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Prevenção e enfrentamento à violência contra mulher são debatidos

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Diante dos altos índices de violência contra a mulher e de feminicídios, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) direciona sua atenção para a importância da perspectiva de gênero e dos dados estatísticos como ferramentas para equidade de gênero e a prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar. O compromisso com a construção de uma sociedade mais igualitária e com mais respeito às mulheres foi debatido em seminário realizado nesta quinta-feira, 1º de agosto, em alusão ao “Agosto Lilás”, mês dedicado à conscientização para o fim da violência contra a mulher.

“Os índices de violência contra as mulheres no Brasil, e particularmente em Mato Grosso, são alarmantes e inaceitáveis. Em 2023, o Estado registrou a maior taxa de feminicídios entre todos os estados brasileiros. Ao promover este seminário, o Ministério Público de Mato Grosso mais uma vez dá uma demonstração do seu comprometimento com essa luta, que não é apenas das mulheres, mas de toda a sociedade”, destacou o secretário-geral do MPMT, o promotor de Justiça Adriano Augusto Streicher de Souza, que no ato representou o procurador-geral de Justiça Deosdete Cruz Junior.

O evento oportunizou discussões importantes acerca da temática, que reuniu membros, servidores e dirigentes da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, presencialmente no auditório da Procuradoria Geral de Justiça e virtualmente pela plataforma Teams. “Mato Grosso vive um contraste. Por um lado, é um Estado pujante economicamente, mas também se destaca em matéria de feminicídio. Estabelecer políticas públicas ainda mais efetivas voltadas à prevenção é o nosso papel”, pontuou o coordenador do Centro de Apoio Operacional sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e Gênero Feminino, o promotor de Justiça Tiago de Souza da Silva.

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A secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), tenente-coronel da Polícia Militar Grasielle Bugalho, reforçou a importância de discutir o enfrentamento à violência, citando as iniciativas em parceria com o Ministério Público. “Esta é mais uma oportunidade de discutirmos essa temática. Aproveito para parabenizar o Ministério Público, que segue atuando e trazendo uma visão diferente para essa questão da violência contra a mulher, como a parceria na campanha Junto Por Elas e assinaturas de termos de cooperação que têm como público prioritário as mulheres vítimas de violência”.

Segunda mulher a presidir a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Gisela Cardoso considera o tema oportuno e urgente colocar em pauta em eventos temáticos o enfrentamento aos crimes de gênero. “Precisamos contribuir para a redução dos índices de feminicídios e buscar uma forma de dar segurança a essas mulheres que se sentem ameaçadas. Isso exige a união de todos para podermos fazer esse enfrentamento. Temos uma realidade cruel a ser mudada em nosso estado”, disse.

Já a coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher – Nudem, a defensora pública de Mato Grosso Rosana Leite Antunes de Barros, destacou a fragilidade na aplicabilidade da Lei Maria da Penha, que completou 18 anos em 2024. “Não temos políticas públicas homogêneas que venham atender às mulheres. É lamentável que meninas e mulheres cresçam envoltas em tantas violências. Não podemos pensar em empoderamento sem falarmos na multiplicidade do segmento de mulheres, para pensarmos de fato na sua proteção”, disse.

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Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e Gênero Feminino e com o Laboratório de Inovação do MPMT (E-LabMP), o evento destacou a necessidade de ação coesa entre as instituições estaduais no desenvolvimento de políticas públicas. “Nós precisamos disso. As instituições de Estado precisam agir de forma coesa, as políticas públicas precisam ser concretizadas. Ou seja, todos os Poderes com o mesmo foco, com o mesmo objetivo, buscando atingir a finalidade, o espírito público e o bem comum”, pontuou o coordenador da Escola Institucional do MPMT, promotor de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade.

