Tribunal de Justiça de MT

Poder Judiciário de Mato Grosso

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Os futuros advogados e advogadas que participam da 2ª edição do Programa Super Star_gio de 2024, da Coordenadoria Judiciária do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), aprenderam sobre como a Inteligência Artificial generativa pode ser utilizada pelo Poder Judiciário e contribuir para a produtividade, nessa quarta-feira (27 de novembro). O tema encerrou um ciclo de 24 palestras realizadas para os 178 acadêmicos do curso de direito que estagiam no Tribunal.
 
A 2ª edição do Programa Super Star_gio de 2024 complementou os conhecimentos adquiridos nas salas de aulas, com uma visão teórica e prática do funcionamento do Poder Judiciário de Mato Grosso. Os acadêmicos receberam capacitações quinzenais com desembargadores, diretores de departamentos, assessores de gabinetes e demais servidores.
 
Dentre os assuntos abordados estão o uso da linguagem simples, a sustentabilidade, elaboração de recursos criminais e cíveis, oficina prática de redação de votos e ementas. No fechamento deste 2º ciclo, o tema “Utilização de inteligência artificial generativa no âmbito do Poder Judiciário para o aumento da Produtividade” foi apresentado pelo desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro.
 
Especialista em direito digital, o magistrado mostrou aos participantes a origem dessa tecnologia e como ela está presente na rotina da população. Além de apresentar, na prática, como a utiliza na rotina de trabalho de seu gabinete.
 
“A inteligência artificial generativa tem o potencial para agilizar nossas tarefas administrativas. É possível fazer pesquisa jurídica, consulta, recomendo que sempre faça a validação nas fontes oficiais. Podemos também fazer a integração com base de dados seguras, por exemplo, eu fiz integração com os temas do STJ”.
 
O recurso também contribui para uma melhor apresentação de textos e otimização de tempo para análise de decisões. “Ele pode auxiliar na elaboração de documentos, na revisão e aprimoramento dos nossos textos, na análise de processo, na identificação de pontos chaves. Muitas vezes apresento para a ferramenta uma petição e peço que ele me identifique todos os pontos chaves, selecione a argumentação específica desse ponto. São diversas possibilidades de uso”, explica o desembargador.
 
Conhecer o funcionamento da IA pode auxiliar na utilização da tecnologia, mas o desembargador alerta ter habilidade de comunicação sólida é indispensável.
 
“Tenham sempre um contexto claro, uma estrutura adequada de pergunta, um objetivo bem específico. Quem prioriza tudo não prioriza nada. É melhor que faça uma coisa bem feita do que fazer tudo mal feito. Na inteligência artificial, isso é essencial”, orientou Luiz Octávio Saboia.
 
A coordenadora judiciária responsável pelo programa, Rose Santini Pincerato, destacou os resultados do programa desde sua criação.
 
“Hoje estamos encerrando a segunda edição do programa Super Star_gio com 178 estudantes capacitados em diversos temas da área finalística do poder judiciário. O programa iniciou em fevereiro de 2023 e contabilizou um total de 50 encontros ao longo da gestão da Desa Clarice Claudino da Silva, sendo uma incentivadora juntamente com a nossa Diretora Geral Euzeni Paiva de Paula”.
 
Premiado
 
A 2ª edição do Programa Super Star_gio de 2024 premiou os estagiários do TJMT mais assíduos e o que mais absorveu conhecimentos no período. No quesito assiduidade, Gilmar Ernesto de Abreu Zanella e Victor Shiniti Shimokawa empataram, ao participarem de 20 dos 24 encontros realizados no ciclo.
 
Já o estagiário Lucas Martins Senger venceu na categoria destaque Super Star_gio de 2024, por ser o participante que mais absorveu os conteúdos apresentados durante o período. Aluno do 8º semestre, o acadêmico afirma que o programa agregou para sua formação por dar uma visão ampla dos trâmites processuais e funcionamento do tribunal.
 
