Várzea Grande

Projeto “Adote um Espaço” promove preservação ambiental e conscientização em Várzea Grande

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Mais uma etapa do projeto “Adote um Espaço”, lançado em junho deste ano pela Prefeitura de Várzea Grande em parceria com o Ministério Público, foi realizada nesta terça-feira, 26 de novembro. Desta vez, o Colégio Metha, em parceria com a empresa Marajá, adotou uma área na região do Jardim Costa Verde, marcando mais um avanço significativo para a preservação ambiental no município.

No primeiro dia de ação, foram retirados nove caminhões de resíduos do local, transformando um antigo “bolsão de lixo” em um espaço verde. A iniciativa busca não apenas recuperar áreas degradadas, mas também promover a conscientização ambiental entre os alunos e a sociedade.

O prefeito Kalil Baracat ressaltou a importância do projeto e da união de forças entre o poder público, o Judiciário, as escolas e as empresas privadas. “O ‘Adote um Espaço’ é um exemplo de como a parceria entre diferentes setores da sociedade pode transformar nossa cidade. Estamos revitalizando áreas abandonadas, promovendo educação ambiental e criando espaços de convivência que beneficiam toda a população”, afirmou.

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O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS), Jean Lucas Teixeira de Carvalho, destacou a importância do evento. “Foi lindo, parabéns aos responsáveis. É gratificante para a Secretaria e para a 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Várzea Grande ver a empolgação e o empenho dos envolvidos. Este projeto desperta o senso de pertencimento e responsabilidade ambiental em toda a coletividade”, afirmou.

O “Adote um Espaço” incentiva escolas municipais, estaduais e particulares de Várzea Grande a adotar áreas públicas próximas às suas comunidades, como parques, áreas verdes e Áreas de Preservação Permanente (APPs). Além disso, as escolas recebem suporte da SEMMADRS com mudas, insumos e assistência técnica para garantir o sucesso do plantio e a manutenção das áreas adotadas.
Segundo o secretário Jean Lucas, o projeto foi inspirado no artigo 225 da Constituição Federal de 1988, que estabelece a responsabilidade coletiva na preservação do meio ambiente. “A comunidade estudantil de Várzea Grande tem agora a chance de deixar um legado de sustentabilidade, contribuindo diretamente para a transformação de espaços públicos em áreas verdes e protegidas”, destacou.

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Com o apoio da comunidade, o projeto também busca reduzir o despejo irregular de resíduos e incentivar denúncias contra práticas que prejudicam o meio ambiente. A médio e longo prazo, a expectativa é consolidar uma cultura de preservação e criar um “mecanismo de constrangimento social”, desestimulando ações que desrespeitam as normas de convivência.

A ação promovida pelo Colégio Metha e pela empresa Marajá é mais um exemplo do impacto positivo que o “Adote um Espaço” está gerando em Várzea Grande, envolvendo a sociedade em uma causa comum e reforçando a importância de um meio ambiente saudável para as futuras gerações.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Várzea Grande amplia proteção de bebês prematuros com aplicação inédita do Nirsevimabe pelo SUS

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A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está reforçando os cuidados com a saúde de bebês prematuros ao disponibilizar, pela primeira vez, o anticorpo monoclonal Nirsevimabe, popularmente conhecido como “vacina Nirsevimabe”. O medicamento oferece imunização imediata para proteger os bebês contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite e pneumonia grave em crianças pequenas.

As doses integram o Protocolo de Uso do Nirsevimabe para Prevenção de Infecção do Trato Respiratório Inferior Associada ao Vírus Sincicial Respiratório em Bebês Prematuros ou com Comorbidades, disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Nirsevimabe é destinado a um público específico e, em Várzea Grande, vem sendo administrado desde fevereiro deste ano, conforme prescrição médica e condição clínica do recém-nascido, na Maternidade Pública “Dr. Francisco Lustosa” e nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A UBS Jardim Glória foi a primeira unidade, fora da maternidade, a aplicar a medicação.

Como explica Patrícia Pretel Feitosa, enfermeira responsável pela Imunização da Atenção Primária de Várzea Grande, a incorporação do Nirsevimabe ao SUS amplia a cobertura de proteção para todos os bebês prematuros que se enquadram nos critérios estabelecidos.

“O anticorpo tem indicações específicas, tanto em relação à dosagem quanto ao público-alvo”, destaca.

Somente entre os recém-nascidos prematuros, 19 doses foram aplicadas na maternidade entre fevereiro e o momento atual. Dependendo das condições de saúde e do peso da criança, algumas recebem a dose ainda durante a internação, enquanto outras aguardam o ganho de peso para receber o medicamento posteriormente em uma Unidade Básica de Saúde.

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Patrícia explica ainda que, para recém-nascidos prematuros — aqueles nascidos com menos de 37 semanas de gestação —, a administração do Nirsevimabe deve ser feita por via intramuscular logo após o nascimento, ou assim que o bebê estiver clinicamente estável, ainda na maternidade.

“A dose do Nirsevimabe é única e varia apenas conforme a faixa de peso do paciente. Recém-nascidos e bebês com peso inferior a cinco quilos recebem uma dose única de 0,5 ml. Já aqueles com peso igual ou superior a cinco quilos recebem uma dose única de 1 ml”, explica.

Para crianças de até 24 meses de idade que apresentem comorbidades e permaneçam vulneráveis durante a segunda temporada de circulação do VSR, recomenda-se uma dose única, independentemente do peso, administrada em duas injeções de 1 ml cada, aplicadas em locais distintos.

Indicações para o uso do Nirsevimabe

  • Prematuros (nascidos com menos de 37 semanas de gestação);
  • Doença cardíaca congênita hemodinamicamente significativa;
  • Doença pulmonar crônica da prematuridade;
  • Imunocomprometimento grave, congênito ou adquirido;
  • Fibrose cística;
  • Doença neuromuscular;
  • Anomalias congênitas das vias aéreas;
  • Síndrome de Down.

Contexto

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Vírus Sincicial Respiratório é responsável por cerca de 80% dos casos de bronquiolite e por até 60% das pneumonias em crianças menores de dois anos no Brasil.

Entre 2018 e 2024, foram registradas 83.740 internações de bebês prematuros. Somente em 2024, dos 82.005 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) atribuídos a vírus respiratórios, 32% (26.034 casos) foram causados pelo VSR.

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A faixa etária mais atingida foi a de crianças com menos de um ano, que representaram 72,1% dos casos (18.759) e 42% dos óbitos (168 das 403 mortes registradas).

Os principais grupos de risco para desenvolver infecção respiratória grave causada pelo VSR são lactentes com menos de seis meses de idade, especialmente os prematuros, crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade e aquelas com cardiopatias congênitas.

Essa maior vulnerabilidade está relacionada à imaturidade do sistema imunológico, à menor transferência de anticorpos maternos, ao menor calibre das vias aéreas, além de fatores como baixa reserva energética, desmame precoce, anemia, infecções respiratórias recorrentes e uso prévio de corticoides.

O VSR apresenta comportamento sazonal, com maior circulação nos meses mais frios do ano. Embora esse padrão varie entre as regiões brasileiras, a maior incidência costuma ocorrer durante o outono e o inverno.

Anualmente, o vírus é responsável por cerca de 3,6 milhões de hospitalizações em todo o mundo e aproximadamente 100 mil mortes de crianças menores de cinco anos, sendo metade desses óbitos em bebês com menos de seis meses de idade. (Com informações do Ministério da Saúde)

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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