Gileade Pereira Souza Maia. Às 16h ocorre a última palestra, com o tema “O Ministério Público e sua formação continuada”, ministrada pelo juiz da 46ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, docente e escritor Vitor Salino de Moura Eça, com mediação da promotora de Justiça do MPMT Taiana Castrillon Dionello.

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Para finalizar a programação, a partir das 17h30, haverá o lançamento de várias obras.O XXV Encontro Estadual do MPMT é realizado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso por meio da Escola Institucional, com apoio da Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP) e da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Atuação do MP garante avanço na regularização de loteamento irregular

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) obteve decisão favorável no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) em agravo de instrumento interposto no âmbito de ação civil pública que trata de loteamento clandestino localizado às margens da rodovia MT-320, no município de Colíder (630 km de Cuiabá). A atuação é conduzida pela promotora de Justiça Graziella Salina Ferrari, da 1ª Promotoria de Justiça Cível da comarca.O recurso foi apresentado após o indeferimento, em primeira instância, do pedido de tutela de urgência formulado pelo Ministério Público, que buscava a adoção imediata de medidas para conter danos urbanísticos e ambientais decorrentes da implantação e expansão irregular do loteamento. Ao analisar o agravo de instrumento, o Tribunal reconheceu a presença dos requisitos legais para a concessão das medidas urgentes, especialmente a probabilidade do direito e o risco de dano contínuo à coletividade, considerando a natureza permanente e progressiva dos prejuízos causados por parcelamentos irregulares do solo urbano.A decisão representa importante avanço na tutela da ordem urbanística e ambiental, uma vez que restou evidenciado que o risco não se limita ao momento inicial da implantação do loteamento, mas se renova diariamente com a continuidade da ocupação desordenada e a ausência de infraestrutura básica.De acordo com a promotora, a área objeto da ação apresenta graves irregularidades desde a sua origem. O loteamento foi implementado sem aprovação do poder público e sem registro imobiliário, em desacordo com a legislação federal que rege o parcelamento do solo urbano. Além disso, não foram executadas obras essenciais de infraestrutura, como pavimentação, drenagem pluvial, abastecimento de água, esgotamento sanitário e iluminação pública.A situação foi detalhadamente constatada em vistoria realizada pela Promotoria de Justiça em janeiro de 2026, que apontou um cenário de precariedade estrutural, com ausência total de pavimentação e presença de erosões significativas nas vias, dificultando a circulação de veículos e pedestres.Também foram verificadas a inexistência de sistema de drenagem pluvial e o escoamento desordenado das águas das chuvas, responsáveis pela degradação das ruas e formação de sulcos erosivos. Moradores, inclusive, passaram a adotar soluções improvisadas, como utilização de entulho e sacos de areia, para garantir o tráfego local.No aspecto sanitário, o loteamento não dispõe de rede pública de abastecimento de água, sendo utilizados sistemas individuais precários, como poços, sem garantia de qualidade adequada. Da mesma forma, não há rede de esgoto, sendo comum o uso de fossas rudimentares, o que acarreta risco de contaminação do solo e das águas subterrâneas. A vistoria também identificou descarte irregular de resíduos sólidos a céu aberto, acúmulo de lixo em terrenos e ausência de limpeza urbana adequada, além de iluminação pública insuficiente, restrita, em grande parte, à via principal, com improvisações feitas pelos próprios moradores nas demais áreas.Outro ponto relevante constatado foi a continuidade da expansão do loteamento, com comercialização ativa de lotes e construção de novas edificações, mesmo diante da ausência de regularização.Há ainda indícios de intervenção em área de preservação permanente, com a presença de corpo hídrico na região e ocupação próxima às suas margens, além de supressão de vegetação ciliar, o que agrava o risco ambiental e pode comprometer eventual processo de regularização futura.No curso das investigações, o Ministério Público também apurou que o problema integra um contexto mais amplo de loteamentos clandestinos no município. Desde 2019, foram instaurados diversos inquéritos civis para apurar situações semelhantes e, posteriormente, celebrado Termo de Ajustamento de Conduta com o Município de Colíder para promover um diagnóstico global e adotar medidas estruturais.Contudo, conforme destacado na ação, o município não cumpriu integralmente as obrigações assumidas, mantendo-se omisso quanto à fiscalização e à regularização dos empreendimentos irregulares, o que motivou a judicialização individualizada dos casos.Ao reformar a decisão de primeira instância, o Tribunal de Justiça acolheu os argumentos do Ministério Público no sentido de que a omissão do poder público e a continuidade das irregularidades configuram situação que exige intervenção imediata do Judiciário, sob pena de agravamento dos danos urbanísticos, ambientais e sociais.“Essa decisão também reforça o entendimento de que o interesse público deve prevalecer em situações que envolvem risco à saúde, à segurança e à qualidade de vida da população, especialmente em contextos de ocupação irregular do solo urbano”, destacou a promotora de Justiça Graziella Salina Ferrari.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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