“É uma grande oportunidade para que nós estudantes tenhamos uma visão mais geral de como o processo roda no tribunal. Recebemos informações pertinentes, principalmente para quem quer fazer concurso. Aprendemos aqui sobre recursos, julgamento, assuntos de extrema relevância que pudemos absorver em um curto período no tribunal. No programa pude conhecer quase todos os temas, mesmo não estando presente e não trabalhando naquela área”, relatou Lucas Martins.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: A imagem mostra uma sala de com fileiras de cadeiras pretas e amarelas. As cadeiras estão dispostas em um padrão semicircular dispostas para frente de um plenário de julgamento. Os acadêmicos estão sentados, voltadas para o palestrante Des. Luiz Saboia.  Imagem 2: A imagem mostra um grande grupo de estagiários do TJMT, sentados em fileiras, provavelmente em um auditório ou sala de conferências. A sala tem um esquema de cores neutras com parede bege e uma porta visível ao fundo. O público parece atento, com a maioria das pessoas olhando na mesma direção. Imagem 3: O estagiário Lucas Martins tem longos cabelos cacheados, usa óculos, veste camisa azul e segura o troféu Destaque Super Star_gio. Ele está ao lado do desembargador Luiz Saboia, homem de pele clara cabelos grisalhos. Ele usa terno escuro e gravata.
 
Priscilla Silva/ Fotos: Anderson Lobão e Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Justiça e Exército se unem em Rondonópolis para defender cultura da paz e acesso aos direitos

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Entre fardas, livros e reflexões sobre cidadania, o auditório do 18º Grupo de Artilharia de Campanha, em Rondonópolis, se transformou nesta segunda-feira (18) em um espaço de diálogo sobre pacificação social, direitos fundamentais e Justiça. A convite do comandante da unidade, tenente-coronel Joel Reis Alves Neto, o coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), juiz Wanderlei José dos Reis, ministrou palestra aos militares sobre acesso à Justiça, autocomposição e Justiça Restaurativa.

Logo no início da fala, o magistrado destacou sua ligação com o Exército Brasileiro e a importância da parceria institucional entre as duas instituições. “O militar não é melhor nem pior que ninguém, ele é diferente. O militar tem senso de responsabilidade, disciplina e proatividade. É uma honra estar aqui falando em nome do Poder Judiciário de Mato Grosso e trazendo uma mensagem institucional de pacificação social”, afirmou o juiz.

O comandante do 18º GAC, tenente-coronel Joel, ressaltou que o encontro fortalece o intercâmbio de conhecimentos entre as instituições e contribui para a formação humana dos militares. “A presença do Poder Judiciário dentro do quartel amplia horizontes e reforça valores importantes para a sociedade e para o próprio Exército, como diálogo, equilíbrio e responsabilidade social”, destacou.

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Direitos fundamentais e cidadania

Durante a primeira parte da palestra, o juiz Wanderlei abordou temas ligados ao projeto “Diálogos com as Juventudes”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), explicando conceitos relacionados à Constituição Federal, direitos humanos e acesso à Justiça.

O magistrado explicou aos militares que o acesso à Justiça é um direito fundamental garantido pela Constituição e destacou a importância do conhecimento como instrumento de transformação social. “O acesso à Justiça começa pelo conhecimento. Conhecer a Constituição, conhecer as leis e compreender os próprios direitos é fundamental para o exercício da cidadania”, disse.

Ao falar sobre direitos fundamentais, o juiz Wanderlei também fez um paralelo histórico sobre a evolução do Estado Democrático de Direito e ressaltou o papel do Judiciário como garantidor da paz social e da proteção dos direitos individuais.

Exército e Judiciário pela pacificação social

O magistrado também relacionou a atuação do Judiciário à missão histórica de figuras importantes do Exército Brasileiro, como Duque de Caxias e Marechal Rondon. “Nós estamos aqui trazendo uma mensagem institucional de pacificação. Duque de Caxias foi conhecido como o pacificador e Marechal Rondon carregava um lema profundamente humano: ‘Morrer, se necessário for; matar, nunca’. Isso dialoga diretamente com aquilo que o Judiciário busca hoje”, afirmou.

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Ao encerrar a primeira palestra, o juiz reforçou que educação, leitura e conhecimento são ferramentas essenciais para transformação pessoal e social. “O conhecimento transforma. O homem é a medida do seu conhecimento. Quanto mais conhecimento, maior a capacidade de compreender seus direitos e contribuir para uma sociedade mais justa”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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