A programação do seminário contou com apresentação cultural da Associação Piano Gente e painéis temáticos que abordaram os seguintes temas: “A importância do banco de dados sobre violência contra a mulher e o papel do Ministério Público”, abordado pela promotora de Justiça do Ministério Público da Bahia (MPBA) Sara Gama Sampaio, e a “Atuação institucional com perspectiva de gênero”, que teve como palestrante a promotora de Justiça do Ministério Público do Paraná (MPPR) Mariana Seifert Bazzo.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT requer na Justiça suspensão de cortes de árvores em Cuiabá

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A 29ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Cuiabá – Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística ajuizou, nesta quinta-feira (2), uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de liminar contra o Município de Cuiabá, apontando falhas na gestão da arborização urbana e nos procedimentos de autorização para poda e supressão de árvores na capital. Na ação, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requer a suspensão imediata da emissão de novas autorizações de supressão arbórea, bem como dos efeitos das autorizações já concedidas, até que sejam adotados critérios técnicos adequados para esse tipo de intervenção. O MPMT também pede, em caráter emergencial, a paralisação das atividades de retirada e supressão das árvores ainda remanescentes nas obras de mobilidade urbana executadas na Avenida Fernando Corrêa da Costa/BR-163, em frente à empresa Copagás, no bairro São Francisco, na saída de Cuiabá para Rondonópolis. No mérito, o MPMT requer o reconhecimento da inadequação dos atos administrativos que autorizaram a supressão de árvores sem observância dos objetivos de proteção e prevenção ambiental. A ação busca ainda a responsabilização do Município pelos danos ambientais e climáticos decorrentes dessas intervenções, com condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos em valor não inferior a R$ 500 mil. O Ministério Público também pede que o Município seja obrigado a instituir protocolo técnico para poda e supressão arbórea, com critérios voltados à mitigação de impactos, compensação por equivalência ecológica, transplante de árvores quando tecnicamente recomendado e monitoramento contínuo. Além disso, requer a recomposição das árvores adultas removidas em intervenções viárias e a revisão das autorizações concedidas fora de parâmetros técnicos adequados, com apresentação de relatório contendo todos os atos administrativos que embasaram supressões arbóreas nos últimos dois anos. De acordo com o promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, os elementos reunidos pelo Ministério Público revelam um cenário de desorganização na política municipal de arborização urbana. Entre os episódios destacados está a retirada de árvores de grande porte na Rua Baltazar Navarros, no bairro Bandeirantes, que teria ocorrido mediante autorização administrativa posteriormente questionada. Outro caso envolve a erradicação de 24 árvores em área pública, com previsão de supressão de até 82 indivíduos arbóreos em razão de obras de intervenção viária na Avenida Fernando Corrêa da Costa. Segundo o MPMT, árvores adultas foram removidas sem a adoção adequada de medidas como transplante, compensação ecológica equivalente e recomposição imediata da cobertura vegetal.Na ACP, o promotor destaca a relevância da arborização para a qualidade ambiental das cidades. “A arborização urbana configura elemento essencial do meio ambiente artificial, exercendo funções fundamentais quanto à regulação térmica, melhoria da qualidade do ar, retenção hídrica e proteção da saúde pública”, afirma. Ele acrescenta que os benefícios são ainda mais significativos em uma cidade de clima quente como Cuiabá. “Árvores e áreas verdes ajudam a diminuir a temperatura local por meio da oferta de sombra e da evapotranspiração, podendo refrescar em até 5ºC as regiões densamente urbanizadas”, aponta. Para o promotor de Justiça, a substituição de árvores adultas por mudas jovens não é capaz de compensar, em curto prazo, a perda dos serviços ambientais proporcionados pela vegetação consolidada. Na avaliação dele, a atual condução da política municipal de arborização representa um “inequívoco retrocesso ambiental e climático”. Ainda segundo Carlos Eduardo Silva, “chega-se à conclusão que a política municipal de gestão e planejamento da arborização urbana apresenta sérias deficiências estruturais”.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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